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Super Novas

Primeiro sucesso de Rashid, “Bilhete”, ganha nova versão ao lado de Luccas Carlos

Bilhete 2.0 – capa

No Dia dos Namorados do ano passado, o carioca Luccas Carlos quebrou a internet quando soltou um remix para “Bilhete”, música de 2010 de Rashid. Considerada o primeiro hit do rapper paulista, a versão de Luccas também não ficou para trás e já soma mais de duas milhões de views desde o lançamento – estrategicamente pensado para embalar a data romântica.

No remix, Luccas Carlos aproveita o refrão e faz um verso próprio que caberia muito bem na música original. E foi isso o que ele e Rashid fizeram na versão 2.0 de “Bilhete”, uma nova track com ambos dividindo seus versos e feelings. Na produção musical das duas versões está Nave, curitibano que assina outros trabalhos de respeito como Ogi, D2 e Emicida.

Sobre esse novo fôlego que Luccas deu à música, Rashid comenta que serviu para aguçar a vontade em juntar as duas versões com uma nova pegada. “Chamamos o Nave (que produziu a original) para fazer uma nova versão e acredito que o pessoal vai pirar quando ouvir. Foi tipo pegar uma receita antiga que já era boa e conseguir melhorá-la”, diz ele.

“Bilhete 2.0” já está em todas as plataformas de streaming.

Ouça já: Tidal | Spotify | Deezer | Napster | YouTube | iTunes | Google Play

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BlogDistúrbio Feminino

Grrrl Germs – 19/2

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Grrrl Germs comemorando 3 anos de Distúrbio Feminino, mil corações flechados 💘. E +++: a estrela de Patty Schemel, Educação política e o que a Socialista Morena pensa sobre isso, Clipes quentes, O Feminino & A Reconexão dos Sentidos Primários.

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19/fevereiro é o dia oficial que o 💜Distúrbio Feminino💜 veio ao mundo em formato de podcast na webradio Antena Zero, em 2014. O DF foi pensado para ser muitas coisas: podcast (pois rádio é amor d+), blog, festival e o que mais coubesse. Nestes três anos conquistamos tudo isso e o trabalho só aumentou – assim como a responsa de fazer algo legal pra quem gosta e segue. É sempre muito bom colocar nossas ideias e sonhos em prática, você nunca sabe o que pode acontecer, o que aquilo pode se tornar ou quem pode estar alcançando. O Distúrbio Feminino é Ilimitado, Expansivo & Inclusivo, aqui cabe tudo e vários culturas diferentes, todos os gostos e o que você quiser. É pra falar sobre a física e a metafísica de Ser Mulher, sobre divas da música, sobre coisas loucas e coisas sérias.

Guardo com cuidado todos os episódios do DF na Antena Zero e os mais novos ficam hospedados neste Mixcloud. Na estreia, usei uma das minhas imagens preferidas do Mundo do Rock, mais que icônica, nem precisa de legenda:

(((Setlist nada mal, hein? E eu sou muito puxa-sardinha, mandei logo minha preferida da banda riot preferida na primeira música ever no DF: 7 Year Bitch, “The Scratch“.)))

Pra quem acompanhou na época e lembra, as vinhetas de abertura e passagem eram com esse hit explosivo no BG:

E, se alguém ficou curioso, subi a primeira edição aqui >>> e tô com vergonha de rememorar a insegurança de toda primeira vez, rs <<<.

 

Que marco fazer o primeiro Distúrbio Feminino! 😍 E que época boa quando conseguia gravar um inédito por semana… Agora é um podcast sem qualquer pretensão de ter uma periodicidade definida, mas tá sempre aparecendo episódio novo sem aviso.

E pode anotar que este ano tem festival, mais zines, podcasts e Grrrl Germs every&anywhere.

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Lembrei de um zine antigo que tenho na coleção e de uma dúvida que me seguiu durante vários anos da adolescência: como seria a estrela de Patty Schemel?

