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O Rap e a Literatura na 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto

Renan Inquérito e Rashid (foto – Márcio Salata) (2)

Renan Inquérito e Rashid fazem parte da programação e falam sobre a influência literária no Hip-Hop

Difícil dizer se primeiro veio o Ritmo ou a Poesia, mas a soma de batidas e palavras que faz do rap uma linguagem é também porta de entrada para o mundo literário e da escrita. Exemplo disso é a facilidade com que os rappers Renan Inquérito e Rashid escrevem por linhas a fio em poesia rimada ou articulando pensamentos.

Durante a 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, Renan e Rashid trazem ao público uma nova maneira de se falar sobre literatura e música, usando o rap como conexão e a escrita como arte transformadora.

Na sexta-feira (25), Renan Inquérito apresenta a sessão “Clássicos da Minha História” com  imersão em “De MANO para MANO(el)”, sarau que homenageia o legado de Manoel de Barros com a modernidade e informalidade da poesia de rua que Renan domina como ninguém. Autor de três livros, Renan é professor, compositor, poeta e MC. Fundou o grupo Inquérito,  atuante desde 1999 e referência do rap produzido no interior de São Paulo.

Renan, “De MANO para MANO(el)” (Foto: Márcio Salata)

No sábado (26), um salão de ideias reúne Renan e Rashid tratando sobre a influência que os livros têm em suas carreiras musicais e o quanto a literatura é fundamental para o Hip Hop. Em conversa sobre educação, sociedade e cultura, os dois mostram os paralelos e conexões entre escrita, leitura e música.

No mesmo dia, Rashid faz lançamento e tarde de autógrafos de seu primeiro livro, intitulado Ideias que rimam mais que palavras – Vol.1, obra biográfica em que conta a própria história através das letras de suas canções.

Rashid (Foto: Tiago Rocha)

A parceria de Renan e Rashid também pode ser conferida na faixa “Turbulência”, no novo álbum do Inquérito, Tungstênio, lançado em março.   

Serviço:

Sexta-feira, 25 de maio

Renan Inquérito em “Clássicos da Minha História”: “De MANO para MANO(el)”

10h30 | Auditório Meira Jr, Theatro Pedro II | Rua Álvares Cabral, 370

Sábado, 26 de maio

Renan Inquérito e Rashid no Salão de Ideias “Livrando com o Hip-Hop”

Tarde de autógrafos com Rashid

16h30 | Auditório Meira Jr, Theatro Pedro II | Rua Álvares Cabral, 370

Atividades gratuitas. Retirada de senha com 1h de antecedência.

 

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MIMO Market ocupa o Memorial 17 de Julho, no Campo Belo, com mercado multicultural

permita-se (remo)

Projeto mensal quer revitalizar a praça do bairro e oferece programação cultural gratuita

O MIMO Market é uma feira livre e multicultural que está ocupando o Memorial 17 de Julho, no bairro do Campo Belo, em São Paulo. Um projeto mensal, o MIMO é um trabalho contínuo que será realizado até o final do ano e quer revitalizar a praça, cenário do acidente da TAM, em 2007.

Focado em sustentabilidade, artes e pequenos e médios produtores, o mercado propõe uma nova utilização do espaço público e busca trazer a população do bairro e arredores para ocupar e usufruir da estrutura da praça. Pensando em melhorias, a feira já começou a reformar partes do espaço e vai continuar trazendo mais benefícios ao local durante as edições futuras.

Com a proposta de fomentar o comércio local e autoral, o MIMO ocupa os 2000m² da praça com expositores variados (roupas, produtos para pets, decoração, saboaria e outros), oficinas de artesanato, música e grafite ao vivo, espaço para crianças, além de, nesta edição, contar com flash tattoo.

A segunda edição acontece no sábado e domingo, 5 e 6 de maio, e já tem mais de 60 expositores confirmados, entre eles o Vegan Club, que oferece diversos produtos veganos e feira de comidas. A programação ainda tem live painting com o grafiteiro e muralista REMO (foto de capa, grafite “Permita-se”), mostra de arte itinerante da FATCAP Galeria, bandas e DJs.

