close
Super Novas

Herod Plays Kraftwerk: banda brasileira lança álbum-tributo aos alemães  

Herod Plays Kraftwerk

Vida e obra do Kraftwerk constituem pilares essenciais na história da música eletrônica, do rock e da cultura pop. Justamente pela influência ampla, os alemães são cotados como marco da modernidade e do futurismo até hoje – mesmo que lá se vão quase 50 anos desde o primeiro álbum, Kraftwerk, lançado em 1970. Atravessando o tempo, a geografia e os estilos, 2017 deixa claro que este legado continua a inspirar com o lançamento de Herod Plays Kraftwerk, álbum-tributo produzido pela Herod, banda paulistana de post-rock.

Uma síntese das fases entre Autobahn (1974) e The Man Machine (1978), este compilado de sete faixas não apenas homenageia Kraftwerk como serve também de prova para o experimentalismo da Herod, que recriou para guitarra, baixo e bateria a linguagem dos sintetizadores, teclados e bateria eletrônica. Reunidos em estúdio por mais de um ano até terminar o álbum, foram horas testando efeitos e medindo essências: noise, drone metal, post-rock, indie, krautrock.

 

Gravado na época que a Herod contava com três guitarras, a parede de compressão e dissonância deu uma densidade extra às interpretações, que ainda foram acrescidas de efeitos de guitarra e voz. “The Hall of Mirrors” utiliza cítara para recriar uma das linhas do sintetizador dando excentricidade bem peculiar à versão.   

Testado ao vivo algumas vezes em 2016, o repertório do álbum funciona tanto para uma audição de fones cuidadosa quanto para as apresentações no palco. Um exercício de criatividade, Herod Plays Kraftwerk é uma peça além do tempo/espaço de cada uma das bandas e carrega o suficiente para agradar o público de ambas.  

Herod é Daniel Ribeiro (guitarra), Sacha Ferreira (guitarra), Elson Barbosa (baixo) e Bruno Duarte (bateria).

(Herod | Divulgação)

Herod Plays Kraftwerk chega às plataformas digitais no dia primeiro de setembro. Por questões autorais, o álbum não ficará disponível para download.

Ouça: Bandcamp | Spotify | Deezer | Google Play

Tracklist:

  1. “Kometenmelodie 1” (Autobahn, 1974): Versão “drone metal”. Influências de Sunn O))) e Earth
  1. “Kometenmelodie 2” (Autobahn, 1974): Versão pesada e rápida. Influências de Mogwai e kraut-rock nos solos
  1. “Antenna” (Radioactivity, 1975): Versão barulhenta. Influências de noise rock
  1. “Radioactivity” (Radioactivity, 1975): Versão post-rock clássico. Influências de Mogwai
  1. “The Model” (The Man Machine, 1978): Versão indie anos 90. Influências de Sonic Youth, Pixies, Dinosaur Jr
  1. “The Hall of Mirrors” (Trans-Europe Express, 1977): Versão pesada e lenta. Influências de Om, Mogwai, Godspeed You! Black Emperor
  1. “Autobahn” (Autobahn, 1974): Versão de quase 20 minutos. Trechos com influências de noise-rock, Swans, Sigur Rós, Mogwai, Godspeed You! Black Emperor – e carrinhos!

Ficha técnica:

Todas as canções compostas por Kraftwerk, rearranjadas por Herod.

Bruno Duarte – bateria

Daniel Ribeiro – guitarra e vocal em “Antenna”, “Radioactivity” e “Autobahn”

Elson Barbosa – baixo

Lucas Lippaus – guitarra

Sacha Ferreira – guitarra e vocal em “The Model” e “The Hall of Mirrors”

Luciano Sallun – cítara em “The Hall of Mirrors”

 

Gravado no Family Mob Studios (SP), por Hugo Silva

Mix e master no Estúdio Abacateiro, por Samuel Braga

 

Arte da capa: Rafael Nascimento @ Escaphandro

Arte dos singles “Antenna” e “Radioactivity”: Julian Fisch

 

Siga Herod: Bandcamp | Facebook | Instagram

Sinewave: Produtora e selo, a Sinewave tem um extenso catálogo de lançamentos construído desde 2008. Apostando nas linguagens instrumentais, experimentais e barulhentas, mais de 80 bandas e artistas somam quase 190 álbuns lançados por eles.