A baterista do Hole é inspiração para a personagem Miss Rainbow, do zine Twiggy, editado em Santa Maria (RS) em 1999/2000. Na época, sem tantos recursos como hoje, eu não tinha ideia como seria a tal estrela no braço de Patty. Mesmo olhando os encartes dos CDs, a estrela nunca aparecia. Nas fotos das revistas que eu tinha também não. Que mistério não conhecer essa referência na época e que surpresa lembrar disso depois de 17 anos (!!!).

A Miss Rainbow aparecia vez ou outra nas páginas do zine, junto a outras Misses, como a Miss Pink. O Twiggy zine tinha inspirações alienígenas e rioteiras, coluna de resenhas e bandas novas, trazia contos fictícios das personagens e vários textos sobre feminismo e girl rock. Abaixo, foto-reprodução do original, >>> reparem no destaque de marca-texto <<<.

Com sua estrela de Patty Schemel no braço esquerdo, ela consegue (quase) tudo o que quer.

Então, afinal, como é a estrela de Patty Schemel? Em 2017, o oráculo Google dá a resposta:

Pra quem não conhece a história de Patty, o documentário “Hit so Hard – The life and near death of Patty Schemel”, lançado em 2001, traz em detalhes um pouco das turnês e gravações do Hole até o terceiro álbum, Celebrity Skin, colocando Schemel como foco. Uma trajetória de ascensão e queda, o filme aborda o envolvimento com drogas que quase a fez entrar no Clube dos 27 durante o auge do Hole. As imagens de arquivos são sensacionais e mostram várias raridades das turnês, shows, hotéis e gravações. (((As cenas com Kurt Cobain são amor demais.))). Pra quem quiser assistir, tem na íntegra no Youtube: parte 1 e parte 2 (sem legendas).

(Kurt, Frances Bean e Patty 💙 Ele faria 50 anos amanhã, 20/fevereiro.)

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As minas não estão pra brincadeira. Você deve estar ligadx que é oficial o chamado para greve geral de mulheres pelo mundo no próximo 8/março. A importância deste movimento (e correlatos) é imensurável como incentivo à politização das minorias, despertando a noção de que ser representadx pelos poderes públicos é imprescindível. Ações como a greve e a Women’s March estão fazendo as mulheres irem atrás de educação política, mostrando interesse em ingressar em carreiras, criar partidos e chegar às cadeiras mais importantes.

Este artigo na NYMag fala exatamente sobre isso, trazendo exemplos que estão rolando agora nos EUA, com um aumento exponencial de mulheres procurando aulas presenciais, cursos online e se filiando para tentar cargos nas prefeituras. Depois de ler, indaguei se o mesmo estaria acontecendo no Brasil e se não estava, por que não? Ainda falta consciência política, lideranças a fazerem isso aqui também ou o que?

Aproveitei o tema para perguntar para Cynara Menezes, a grande-mente por trás do fenômeno Socialista Morena, como poderia haver um maior engajamento de mulheres na nossa política e maneiras de se alcançar mais representatividade de gêneros:

As mulheres precisam ocupar posições na política por uma questão de proporcionalidade à presença delas na sociedade, e de representatividade. Não é justo que nós, mulheres, sejamos 10% do parlamento, quando somos 53% do eleitorado. Literalmente o Congresso não nos representa. Não se pode acreditar que homens se ocupem de pensar em políticas públicas para as mulheres. Acho que o sistema de voto em lista fechada, com alternância de gênero, ajudaria a aumentar a presença das mulheres nas candidaturas dos partidos políticos. Infelizmente, não é possível acreditar que os homens que comandam o parlamento e o governo ilegítimo instalado no Brasil estejam minimamente interessados em incluir esta questão na reforma política.

>>> Outra parte importante de ressaltar é que tanto a greve quanto a mobilização política estão muito associadas com a construção de um novo Feminismo, mais inclusivo, e que agora se dedica a empoderar também as mulheres negras, pobres, imigrantes, lésbicas, trans e outras minorias. Essa nova visão confronta o racismo, a homo/trans/xenofobia, o neoliberalismo, propõe equidade de direitos trabalhistas, defende a segurança dos direitos reprodutivos e outras partes de uma agenda muito mais expandida e horizontal.