Serviço:

MIMO Market – Mercado Multicultural

Edição de Dia Das Mães

Sábado e domingo, 5 e 6 de maio

Memorial 17 de Julho | Rua Baronesa de Bela Vista, 203 – Campo Belo | São Paulo

Das 12h às 20h

Gratuito

Classificação livre

 

Atrações:

Expositores: Lista completa dos confirmados na página do evento: aqui.

Arte: Live painting com REMO | @remoemfrente

Mostra de arte itinerante com curadoria da FATCAP Galeria

Oficinas: Sábado (5) – Oficina de acessórios em Macramê ministrada por MAKRA (7 vagas)

Domingo (6) – Oficina de Mosaico ministrada pela Cristina do Espaço Viver com Arte (7 vagas)

(atividades gratuitas para maiores de 14 anos. o cadastro deve ser feito com antecedência pelo e-mail oficina@mimomarket.com.br)

ShowsSábado (5) – Sintia Piccin Trio (jazz), às 17h

Domingo (6) – Baile dos Ratos (festa de forró com discotecagem 100% vinil), às 17h

Flash Tattoo: Com XapaTattoo – tatuagens com valores entre R$50 e R$100

 

Siga MIMO Market: Facebook | Instagram

Contatos: Daniela Laça | (11) 95714.1714 | expositor@mimomarket.com.br

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Diomedes Chinaski chega para primeiro show em São Paulo – revelação pernambucana se apresenta na festa Rap Clandestino ao lado de outras atrações e segue com turnê pelo Sudeste

Diomedes Chinaski (Foto – Rostand Costa) bx

Rap ou trap, Diomedes Chinaski ganhou os holofotes pela pegada moderna das colagens que começou a usar quando decidiu caminhar solo. Pernambucano natural de Paulista, está na dianteira de uma cena que agora desponta mirando o sul para mostrar a diversidade das produções atuais do Nordeste.

Chinaski começou a escrever em 2009, quando formou o grupo Chave Mestra, e desde lá dava indícios das boas rimas e sacadas que fazem um letrista do gênero se diferenciar. Além do uso bem feito da caneta, também se destaca pelas combinações de jazz, soul, mangue beat e recortes que vão do gangsta ao R&B.

Esta é a primeira vez que Diomedes se apresenta em São Paulo mas a boa relação com a capital paulista já rendeu parcerias com Emicida, Coruja BC1 e Marcela Maita (em Insomnia2, de Rodrigo Ogi), Rincon Sapiência e diversas criações com DJ Caique, que assina produções com Rashid, MV Bill, Dnasty e outros.

O repertório deste show cobre a discografia com 5 títulos de Diomedes e tem quase todo o tracklist do último EP, Ressentimentos (2017). Alguns dos mais recentes singles, como “Carta para Tyler, The Creator”, “Alma Perdida” e algumas da mixtape Young Baby também devem entrar para a lista.

Diomedes é uma das atrações da festa Rap Clandestino, que junto apresenta Rancho Mont Gomer, coletivo de produções artísticas que tem a mixtape A Procura da Batida Rancheira, e DJ sets com Drop D Bone e Dettona.

Na sequência, ele parte para mais 5 datas confirmadas, incluindo 6/4, ao lado de Mano Brown e convidados na festa Loyalty, no Carioca Club.

Serviço:

Rap Clandestino IV na Casa da Luz

Com: Diomedes Chinaski (PE), Rancho Mont Gomer, Drop D Bone e Dettona

Sexta-feira, 23 de março

Casa da Luz | Rua Mauá, 512 – Centro | São Paulo

A partir das 23h

Ingressos: R$20 (lote 1) | R$30 (lote 2) | R$35 (lote 3)

Nome na lista: R$35 | Porta: R$40     

Vendas online via Sympla: aqui.            

Evento no Facebook: aqui.

