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Produção CulturalSuper Novas

Edição de maio do festival TrêspraUm com Karine Alexandrino

Karine Alexandrino 1 – Crédito Nicolas Gondim

A primeira edição 2016 do Festival Trespraum vai ferver!

Karine Alexandrine no palco + Gabi Ubaldo mandando os melhores plays dançantes + “Berlin Ist Hier”, expo de fotos sobre a capital alemã pelas lentes de Fernanda Gamarano.

Karine Alexandrino é da efervescente cena musical de Ceará. Eclética, a artista gravita pelo rock, MPB, pop retrô e se inspira em trilhas de cabaret dos anos 60/70, new wave e ritmos regionais nordestinos. Karine é uma multimulher, que se traveste em inúmeras personalidades para fazer o que quiser, surpreendendo sempre. Performática e de riqueza visual alta, a cantora se destaca pela originalidade e audácia estilística na trilogia de discos que lançou, Solteira Producta (2002), Querem Acabar Comigo, Roberto (2007) e Mulher Tombada (2015). Karine veio para causar e faz este papel com maestria. Para esta apresentação, ela recebe Fabrício Carvalho nos teclados e sintetizadores.

Gabriela Ubaldo é garimpeira-feiticeira. DJ paulistana, foi responsável pelo sucesso da festa Take a Ride e agora comanda as trilhas em outras baladas bombadas, como a Macumbia e ZAMBI, além de ser criadora do Festival Órbita. Nas picapes, só o melhor do reggae, cumbia, boogaloo e outros ritmos para bailar!

Pelas paredes, teremos os clicks artísticos de Fernanda Gamarano (chef de cozinha, fotógrafa e guitarrista da banda Der Baum) com a exposição de fotos “Berlin Ist Hier”, retratos e olhares da majestosa capital alemã.

Serviço completo:
Festival TrêspraUm
Show Karine Alexandrino + Discotecagem Gabi Ubaldo + Expo “Berlin Ist Hier”, de Fernanda Gamarano
28 de maio
Associação Cultural Cecília
Rua Vitorino Carmilo, 449
Santa Cecília – São Paulo (SP)
A partir das 18h
Entrada: R$15 (débito ou dinheiro)
Classificação: 18 anos

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Buscando a Coragem e a Luz com o primeiro álbum do Rashid

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Rashid caminhou bons anos antes de entrar num estúdio alto nível e gravar  sua estreia oficial com um time de primeira, um álbum que certamente já entrou na lista dos melhores do ano. O rapper caiu cedo na estrada e foi enxugando referências diversas para chegar a uma assinatura própria, com flow autêntico e criatividade musical elevada.

Chamado A Coragem da Luz, o disco é orgânico e cristalino como o título sugere e, assim como outros excelentes trabalhos do rap mundial, sabe usar a própria melodia como rima. A sonoridade com a qual Rashid nos presenteia está acima da música robótica a que somos expostos hoje. Sua arte é viva, cheia de sentimentos.

Achei uma baita audácia ter a Orquestra Metropolitana fazendo os arranjos de uma das mais faixas mais cabulosas, “Quem é”, que tem um beat bem intrigante por trás. Mas também achei de uma sutileza certeira ter as vozes femininas das incríveis Izzy Gordon e Xênia França em temas tão contundentes como os tratados em “A Cena” e “Laranja Mecânica”, respectivamente, suavizando um pouco as feridas abertas pela letra (sobre preconceito e prisões morais). Srta. Paola é a convidada em “Segunda-feira”, faixa autobiográfica de Rashid, que narra um pouco de sua história.

Para aumentar mais o padrão, Rashid esteve bem acompanhado em estúdio. Sempre ao lado de Mr. Brown, o dono das pick ups e programações, o rapper compôs e produziu com ícones timbrados: Mano Brown, Criolo, Max de Castro e Alexandro Carlo, que trouxeram diversidade tão grande que ouvir ACL é uma viagem por vários caminhos, vários estilos, do samba ao jazz e zouk e, obviamente, o melhor da nova e velha escola do hip hop.

A direção musical, assinada por Julio Mossil, foi essencial em todo o processo e, com um quê de vanguarda, o álbum tem outras surpresas como “Reis e Rainhas”, um jazzinho charmoso chegado numa roda de samba, “Futuro/No meio do caminho”, com destaque para os solos e riffs de guitarra, e a funkeada “Groove do Vilão”, música que fecha o trabalho.

