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Super Novas

Sinewave e Howlin’ Records apresentam palco especial durante o Dia da Música 2017

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Dia 24 de junho, o Brasil inteiro vai estar comemorando e fazendo o Dia da Música acontecer. Em São Paulo, no Largo da Batata, o movimento será garantido com a força-tarefa dos selos Sinewave e Howlin’ Records, que, juntos, promovem os palcos mais barulhentos da cidade.

Reconhecidos como fomentadores da cultura independente e do rock autoral na capital, cada selo apresenta sete bandas em shows intercalados, numa maratona de oito horas ininterruptas de música ao vivo. Montados frente a frente, dois palcos servem de cenário para esse ringue das guitarras que vão reverberar as tantas linguagens de seus representantes: experimentalismo, stoner, shoegaze, post-rock, indie e até um electro burlesco anárquico.

A excentricidade do catálogo da Sinewave vem representada com show solo do carioca Cadu Tenório e sua parafernália de synths, samples e outros eletrônicos; o retorno aguardado a terras paulistanas dos gaúchos Loomer, legítimos representantes do shoegaze BR; as epifanias dos power trios instrumentais Macaco Bong e Ralo; o show relâmpago (e matador) dos stoners Emicaeli; os tons mais graves e as notas mais baixas no doom metal do Jupiterian e a imperecível Patife Band, mostrando como e porquê ainda influencia gerações.

Do lado da Howlin’ Records, boas doses de sujeira e fuzz são muito aguardadas nos shows de Color for Shane e Sky Down, ambas referências na atual cena do ABC paulista; o cabaret-inferninho Gomalakka não vai dar sossego com sua fusão de riffs e batidas eletrônicas, muito menos Vapor e Blues Drive Monster, dois quartetos de post-rock/post-HC de herança melódica para nenhum seguidor da Dischord Records botar defeito. Stase traz um pouco do espaço com seu indie sideral enquanto Miêta (BH) apresenta um dreampop/shoegaze de assinatura feminista.

Programação:

Palco Sinewave:

14h – Cadu Tenório

15h – Ralo

16h – Jupiterian

17h – Emicaeli

17h45 – Patife Band

19h – Loomer

20h – Macaco Bong

(Emicaeli)

Palco Howlin’ Records:

14h30 – Vapor

15h30 – Stase

16h30 – Blues Drive Monster

17h15 – Color for Shane

18h30 – Sky Down

19h30 – Gomalakka

20h45 – Miêta

(Gomalakka)

Serviço:

Dia da Música: Sinewave vs Howlin’ Records

Sábado, 24 de junho

Local: Largo da Batata | Pinheiros | São Paulo (SP)

Das 14h às 22h

Classificação livre

Gratuito

Saiba mais:

Sinewave: Produtora e selo, a Sinewave tem um extenso catálogo de lançamentos construído desde 2008. Apostando nas linguagens instrumentais, experimentais e barulhentas, mais de 80 bandas e artistas somam quase 180 álbuns lançados por eles. Contato: sinewave@sinewave.com.br

Howlin’ Records: Selo musical fundado em 2014 que opera de maneira coletiva, colaborativa e horizontal. Lança bandas autorais, além de promover e divulgar eventos independentes. Contato: howlinrecords@howlinrecords.com.br

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BlogDistúrbio Feminino

Grrrl Germs – 14/5

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A incrível arte de tentar manter uma coluna versus o curto tempo/espaço para se dedicar a ela ::: Grrrl Germs com crushes, memorabilia cult, meninas comunicadoras e leituras:

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Pode deixar anotado na agenda que dia 22 de julho  tem Distúrbio Feminino Fest! Muita música e arte feminina/feminista pra fortalecer. Teremos shows incendiários 🔥, expo de artes/artesanato, comidas deliciosas e roda de conversa sobre mídia online/offline feita por mulheres. Mais e outros detalhes em breve….