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Inquérito apresenta sexto álbum: Tungstênio – novo trabalho reúne Zeca Baleiro, Rashid, Tulipa Ruiz e muitos outros

Inquérito (Diogo Zacarias) bx2

Tungstênio é o sexto e mais afiado álbum da carreira do Inquérito, grupo de rap do interior de São Paulo na estrada desde 1999. O lançamento de 2018 comemora quase duas décadas de dedicação ao Hip Hop e tem 12 faixas, muitas delas com participações nacionais e internacionais. Dentre as parcerias constam Zeca Baleiro, Mato Seco, Tulipa Ruiz, @s rappers Rashid, Diomedes Chinaski e Nicole; Luís Travassos, cantor de fado português, o rapper angolano MCK e a cantora neozelandesa LAWN incrementam a lista com outros sotaques e batidas.

Renan Inquérito, fundador do grupo, conta que no processo de escrita das músicas sempre se deparava com a imagem da caneta, e de forma literal ou figurada, o objeto sempre estava presente nas composições deste álbum. De tanto escrever, se deu conta que a peça principal do seu instrumento de trabalho era a bolinha que fica na ponta da Bic. Ao investigar do que é feito o material esférico que dá forma aos versos, chegou ao título do disco: Tungstênio, nome de um metal resistente, duro, versátil e brilhante, como um bom rap.

“Fui caneta sem tinta tentando escrever

ferindo o papel, machucando, até que…

aprendi quando vi a folha rasgada, não existe vida sem carga.”

(Coração de Camarim)

Reconhecido por utilizar a música para transformação e interferência social, Inquérito traz na canção “Anônimos” o coral Somos Iguais, formado por crianças refugiadas que vivem em São Paulo. Como diz o verso de “Histórias Reais”:

“Numa quebrada do Brasil bem perto de você, só muda o sotaque, o CEP e o RG.”

Universidades, presídios e bibliotecas são territórios comuns quando se trata de Inquérito. As letras já foram temas de vestibulares da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), provando a afinidade do rap com a poesia e a literatura. Dessa atenção e dedicação aos temas sociais surgem os versos de Tungstênio, a rima cada vez mais sagaz que declama com sentimento as duras verdades de nosso tempo. Entre algumas músicas do disco, ouve-se a voz de Renan declamando a poesia “Tungstênio”:

“A gente é que nem os metais, tá ligado?

Uns são suave, outros pesa, uns são comuns, outros raros

Mas… tem um que é zika: TUNGS-TÊ-NIO

Duro e pesado, como a realidade.”

Renan, que também é educador, enxerga a arte como ensino e percorre escolas e unidades da Fundação Casa realizando saraus, shows, debates e oficinas. A vivência e troca dão ainda mais realismo à poética do Inquérito, encabeçada por Renan e endossada pela parceria de mais de 15 anos com o backing vocal Pop Black, que também contribui com as letras. As batidas quem comanda é o DJ Duh, que já trabalhou com o Inquérito no álbum Corpo e Alma (2014) e assina produções com Emicida, Kamau, Rashid e outros.

Tungstênio começa a ser espalhado na íntegra na sexta-feira, 9 de março. A partir de 16 de março, Inquérito começa a turnê de divulgação que mostra ao vivo a fórmula imbatível de MC, backing vocal e toca-discos acompanhada do groove do baixista Marcelo Cruz e do peso das guitarras de Gabriel Adorno. As apresentações têm performances poéticas no estilo spoken word, em que poesias são declamadas entre as músicas mostrando a força da oralidade do rap.

Texto por Toni C., escritor, produtor cultural e membro-fundador da Nação Hip Hop Brasil.

Tungstênio (Foto: Márcio Salata | Capa: Pepê Ferreira/Black Magenta)

Disponível nas plataformas digitais. Escolha o player em: https://ONErpm.lnk.to/Inquerito.

Clipes de Tungstênio:

Artesanato Eletrônico

Lição de Casa

Eaê

Agenda:

16/03 –  Sesc Birigui

21/04 – Sesc Campinas

28/04 –  Caieiras

11/05 – Sesc Ribeirão Preto

Tracklist Tungstênio:

