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Kamau celebra uma década de Non Ducor Duco com shows – MC se apresenta com banda no domingo, 28 de janeiro, no CCSP

Kamau – NDD (Por Gustavo Mendigz)

Clássicos não nascem, tornam-se. Em uma época em que tudo passa tão depressa, é difícil encontrar algo que dure e se mantenha relevante, e Non Ducor Duco, primeiro álbum solo de Kamau, parece ter resistido ao teste do tempo e alcançado esse patamar.

Lançado em 2008, teve a maturação perfeita: são 10 anos sendo citado como discografia básica do rap feito no Brasil. A década é suficiente para tornar Non Ducor Duco peça-chave na história do gênero por apontar uma nova direção, da maneira como o título sugere.

A começar pelo conceito, que propõe a experiência de se apreciar um álbum da primeira à última faixa como um todo, mesmo que cada uma tenha sua identidade. A sonoridade atemporal do disco também é fundamental para catalogá-lo como clássico.  O continuum de flows, beats, samples, riscos e colagens forma uma arquitetura de som rebuscada mas destacando os dois fundamentos do rap como música: o MC e o DJ.

Non Ducor Duco não só está cravado na história pessoal de Kamau como também marcou a trajetória de outros que estavam prestes a escrever suas próprias páginas na história como Rashid, Emicida e Rael.

Dando início a uma nova década de carreira, em 2018 Kamau revisita os dias de Non Ducor Duco que, sob perspectivas variadas, marcou época, abriu portas e antecipou um caminho que o rap trilharia nos anos seguintes. De muitas maneiras, este álbum representa uma confluência de ideias e identidades (sonoras, visuais, estéticas) que deram outra condução ao cenário daquela época, um novo estilo que resiste sem nunca perder o brilho. Longevidade, resistência, a arte da permanência.

Kamau prepara-se para mostrar nos palcos um novo show de Non Ducor Duco, com a essência do DJ e MC presentes somada à sonoridade de uma banda formada especialmente para reproduzir as batidas originais nessas apresentações.


Serviço:

Kamau – 10 anos de Non Ducor Duco

Domingo, 28 de janeiro

Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa

Rua Vergueiro, 1000 | São Paulo – SP

Ingressos: R$25 (inteira) | R$12,50 (meia entrada)

À venda na bilheteria do CCSP ou online via Ingresso Rápido

Das 18h às 19h30

Ouça Non Ducor Duco: Spotify | Deezer | iTunes | Google Play | Napster | Tidal

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Distúrbio FemininoSuper Novas

Sammliz convida Dona Onete para cantar a divindade feminina em novo single, “Deusa da Lua (Mulher Perigosa)”

Sammliz e Dona Onete (Foto – Liliane Moreira)

A mulher soberana de si, atenta a seu divino, potência e força é a “Deusa da Lua (Mulher Perigosa)”, protagonista do novo single de Sammliz com Dona Onete, uma parceria que reforça a ancestralidade feminina e seu poder. Criada ocasionalmente durante uma festa, a canção teve seus primeiros versos cantados ali mesmo, numa conversa informal e que mais tarde seria concretizada em estúdio.

“Dona Onete começou ali mesmo, na minha frente, a esboçar letra e melodia, e rápido saquei o celular para gravar”, relembra Sammliz sobre a ocasião. “Falávamos sobre dificuldades nos começos e recomeços na vida, amores, trabalhos e do quanto ser mulher desempenhando posições de liderança é maravilhoso e também intimidador para grande parte da sociedade”, diz ela sobre o tema e a letra que canta a mulher à frente de sua vida e suas escolhas, a mulher mais perigosa dos tempos modernos.

Não fossem as guitarras pesadas, “Deusa da Lua (Mulher Perigosa)” poderia soar como um brega estiloso, um tanto sombrio, grave como as vozes que a interpretam. A magia feminina inata acena para o mundo, poderosa e confiante de si, “sem aplausos para ninguém”, como reforça o refrão.

A nova faixa é o primeiro lançamento inédito de Sammliz desde o debut Mamba, álbum solo lançado em 2016 pela Natura Musical, e chega também com videoclipe. Assinado pela diretora Adrianna Oliveira (também na direção do clipe anterior de Sammliz, “Quando Chegar o Amanhã”, e premiada com o curta-metragem “A Batalha de São Braz”), o clipe foi realizado com fundos do Edital do Prêmio Produção e Difusão Artística 2017 – Programa Seiva da Fundação Cultural do Pará (FCP).

O clipe, com belas paisagens gravadas em Mosqueiro e Belém, traz a história de uma deva (entidade feminina da natureza) aprisionada a um pequeno mundo dentro de um caleidoscópio, metáfora para a caixa de Pandora, aqui representando o olhar julgador, reducionista e de desejo da sociedade. A deusa presa no caleidoscópio é uma arma de punição à opressão (representada pelo homem que a observa como um voyeur/stalker), abordando o aprisionamento imposto à mulher por papeis estabelecidos, padronizados e cobrados pela sociedade. A liberdade da mulher perigosa retratada como luta, busca, conquista.

“Deusa da Lua (Mulher Perigosa)” é uma co-autoria de Sammliz com Dona Onete, produzida por Sammliz e Leo Chermont (Strobo) e teve direção artística de Carlos Eduardo Miranda. O single é lançado pelos selos Doutromundo e Floresta Sonora. O videoclipe, além da direção de Adrianna Oliveira, tem fotografia por Thiago Pelaes e participação de Elida Braz Zahy Tata, atriz, cineasta, produtora e ativista ambiental paraense.

(Foto: Liliane Moreira | Arte: Enio Vital)

Sammliz é atração confirmada no Festival Trêspraum, em São Paulo, no sábado, 25 de novembro, e em São Luís (MA), no Festival BR135, em dezembro.

Ouças nos canais: Spotify | Deezer | iTunes | Youtube  

Ficha técnica:

Música:

Letra e vozes por Sammliz e Dona Onete

Produzida por Sammliz e Leo Chermont

Mixada por Rodrigo Sanches (Rootsans Studio)

Masterizada por Fernando Sanches (Estúdio El Rocha)

Direção artística por Carlos Eduardo Miranda

Lançamento por Doutromundo e Floresta Sonora

Vídeo:

Direção: Adrianna Oliveira

Assistência de direção: Adriana Faria

Direção de fotografia: Thiago Pelaes

Assistência de fotografia: Kemuel Carvalheira e Júlio Cesar

Produção executiva: Sammliz e Luana Klautau

Coordenação de produção: Luana Klautau

Produção: Thamires Veloso e Laís Teixeira

Direção de arte: Tita Padilha

Making of e still: Erik Lopes, Liliane Moreira

Elétrica: Jerri Pamplona

Atriz: Elida Braz Zahi Tata e Kemuel Carvalheira

Catering: Regina

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