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Crush recentes 💘:

>>> Princess Nokia é o alterego de Destiny Frasqueri, cantora e compositora americana de descendência porto-riquenha. Usando referências do hip hop e do R&B 90/2000 – além dos toques afros, latinos e asiáticos -, Nokia tem o discurso feminista e de equidade na ponta da língua:

Como Princess Nokia, posso projetar os aspectos multi-dimensionais de mim mesma que não podia expressas como Wavy Spice [antigo nome artístico que usava]. Posso me aventurar por qualquer estilo de música ou identidade que eu queira sem confusão. Eu faço música mundial – música que fala com todos os tipos de pessoas. Meninas latinas no Harlem, noivas adolescentes no Oriente Médio, meninos gays na Ásia. Gravadoras não importam mais. Minha música é cósmica e tridimensional e ela fala quem é a Princess Nokia de verdade. Princess Nokia é som. É progressão. É tudo o que sou. (Bullet Magazine)

Todos os singles valem o play e o replay. Visite o canal dela no Youtube pra conhecer mais:

>>> Ryane Leão é a mina. Preta, empoderada, a liberdade em pessoa. Você pode conhecer pedaços da Ry pelas ruas de SP através das poesias e dos lambes que ela espalha pela cidade. Frases feministas, confissões, afirmações e devaneios colaborativos ou devidamente carimbados com sua carinhosa assinatura Onde Jazz Meu Coração. A Ryane é uma das minas confirmadas para a roda de conversa sobre mídia feminista no nosso fest. 💖

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Memorabilia:

>>> Alice Bag & Darby Crash (The Germs):

Alice Bag postou essa foto de seu arquivo pessoal há poucos dias. No post, a história de como ela e Darby passavam horas conversando sobre como mudar o mundo e levar a liberdade do punk rock para todxs. Alice conta sobre seu livro, Violence Girl (2011), cuja proposta era dar voz às mulheres punks da época – já que as matérias/reportagens geralmente citavam apenas os homens. Isso me lembrou da entrevista que ela deu ao zine do Distúrbio Feminino:

Um dos motivos pelo qual o punk era tão atraente é que, na metade dos 70, o rock não tinha muitas representantes femininas. As mulheres sentiam falta de referências e não tinham muita oportunidade para crescer. O punk abriu a porta para mulheres pq favorecia a inovação e não a técnica. Muitas pessoas que nunca se sentiram incluídas ou representadas puderam se sentir assim com o punk. Através dos anos, as cenas punks pelo mundo mudaram e os velhos modos voltaram. Mulheres foram deixadas de lado, escritorxs não incluíram mulheres punks em seus livros e nossa história corria o risco de ser perdida. As mulheres sempre estiveram lá mas é como se tivéssemos que nos afastar um pouco e voltar depois ainda mais fortes.

Leia a entrevista e nosso zine #2 aqui.

>>> Art Chantry, artista plástico e figura carimbada nos bastidores da explosão do pré-grunge (((e verdadeira enciclopédia do rock))), postou sobre Frances Farmer, a protagonista da faixa “Frances Farmer will have her revenge on Seattle”, do Nirvana:

A bela e famosa estrela do cinema, Frances Farmer, pouco antes de seus pais a levarem para um hospício. Aparentemente, eles não compreendiam porque ela usava o cabelo daquela maneira, porque fumava, porque se vestia como um homem ou porque tinha atitudes políticas “comunistas”. Eles decidiram que ela estava louca. Quando internada, foi objeto das técnicas mais recentes do mundo da psicologia: terapia de choque aquática (onde você fica imerso numa piscina de gelo) e terapia com eletrochoque. Nada resolvia e ela continuava com uma atitude “desafiadoramente individualista”. Então, fizeram a infame lobotomia com ela – basicamente enfiar uma agulha enorme em seu lóbulo frontal através da cavidade ocular. Depois disso ela estava “bem”. Um pouco “preguiçosa” e “sem reflexos”, mas “bem”. Frances viveu o resto de sua vida usando roupas femininas e sem falar muito. Ela também teve incontinência e teve que usar fraldas pelo resto de sua vida. É um preço “baixo” para se “encaixar”, não é?