  1. Eaê (com Pop Black)                                              
  2. Turbulência (com Rashid)
  3. Vitrines (com Zeca Baleiro)
  4. Barras de Ouro (com Dadona)
  5. Lição de Casa (com Tulipa Ruiz)
  6. Histórias Reais (com Pop Black, Diomedes e Nicole)
  7. Artesanato Eletrônico 2.0
  8. Perfume da Colônia (com Daniel Yorubá, Mynda Guevara e MCK)
  9. Pega a Visão (com Mato Seco)
  10. Anônimos (com Pop Black e Coral Somos Iguais)
  11. Coração de Camarim (com Luís Travassos)
  12. Cafuné com Caneta (com Pop Black e Lawn)

Ficha técnica:

   Produzido, Gravado e Mixado por DJ Duh no estúdio Groove Arts, exceto* **

   *Faixas 1, 4 e 10 Produzidas por Marcelo Guerche no estúdio FoxP2

   **Faixa 7 Produzida por Pop Black e Dj Duh nos estúdios Black Beats e Groove Arts

   Masterização: Maurício Gargel

   Direção Musical: Dj Duh e Renan Inquérito

   Arte Capa: Pepê Ferreira | Black Magenta

   Foto Capa: Marcio Salata

   Apoio: Saxsofunny

   Produção Executiva e Comunicação: Priscila Prado

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Rashid apresenta CRISE ao vivo no Auditório Ibirapuera – 30/3

Rashid, CRISE (Foto – Elias Mast) bx

Em janeiro, Rashid lançou CRISE, sétimo trabalho de sua discografia e segundo álbum de estúdio. Aguardado pelos fãs, o novo repertório ganha os palcos e será apresentado no Auditório Ibirapuera, em 30 de março.

Experimentadas ao vivo no ano passado, algumas faixas do CRISE já são garantia de uníssono, como “Estereótipo”, “Bilhete 2.0” e “Primeira Diss”. As demais, como “Sem Sorte”, “Música de Guerra”, “Se Tudo Der Errado Amanhã”, “Pés na Areia (Promessas)” e outras, devem apresentar novos arranjos dirigidos por Julio Mossil e Rashid.

CRISE foi lançado como experimento para o mercado musical e sua estratégia elaborada rendeu, até o momento, 18 milhões de plays apenas no Spotify e quase 15 milhões de visualizações dos clipes no YouTube. Os números refletem na quantidade de ouvintes no digital desde que Rashid iniciou o projeto Em Construção, a primeira etapa do novo trabalho, como ter triplicado os ouvintes mensais em players como o Spotify.

Recentemente, a força deste lançamento foi comprovada com a pré-indicação de Rashid ao prêmio britânico UMA Music, na categoria Melhor Música Internacional, em que concorre com “Bilhete 2.0”, regravação de “Bilhete” (EP Hora de Acordar, 2010) que tem participação do cantor carioca Luccas Carlos. A canção é um dos pontos altos do show e a que conta mais acessos nas plataformas (no Spotify, chega a quase 10 milhões de plays).

Luccas é um dos convidados de Rashid para a apresentação, e também Ellen Oléria, que empresta a potência de sua voz em “Se Tudo Der Errado Amanhã”. Rashid vem acompanhado de DJ Mr. Brown, Godô (backing vocals), Jhow Produz (bateria), Renato Taimes (guitarra) e Weslei Rodrigo (baixo). Além do repertório de CRISE, a apresentação tem sucessos como “Ruaterapia”, “Gratidão”, “Patrão”, “Virando a Mesa” e “Homem do Mundo”.

Rashid se prepara para lançar seu primeiro livro ainda no primeiro semestre. O trabalho traz histórias que inspiraram rimas do início de sua carreira, detalhes das letras e memórias que o acompanham.  

Serviço:

Rashid apresenta CRISE

Sexta-feira, 30 de março

Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer | Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Parque Ibirapuera

Horário: 21h

Ingressos: R$30 (inteira) | R$15 (meia)

Venda online via www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do Auditório a partir de 16/3.

A apresentação conta com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Evento no Facebook: aqui.

Ouça CRISE: Spotify | Deezer | Apple Music | Google Play | Napster | Tidal

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Macaco Bong dá sequência aos shows do álbum Deixa Quieto – trio se apresenta no Sesc Consolação, dia 5 de fevereiro

Macaco Bong (foto – Jairo Lavia)

Quando o Macaco Bong começou a se aventurar em refazer algumas do Nevermind durante os ensaios, a ideia era mais uma brincadeira e passatempo durante as horas de estrada. Álbum citado como discografia básica nas influências da banda, o lançamento de 1991 do Nirvana sempre rondou a criação do próprio Macaco Bong, a exemplo da epifania de distorções e ondas criadas por pedais e microfonias.