Contato: sinewave@sinewave.com.br

leia mais
Distúrbio FemininoProdução CulturalSuper Novas

Distúrbio Feminino reúne música e mídia feminista para terceira edição de festival (22/7)

Arte DF 3 – Por Ana Beatriz Resende – baixa 2

Evento fomenta a cultura do faça-você-mesma com encontro de gerações do punk feminista brasileiro, shows únicos, mídia independente e muita produção artística feminina.

O Riot Grrrl BR tem encontro marcado no dia 22 de julho durante a terceira edição do Distúrbio Feminino Fest!

A velha e a nova Escola do Punk Feminista Nacional vêm muito bem representadas com:

Dominatrix! Em apresentação dos 20 anos do primeiro álbum, Girl Gathering, o quarteto, fundado em 1995 e fundamental para o punk brasileiro, se reúne especialmente para tocar este clássico de 1997 e muitas outras essenciais de seu precioso catálogo. Apenas imperdível!

Charlotte Matou um Cara! Vem pra mandar a real sobre ser Mulher Punk no Underground atual e mostrar ao vivo toda a porrada do álbum de estreia, lançado em abril. Minas cospem fogo: vai ser explosivo.

Teremos as divinas forasteiras para shows únicos em SP:

Soror! O ressoar ancestral ecoa lá de Brasília e chega com densidade através do quarteto. Invocação, rituais. Sonoros. Experimentais. Explorar e extrapolar os instintos. Abstração. No repertório, faixas do primeiro EP (2014) e muitas inéditas.

Katze! De Curitiba, Katze é uma sensação. Trabalho solo de Katherine Zander, integrante do duo Cora, vamos celebrar as fases da Lua com ela e o repertório de Moon Phases of a Relationship, primeiro – e badalado – EP que saiu em março. Minimal jazz com o brilho das guitarras lo-fi e um marcante downbeat para acompanhar o mergulho nas estrelas.

Nas paredes, arte poética e guerrilheira com expo de lambes de Ryane Leão/Onde jazz meu coração.

Ainda na programação: roda e encontro sobre Mídia Feminista no mundo virtual e fora dele ::: como e porquê comunicar é empoderar ::: mulheres produtoras de conteúdo que usam meios variados como ferramenta para o Novo Feminismo. Com participação de:

PapodeMulher – canal no YouTube

Beliza Buzollo/Na Ponta da Língua – quadrinhos

Ryane Leão/Onde Jazz Meu Coração – lambe/poesia

Monique Dardenne Women’s Music Event

Cris Rangel/Lôca do play – livro/poesia

Maria Luísa Lopes/Delirium Nerd – blog cultura pop

Luciana Roedel e Marina Marchesan/PPKdanada – zine

Camila Visentainer/Melão Cólica/Coletivo Cósmico – zine

+ a confirmar

Bazares e comidas também fazem parte:

Expositorxs:

Coletivo Cósmico – bordados, desenhos e outras produções manuais do coletivo artístico de Santo André

PPKdanada Zine (RJ)

Pedra – joias de prata de Luciana Roedel

Bertha Lutz – merchs especiais da banda mineira

L’oiseau Acessórios Vintage – acessórios raros de toda parte do mundo

Empodera Distra – camisetas, moletons, bottons e mais artigos lindos de nossas bandas feministas preferidas!

Camisetas da XXT Power

Pussy Art – bijuterias artesanais de ppks

Atitudiyane – bijux de bucetinha

+ a confirmar

Cozinha:

Fernanda Gamarano, guitarrista/vocalista da Der Baum e fotógrafa talentosa, vem trazer as delícias de seus quitutes da Fefas Massa.

Discotecagem 101% Distúrbio Feminino Hits e Grrrl Germs Essentials!

+++++++++++

Serviço:

3º Distúrbio Feminino Fest

Sábado, 22 de julho

Associação Cultural Cecília | Rua Vitorino Carmilo, 449 | São Paulo

A partir das 15h

Classificação livre

Ingressos: R$15 (antecipado/reserva) | R$20 (no dia)

Vendas apenas em dinheiro

Ingressos limitados

Lote de ingressos antecipados: 100 unidades

Reserve por email (contato@supernova.mus.br) ou telefone/whatsapp (11 94148.2842)

Link do evento no Facebook, aqui.

+++++++++++

Live streaming por Menu da Música.

Realização: Supernova

++++++++++

O Distúrbio Feminino é uma plataforma de empoderamento feminino através da música e das artes. Tem foco na produção nacional mas está de olho no mundo todo. Produz conteúdo em zine, blog e podcast, além de produção de eventos e artistas. 

leia mais
1 2 3 4 15
Page 2 of 15