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Produção de conteúdo 5 estrelas pra seguir e amar:

>>> 365 Girls in a band: coluna da Maria Caram no Altnewspaper sobre mulheres incríveis da música. Muita história e dicas legais.

>>> Meninas pra Frente: podcast empoderado das minas de Santa Maria (RS). A cada edição, o programa traz seleção caprichada de bandas e artistas com comentários e bom humor. Ao vivo, toda sexta-feira, às 19h, na Rádio Armazém.

>>> Queens of Noise é outro podcast massa sobre a produção musical feminina. O programa é feito pela galera do blog Bul in the Heather e traz, a cada semana, novidades, lançamentos, clássicos e muito rock de garotas. Toda quinta-feira, às 18h, na Mutante Radio.


>>> Delirium Nerd é um achado pra quem procura bom conteúdo e muita informação. Música, artes, filmes, livros, quadrinhos y mucho más sob um viés feminista.

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Leituras:

>>> “Meet the lesbians punks who’ve been written out of London’s history“, na TimeOut inglesa. Reportagem sobre as Rebel Dykes, grupo feminino da Inglaterra que ajudou a emancipar os direitos das mulheres gays e fundou uma base de ação/ativismo em Londres, nos anos 80. A frente escolhida por elas foi promover os primeiros squats (ocupações) femininos na cidade e criar pontos de conexão para/com mulheres que procuravam se encontrar, encontrar outrxs e criar uma comunidade protegida. Com depoimentos de várias ativistas da época, a matéria é uma bela aula de história sobre subcultura feminista/dyke/queer/punk. Um documentário está sendo produzido sobre esta cena e suas protagonistas.

>>> “The best documentaries about growing up as girl“, na Dazed.

>>> “Sub Pop imprint Hardly Art celebrates 10 years as a tastemaker all its own“, no blog do Bandcamp. A história do sub-selo Hardly Art, braço da Sub Pop, e um catálogo que redefiniu o indie rock nos anos 2000. O destaque mesmo é para a Mulher por trás de todo o sucesso, Sarah Moody, diretora e fundadora do selo.

>>> “The Legend of Pamela des Barres, Rock’n’Roll Most Iconic Groupie“, na Vice gringa. Entrevista encorpada com Pamela des Barres, escritora e seguramente uma das maiores ativista da liberdade sexual. Des Barres colecionou affairs e algumas das histórias mais inacreditáveis com os rockstars mais famosos da história. As experiências e memórias viraram livros célebres, como o “I’m with the band: Confessions of a Groupie”, bestseller de sua carreira e que completa 30 anos de lançamento em 2017, e o mais recente, “Let it Bleed: How to write a rockin’ memoir”.

Pamela Des Barres.

>>> “Dez cantoras que você deveria conhecer“, da Revista Bula. Lista com novas cantautoras brasileiras que estão dando o que falar.

>>> “Assinava os e-mails com o nome dela e me tratavam pior: um experimento sobre o machismo no trabalho“, no El País. Chocada mas não surpresa.

Martin se apresentou como Nicole aos seus clientes: “Vivi um inferno. Todas as minhas sugestões eram questionadas”.

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Cada um de nós trazemos, em essência, a divindade que somos, independente do sexo, religião, orientação sexual, status social. Somos divinos e parte de tudo, e o movimento de negar a isso traz grandes conflitos entre a nossa alma e mente.

No artigo “União dos Sagrados Feminino e Masculino“, no blog Curandeiras de Si.

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Grrrl Germs é a coluna do Distúrbio Feminino com links, dicas e piras sobre música, feminismo, tendências, cena nacional, comportamento e tudo mais sobre a Mulher, os meios, o som e o Sagrado. Este boletim soma à nossa produção de conteúdo feita em zine impresso, podcast, posts em redes sociais, playlists e demais mídias. Comentários, sugestões, dicas e erratas podem ser enviados por e-mail: contato@supernova.mus.br.

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