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Produção Cultural

Free Noise com Napkin

napkin

A banda Napkin, de Joinville (SC), aposta no rock sintetizado com apoio de teclados e piano. A mistura de batidas pulsantes com uma voz poderosa mais a sutileza das teclas é pra nenhum fã botar defeito, seja pra quem gosta das pistas de dança ou de bastante grave no baixo.

O grupo está excursionando pelo país com várias datas já marcadas, visitando SP e outras capitais como BH, Rio e PoA, além de cidades pelo interior.

Ano passado saiu o álbum EP? OK!, e é este repertório que a banda apresenta nos palcos durante a turnê e no show da Free Noise.

Napkin é Natana Alvarenga (guitarra e voz), Kimberly Neves (teclados e voz) e Alvaro Scheid (bateria).

Free Noise com Napkin

19 de abril
Associação Cultural Cecília
Rua Vitorino Carmilo, 449
Santa Cecília – São Paulo, SP
A partir das 19h | Show às 21h
R$10
Free Noise com Napkin
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Super Novas

Giallos chega mais casca grossa ao segundo álbum, Amor Só De Mãe

foto por Camila Visentainer 2

No primeiro álbum dos Giallos, ¡Contra! (2013), ficar atônito era a primeira reação de qualquer um. Ver no palco então, era um espetáculo à parte. A fórmula está no novo lançamento também, Amor Só De Mãe, que chega mais áspero que o debut e mostra que a música é uma das melhores armas nesses tempos de ódio e desinformação.

A realidade do nosso atual contexto político e social é uma das bases para o trabalho, não só para as letras mas para toda a angústia do instrumental, que agora foi encorpado por um theremin e um cassiotone ligado num pedal fuzz. É a História sendo contada em forma de canção. Ouça atentamente faixas como “Eles”, “Baobá Blues” e “Movimento” para sacar que a mensagem é dura, direta.

A música fala e transmite: é impossível não se envolver com o ritmo, o improviso de “Dança Macabra”, impossível não pensar com desprezo sobre o ódio e o fanatismo religioso que exterminam povos por todo o mundo, tema  de “Pombo Bomba”, ou engolir a mentalidade do “bandido bom é bandido morto” em “Memento Mori”.

“Amor Só De Mãe”, faixa-título e primeiro single lançado, é um atestado de que somos ludibriados o tempo todo pelo sistema religioso machista, o da salvação em troca de sangue, poder e dinheiro, nos fazendo esquecer que amor verdadeiro só tem uma fonte.

Pensado para o formato k7, Amor Só De Mãe tem 30 minutos cravados e cinco faixas de cada lado. Punk na essência e lo-fi na estética, o álbum foi gravado ao vivo e registra com excelência o que é o Giallos: uma explosão blues guerrilheira, que vai passar por você como um tornado deixando sequelas irreparáveis. Um respiro autêntico no mundo fake e imprescindível para o 2016 dos brasileiros.

capa CD e K7

Ouça aqui.

Giallos – Amor só de Mãe (2016)

Gravado e produzido por Lê Almeida e João Casaes no Escritório (RJ) em janeiro de 2016

Masterizado por João Casaes

Artes por Flavio Lazzarin

Todas as músicas por Giallos exceto “Eu Era Um Lobisomem Adolescente” (Rorschach/Interior/Giallos) e “Pombo Bomba” (Hot Snakes/Pezão/Giallos)

Guitarra noise em “Eu Era Um Lobisomem Adolescente” por Lê Almeida

Lançamento nº 85 da Transfusão Noise Records (RJ)

 

Giallos é:

Claudio Cox – vocal, theremin, cassiotonefuzz

Flavio Lazzarin – bateria

Luiz Eduardo Galvão – guitarra

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