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Nos sons, poucas novidades (((tirando a hipnose de ouvir por dias uma série de shows do Velvet Underground em San Francisco, em 1969, compilados em dois bootlegs (parte 1 e parte 2), com versões kilométricas de “Sister Ray”, “I’m awating for the man”, “Heroin”, 4 versões de “Some Kinda Love” (célokx!) e muito feeling))), mas deixo três clipes quentes da semana pra quem não assistiu e o disco inteiro do Crystal Fairy, lançado na última sexta (17).

>>> Paula Cavalciuk lançou “O Poderoso Café”, de ideia divertida em contraposição ao tango sério da canção. Filmado pelas ruas de Sorocaba (SP), o vídeo tem encenação e coreografia de um grupo de artistas da cidade e deu um colorido especial à história de tantos poderosos chefões sem tempo pra vida. A gracinha e perspicácia da letra usa Marlon Brando pra deixar o recado que >>> às vezes é tarde demais praquele tempinho que você nunca achou <<<. Paula é A mina explodindo Brasil afora, fique ligadx.

>>> Carne Doce abriu a Mostra Prata da Casa na última terça-feira (14), em São Paulo. Fui com as expectativas altas pois ainda não tinha visto ao vivo e o álbum Princesa foi um dos que achei mais interessantes no ano passado –  demorei pra gostar da banda, o primeiro disco não bateu mas este segundo foi certeiro. Fui mesmo pra ver Salma Jô cantar.

(Foto de Filipa Andreia, do We Are Not With the Band. Passa aqui pra conhecer.)

Estava querendo há tempos vê-la ao vivo, ouvir a potência de sua voz e fiquei mais surpresa do que achei que ficaria. A mina é poderosa mesmo e a voz dela não é pra qualquer uma. Eu gosto de Mulher chiliquenta no palco, que faz uma entrega mesmo, sem amarras, tem personalidade além da persona, vai além sem extrapolar e ela tem tudo isso. E uma coisa é seu disco ser f*da, outra coisa é seu show ser f*da. No show é quando a gente pega a essência mesmo, você percebe se é real, arte sentida ou arte mecânica e Carne Doce é daquele tipo que é bom no estúdio e no palco ainda melhor.  Às vezes os clichês são necessários: música visceral.

A abertura do show foi com a premiere do clipe de “Falo”, aquele musicão da p*rra que fala tudo que as mulheres querem dizer sobre bropriating, mansplaining e gaslighting (não sabe o que é isso? olha aqui). O vídeo não fica atrás da grandiosidade da canção e evoca a sétima arte no cuidado com a direção e fotografia. O tema não poderia ser mais simbólico: um homem sendo queimado pelo fogo do Feminismo.

E é bom que você se cuide,
Não vai ter quem lhe acude quando eu quiser te capar

>>> The Kills está comemorando 15 anos e nesta semana lançou o clipe de “Whirling Eye”, faixa do último álbum, Ash & Ice. O vídeo foi gravado em 360º e teve (a grande) Sophie Muller na direção. (PS: Melhor assistir por celular.)

>>> We like it heavy: pedrada >>> como era de se esperar <<< o primeiro full do Crystal Fairy, a superbanda desencanada de Teri Gender Bender, Buzz Osborne, Dale Crover e Omar Rodriguez-Lopez que a gente já tava com um crush imenso desde o ano passado. O álbum teve estreia pela Rolling Stone gringa e por enquanto o play só rola lá.

>>> Loop da semana: Courtney Barnett. 💘

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A natureza do Divino Feminino e porquê praticar mais nosso lado feminino ::: o equilíbrio do feminino/masculino e a mudança que tanto esperamos