Já experimentado ao vivo em diversas ocasiões e palcos no ano passado, o álbum Deixa Quieto, em que Macaco Bong refaz o repertório de Nevermind a seu estilo peculiar, mostrou que a força e importância do disco do Nirvana são imperecíveis.

Além de figurar com destaque nas listas de melhores álbuns de 2017, Deixa Quieto faz bonito também diante dos fãs – os do Macaco Bong e os do Nirvana. Os shows com este repertório estão saciando os nostálgicos com um novo gás: a assinatura afropsicodélica  cravada como traço da personalidade Bongiana.

Macaco Bong já perdeu as contas de quantos shows fez de Deixa Quieto até agora e cada apresentação é como se fosse a primeira. Para 2018, a banda (que voltou ao formato trio) deve pegar estrada para divulgá-lo e abre a agenda do ano com apresentação no Sesc Consolação, dia 5 de fevereiro, dentro da programação Instrumental Sesc Brasil.

Serviço:

Macaco Bong no Instrumental Sesc Brasil

Segunda-feira, 5 de fevereiro

Sesc Consolação | Teatro Anchieta | Rua Dr. Vila Nova, 245 – São Paulo

Às 19h

Gratuito

Retirada de ingressos 1h antes na bilheteria do Sesc

Confirme presença: aqui.

Ouça Deixa Quieto: Spotify | YouTube | Deezer | iTunes | Napster  

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Herod e Jupiterian vão estremecer as paredes do CCSP

Herod + Jupiterian @ CCSP (FB)

No domingo, 4 de fevereiro, é dia de ver Herod e Jupiterian tirando altos barulhos de seus instrumentos no CCSP. A data marca o lançamento dos álbuns que ambos finalizaram no ano passado e que continuam a ser trabalhados 2018 afora.

Primeiro show produzido pelo selo Sinewave este ano, a escolha por Herod e Jupiterian para a apresentação teve um fundamento peculiar: apesar de fazerem “música para gente estranha”, ou catalogada como “música torta”, os fãs e seguidores dessas extremidades da música são muito fiéis e costumam acompanhar os trabalhos bem de perto, principalmente nos shows.

Foi o que aconteceu com o Jupiterian durante o Dia da Música 2017, por exemplo, quando tocou no palco da Sinewave, no Largo da Batata. Era esperado que os shows apresentados pelo selo seriam de Música Absurda, mas o que se diz no geral das 14 apresentações daquela tarde (que foram divididas com a Howlin’ Records) é que o Jupiterian causou várias reações adversas. Talvez por não se haver muito doom metal tocado à luz do sol, como foi naquele dia? O que vale é dizer que nos extremos também há vida, e que lá é onde a música se mantém sempre autêntica.

Jupiterian divulga atualmente Terraforming, álbum lançado em novembro pelo selo indiano Transcending Obscurity Records e que no Brasil teve parceria da Sinewave. Talvez um disco cuja proposta de doom metal extremo com black/sludge não seja noticiado pela mídia da maneira como poderia, mas sabe-se que para o público deste segmento grandes são as obras produzidas em pequena escala nos confins da Finlândia, Noruega, Suécia e Brasil. Terraforming arrancou elogios daqueles que se deram à experiência de escutá-lo.

A Herod, por sua vez, já deixou claro que o repertório do último álbum, o ousado tributo ao Kraftwerk, chamado simplesmente Herod Plays Kraftwerk, sempre pode ser tocado no máximo que o sistema de som aguentar. Ouvir a sinfonia de guitarras + baixo, verdadeira orquestração noise de medida exata, é um deleite. Acompanhar a bateria e os mínimos detalhes recriados para cumprir a tarefa de mexer em músicas tão clássicas é outro vislumbre. Para esta apresentação, a Herod agrega Azeite de Leos (Testemolde) na segunda guitarra e deve chegar ao nível mais alto de decibéis permitidos.

