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Giallos chega mais casca grossa ao segundo álbum, Amor Só De Mãe

foto por Camila Visentainer 2

No primeiro álbum dos Giallos, ¡Contra! (2013), ficar atônito era a primeira reação de qualquer um. Ver no palco então, era um espetáculo à parte. A fórmula está no novo lançamento também, Amor Só De Mãe, que chega mais áspero que o debut e mostra que a música é uma das melhores armas nesses tempos de ódio e desinformação.

A realidade do nosso atual contexto político e social é uma das bases para o trabalho, não só para as letras mas para toda a angústia do instrumental, que agora foi encorpado por um theremin e um cassiotone ligado num pedal fuzz. É a História sendo contada em forma de canção. Ouça atentamente faixas como “Eles”, “Baobá Blues” e “Movimento” para sacar que a mensagem é dura, direta.

A música fala e transmite: é impossível não se envolver com o ritmo, o improviso de “Dança Macabra”, impossível não pensar com desprezo sobre o ódio e o fanatismo religioso que exterminam povos por todo o mundo, tema  de “Pombo Bomba”, ou engolir a mentalidade do “bandido bom é bandido morto” em “Memento Mori”.

“Amor Só De Mãe”, faixa-título e primeiro single lançado, é um atestado de que somos ludibriados o tempo todo pelo sistema religioso machista, o da salvação em troca de sangue, poder e dinheiro, nos fazendo esquecer que amor verdadeiro só tem uma fonte.

Pensado para o formato k7, Amor Só De Mãe tem 30 minutos cravados e cinco faixas de cada lado. Punk na essência e lo-fi na estética, o álbum foi gravado ao vivo e registra com excelência o que é o Giallos: uma explosão blues guerrilheira, que vai passar por você como um tornado deixando sequelas irreparáveis. Um respiro autêntico no mundo fake e imprescindível para o 2016 dos brasileiros.

capa CD e K7

Ouça aqui.

Giallos – Amor só de Mãe (2016)

Gravado e produzido por Lê Almeida e João Casaes no Escritório (RJ) em janeiro de 2016

Masterizado por João Casaes

Artes por Flavio Lazzarin

Todas as músicas por Giallos exceto “Eu Era Um Lobisomem Adolescente” (Rorschach/Interior/Giallos) e “Pombo Bomba” (Hot Snakes/Pezão/Giallos)

Guitarra noise em “Eu Era Um Lobisomem Adolescente” por Lê Almeida

Lançamento nº 85 da Transfusão Noise Records (RJ)

 

Giallos é:

Claudio Cox – vocal, theremin, cassiotonefuzz

Flavio Lazzarin – bateria

Luiz Eduardo Galvão – guitarra

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Produção Cultural

Free Noise com Farmacopéia

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A Farmacopéia surgiu em Osasco com experimentações e gravações caseiras de Renato Albuquerque resultando no primeiro EP, em 2012. Nesta época, a banda era, na verdade, um projeto solo, mas quando surgiu a oportunidade de um show em 2014 no saudoso Walden na República, Renato chamou alguns amigos próximos para entrar no jogo. Dois deles, Alex e Nikolas, continuam até hoje.

Exemplo do termo baixa fidelidade, as gravações da Farmacopéia são uma eterna viagem com sensação analógica. E pode ser com um tantão de guitarra ou com umas colagens bem loucas, como no single antigo “I am the miracle ball”. A essência do emo naqueles solinhos ardidos, o vocal abafado (quase não dá pra entender nada), um certo dark nas melodias tristes. A Farmacopéia é sintomática, ousa numas linhas de piano, recomenda-se para introspecções. Mudou tanto ao longo dos últimos tempos que pode se esperar tudo deles.

Com a atual formação, o grupo prepara novidades para o repertório 2016 enquanto segue na busca pelo receituário que melhor lhe couber.

Farmacopéia é Renato Albuquerque (guitarra e voz), Nikolas Oliver (guitarra), Thales Silva (baixo) e Alex Fernandes (bateria). Para completar a apresentação, vão rolar aaaltas projeções de glitch!

Free Noise com Farmacopéia

23 de fevereiro
Associação Cultural Cecília
Rua Vitorino Carmilo, 449
Santa Cecília – São Paulo, SP
A partir das 19h | Show às 21h
R$5
Free Noise com Farmacopéia
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