Reconectar-se é uma das palavras-chaves do Divino Feminino, que, na figura de mãe, é a fonte provedora à qual sempre buscamos manter os laços. A mãe também é o coração, a raiz, a origem. E enquanto o Divino Feminino floresce, a procura pela conexão com a fonte também aumenta, trazendo uma emancipação dos nossos sentidos primários em detrimento dos sentidos hereditários que carregamos como espécie (o Ter maior que o Ser em nossa modernidade diz tudo). Isso quer dizer que estamos olhando para dentro para poder crescer e mudar o mundo, usando a intuição >>> ou aquele sexto sentido que, não por acaso, é atribuído às fêmeas <<< e a inteligência emocional. O Masculino, muito mais austero, foi um período de racionalidade, competitividade, ganância, pensamento hierárquico e que desconectou nosso lado emocional para operarmos melhor como “máquina-pessoa”, trabalhar mais, viver no medo e vampirismos de um capitalismo sufocante que sempre tentou robotizar o lado humano de nossa espécie.

Pois os tempos são outros e o Divino Feminino traz a reconexão. Não à toa, estamos vendo mais pessoas usando seus lados femininos e deixando o masculino num nível inferior. Todxs temos um lado feminino e outro masculino, já que o Universo é essencialmente dualista. Estamos passando da era do masculino para o feminino mas nem por isso viveremos apenas no feminino – e viver assim seria impossível para a nossa raça, também dualista. E dizer que estamos usando mais nosso lado feminino não é dizer que estamos nos tornando gays ou trans ou nada. Dizer isso é colocar que estamos acessando mais nossos sentidos e emoções do que nossas razões. Acessar mais o lado emocional também não é dizer que estamos mais frágeis, pelo contrário, que estamos mais fortes, pois é o emocional que realmente nos alimenta.

O olhar além do racionalizar é o sentir, por isso no Divino Feminino temos mais compaixão, empatia e conexão. Não combatemos a violência usando mais violência, não machucamos de volta quando somos machucados porque intencionamos a cura, quebramos os padrões racionais de nossas atitudes e procuramos nos ver nos outrxs. Acima de tudo, o Divino Feminino, a mãe humana, a mãe-terra e a consciência são o estado puro do Amor e viver nessa verdade está transformando o nosso código genético e nos fazendo recobrar sentidos primários diretamente de nossos registros akáshicos.

>>> Há dias eu estava pensando sobre isso. Sobre como, mesmo Mulher, às vezes reagimos/pensamos/sentimos com nosso lado masculino, com o ego, com a racionalidade. E é tão mecânico que não percebemos, mas quando notamos a maneira como nos expressamos e agimos, somos capazes de reverter essa automação lógica a qual estamos subconscientemente presxs. Dá trabalho e leva um tempo, mas o exercício vale o esforço (já que mudar nem sempre é fácil). Vi essa citação durante a semana e cabe certinho:

Precisamos partir de nosso coração, não de nosso ego/mente. E isso está realmente testando e forçando as mulheres (e alguns homens) a partirem de seu lado feminino e não do masculino. Porque se continuarem partindo do masculino, isso só vai colidir com a energia masculina da outra pessoa. (…) A energia feminina é muito mais forte pois é gentil e mesmo assim firme. (Fonte)

E pra fechar e ilustrar essa reconexão, lembrei de um som do Rashid. “Laranja Mecânica” é um rap pesado não só nas batidas mas principalmente na rima. Fala do quanto estamos desconectados da Fonte Maior e conectados ao materialismo. Os versos do refrão são Energia Feminina em cada palavra e, não à toa (2), cantados por uma Mulher, a inigualável Xênia França:

O que fizeram contigo e aquilo que chamaste de coração?
Que formato de arquivo é preciso ter pra voltar a ser teu irmão?
Antes do mar secar, tu secou
Antes do mundo, o amor acabou
E o que restou? Sem sinal de vida aqui

E Rashid segue cantando: “máquina, pessoa, máquina, pessoa, máquina, pessoa”.

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Grrrl Germs é a coluna semanal do Distúrbio Feminino com links, dicas e piras sobre música, feminismo, tendências, cena nacional, comportamento e tudo mais sobre a Mulher, os meios, o som e o Sagrado. Este boletim soma à nossa produção de conteúdo, feita em zine impresso, podcast, posts em redes sociais, playlists e demais mídias. Comentários, sugestões, dicas e erratas podem ser enviados por e-mail: contato@supernova.mus.br.

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