 

Serviço:

Herod e Jupiterian

Domingo, 4 de fevereiro

Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso (SP)

Das 18h às 19h30

Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia)

À venda na bilheteria do CCSP ou online, via Ingresso Rápido, aqui.

Ouça:

Herod, Herod Plays Kraftwerk

Jupiterian, Terraforming

Sinewave: Produtora e selo, a Sinewave tem um extenso catálogo de lançamentos construído desde 2008. Apostando nas linguagens instrumentais, experimentais e barulhentas, quase 90 bandas e artistas somam mais de 200 álbuns lançados por eles.

Contato: sinewave@sinewave.com.br

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Rashid lança CRISE – Novo álbum do MC é um experimento de mercado e case ousado para a música brasileira atual

Rashid-por-Elias-Mast

A crise com a qual Rashid nomeia seu novo álbum é uma via de mão dupla. É a crise pessoal e a política, sobre estar no trono e ainda assim preocupado, como deixa claro na foto de capa.

CRISE é sintomático. Traz narrativas contestadoras, é visceral. Manifesto em rima e batida que tem origem na periferia mas hoje fala para o mundo todo.

O álbum tem dois alicerces: o som e o business. CRISE é o Rashid e seus sentimentos na prosa e o Michel, homem de negócios, no escritório. Esse paralelo é refletido nas letras e principalmente no modo operacional empregado para o lançamento, cujo conceito segue as novas tendências do consumo de música.

Rashid, CRISE (Capa por Elias Mast)

CRISE é composto por 10 faixas; oito delas formam o projeto Em Construção, proposta serial em que Rashid lançou, quase mês a mês, um single acompanhado de vídeo. O resultado de ter todos esses produtos circulando foi o alto desempenho que o artista demonstrou nas redes sociais e plataformas de streaming. Os números de alcance, seguidores e compartilhamentos multiplicaram e se mantiveram crescendo a cada lançamento.

Rashid empreendeu nos negócios para ter CRISE em mãos e não economizou nas produções e na composição. Reuniu tantos parceiros que a lista é imensa ao citar todos os produtores, instrumentistas, DJs, videomakers e vozes que construíram isso a seu lado. A rima lírica também é imensa, expansiva, se estende do casual a temas profundos. Musicalmente os horizontes também são amplos, tem o rap pesado de “Música de Guerra” e “Estereótipo”, o romantismo do R&B em “Bilhete 2.0”, “Química” e “Pés na Areia (Promessas)”, beats sinistros em “Primeira Diss” e “Mal Com o Mundo”, surpresas sutis como as tigelas tibetanas de “Musashi” e o arranjo de metais mais métrica audaciosa de “Sem Sorte”.

O novo título dá continuidade à discografia do MC, uma sequência de lançamentos que criou a base fortalecida em que Rashid se encontra hoje e que tornou possível seu crescimento notável durante os 10 anos da história que está escrevendo.

CRISE chega para colocar novos holofotes na carreira de Rashid, desta vez sob a perspectiva dos negócios. A “crise” vem também com “oportunidades”, segundo as lendas da sabedoria chinesa. Rashid parece ter compreendido isso muito bem.

 

Ouça CRISE: Spotify | Deezer | Apple Music | Google Play | Napster | Tidal

(Foto por Elias Mast)

Ficha técnica:

Produtores: Skeeter, Wzy, DJ Duh, Deryck Cabrera, Nave e Rashid

Participações/Vocais: Luccas Carlos, Godô, Ellen Oléria, Camilo

Instrumentistas: Herbert Medeiros, André Knobl, Renato Taimes, Weslei Rodrigo, Leandro Wesley

Diretores dos clipes: Cléver Cardoso, Álvaro Dominguez, Devastoprod, Moysah, Felipe Barros, Tiago Rocha, Slim Rimografia

Mixagem e masterização: Luiz Café (exceto “Primeira Diss”, mixada e masterizada por DJ Caique)

Produção Executiva: Rashid e Daniela Rodrigues (Foco na Missão)

Capa por Elias Mast.

 

Discografia:

Hora de Acordar (EP), 2010

Dádiva e Dívida (Mixtape), 2011

Que Assim Seja (Mixtape), 2012

Confundindo Sábios (Mixtape), 2013

Seis Sons (EP com Kamau), 2014

A Coragem da Luz (Álbum), 2016

CRISE (Álbum), 2018

 

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Rashid lança clipe de “Música de Guerra” e adianta CRISE, novo álbum que sai nesta sexta, 19 de janeiro

Rashid – Música de Guerra (Foto – Tiago Rocha) 8

“Música de Guerra” é a faixa que abre CRISE, segundo álbum de Rashid, e a nova a ganhar videoclipe. A composição é uma das inéditas no repertório do disco, que compila o projeto serial Em Construção, também lançado como álbum audiovisual.

O vídeo joga com paleta de cores sóbrias, o camuflado das trincheiras como simbolismo. Rashid versa mirando a lente da câmera para declarar sua independência e poetizar verdades cruas. “Música de Guerra” é marcada pela produção de Nave; o clipe tem Tiago Rocha e Slim Rimografia assinando a direção.

(Foto – Tiago Rocha)

CRISE chega às plataformas de streaming nesta sexta-feira, 19 de janeiro. Saiba mais aqui.

Ficha técnica:

Música:

Letra e voz: Rashid

Produção: Nave

Mix e master: Luiz Café

Vídeo:

Figurantes: “Estaremos Lá” (Samantha Cristina, Bea Oliveira e Carol Silvanno) (YouTubers), Murilo Dias e Julio Mossil

Direção: Tiago Rocha e Slim Rimografia

Assistente de Produção: Karú Martins

Produção Executiva: Foco na Missão

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Kamau celebra uma década de Non Ducor Duco com shows – MC se apresenta com banda no domingo, 28 de janeiro, no CCSP

Kamau – NDD (Por Gustavo Mendigz)

Clássicos não nascem, tornam-se. Em uma época em que tudo passa tão depressa, é difícil encontrar algo que dure e se mantenha relevante, e Non Ducor Duco, primeiro álbum solo de Kamau, parece ter resistido ao teste do tempo e alcançado esse patamar.

Lançado em 2008, teve a maturação perfeita: são 10 anos sendo citado como discografia básica do rap feito no Brasil. A década é suficiente para tornar Non Ducor Duco peça-chave na história do gênero por apontar uma nova direção, da maneira como o título sugere.

A começar pelo conceito, que propõe a experiência de se apreciar um álbum da primeira à última faixa como um todo, mesmo que cada uma tenha sua identidade. A sonoridade atemporal do disco também é fundamental para catalogá-lo como clássico.  O continuum de flows, beats, samples, riscos e colagens forma uma arquitetura de som rebuscada mas destacando os dois fundamentos do rap como música: o MC e o DJ.

Non Ducor Duco não só está cravado na história pessoal de Kamau como também marcou a trajetória de outros que estavam prestes a escrever suas próprias páginas na história como Rashid, Emicida e Rael.

Dando início a uma nova década de carreira, em 2018 Kamau revisita os dias de Non Ducor Duco que, sob perspectivas variadas, marcou época, abriu portas e antecipou um caminho que o rap trilharia nos anos seguintes. De muitas maneiras, este álbum representa uma confluência de ideias e identidades (sonoras, visuais, estéticas) que deram outra condução ao cenário daquela época, um novo estilo que resiste sem nunca perder o brilho. Longevidade, resistência, a arte da permanência.

Kamau prepara-se para mostrar nos palcos um novo show de Non Ducor Duco, com a essência do DJ e MC presentes somada à sonoridade de uma banda formada especialmente para reproduzir as batidas originais nessas apresentações.


Serviço:

Kamau – 10 anos de Non Ducor Duco

Domingo, 28 de janeiro

Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa

Rua Vergueiro, 1000 | São Paulo – SP

Ingressos: R$25 (inteira) | R$12,50 (meia entrada)

À venda na bilheteria do CCSP ou online via Ingresso Rápido

Das 18h às 19h30

Ouça Non Ducor Duco: Spotify | Deezer | iTunes | Google Play | Napster | Tidal

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