Além da condução instrumental, que é degustada aos poucos, o que pega logo de cara em A Coragem da Luz são os versos. Rashid é afiado, sua rima é rápida, esperta, natural – basta ver os improvisos em seus shows. E ele tá ligado em tudo que acontece. Tenho a impressão que o cara acorda e já acessa as notícias do dia. É um papel importante ser um rapper que fala ativamente para uma geração de novos adultos. Rashid sabe que as minas e os manos param pra ouvir o que ele tem a dizer, então ele tenta fazer disso uma experiência tocante. Seu discurso é um dos mais fortalecidos na classe artística hoje, não apenas nos palcos mas nas entrevistas que dá e no dia-a-dia também.

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Este álbum já ficou marcado na memória afetiva e as letras servem como farol em meio à turbulência de nossos tempos. Os versos contemporâneos em A Coragem da Luz são para abrir os olhos, clarear o pensamento, edificar algo melhor pro nosso futuro. Há dois meses, desde o lançamento em 18 de março, não paro de achar cada vez mais sentido nessa Coragem que ele expõe, seguindo em busca da Luz.

Para ler e pensar, separei algumas das reflexões feitas por Rashid nas 15 faixas que compõe o trabalho.

 

Cê já teve um sonho?

Ouvindo mais do que falando, eis a cânfora

A palavra é um oceano mas a língua é uma âncora

Decidi, vou subir, dispenso a rampa

Porque eu sou raro igual céu estrelado em Sampa

De olho vivo com essa gente

Que quer me vender água em garrafinha quando eu sou vizinho da nascente

 

DNA

Mas do que nunca desistir, tô sempre insistindo

E nossa matemática irrita o clero

Porque a gente multiplica “memo” partindo do zero

Ser tradição igual a Lapa

Vou marcar minha quebrada no seu mapa, “tendeu rapa”?

“Devagarim”, no “sapatim”

Porque minha revolução começa em mim

 

Homem do Mundo

Corre, crise, cansa, calma

Desesperança é o cancer da alma

O que é seu não virá na hora errada, meu,

Pra voar tem que sair do ninho

E quem pensa demais na chegada

Perde toda a beleza do caminho!

 

Como Estamos?

Vendo a polícia matando criança de 10 anos

Passa em branco no jornal

E “cês” aí gritando pela redução da maioridade penal

É onde o mal flerta

Com as porta de emprego tudo fechada, e as da cadeia tudo aberta

Seu elitismo é toxina

Com 5 reais “cê” compra crack, já um livro é de 30 pra cima

O milagre num ocorre sem fé…

É natural que os filhos enterrem os pais,

Mas bem-vindo a geração onde os pais enterram os filhos

 

Laranja Mecânica

O progresso é uma mentira mal pintada, implorando mais uma demão

o progresso é uma mentira mal pintada, implorando mais uma demão

O que fizeram contigo e aquilo que chamaste de coração?

Que formato de arquivo é preciso ter pra voltar a ser teu irmão?

Antes do mar secar, tu secou.

Antes do mundo, o amor acabou.

E o que restou… sem sinal de vida aqui.

Cabeça baixas, cada qual no seu aplicativo

Geração Z, zero de conexão com o que é vivo

E no processo evolutivo

O homem continua sendo o único animal que mata sem motivo

Pego no crivo, chip no cérebro, frios como mármore

Daqueles que só vêem os prédios, esquecem das arvores

Síndrome touch e a mente na nuvem traz sequelas

De dedos que não tocam peles, apenas telas

Vazio como um pen drive novo e a causa vã

De mostrar como sua vida é boa no Instagram

Trincheira onde os racista e homofóbico

Acumulam like pro seu ódio burro ideológico

Sujo, é lógico, o machismo dos verme sem leme

Hoje você se tornou o meme

Preso a um cabo USB, sem querer se soltar

E sem ver que a vida não dá pra reiniciar

 

Tudo que você precisa

Vê direito, causa e efeito

Se orgulhe do que é e mantenha o respeito

Creia no que for, não tem jeito

Tenho certeza que seu messias não aprova o preconceito

 

Segunda-feira

Quem nasce em meio à batalha é normal que se torne valente

Quem cresce sem nome ou medalha já sabe, se anda pra frente

 

Futuro/No Meio do Caminho

Falar pra agradar vende mais, mas quem agrada demais não agrada a si

Homens falhos pegam suas ordens e chama de lei

Que são boas só pra quem se esconde na asa do rei

Veja a maioria são demônios em pele de frei

Gralhas distorcendo tudo o que eu falei…

Mas tá tudo ok, tudo ok,

É o futuro que eu herdei!

Se quiser o paraíso primeiro sente o peso da cruz

Onde batem nos professores e alunos, quando penso eu mal durmo

Se o espírito visto na rua ainda tem o instinto do cabo Bruno

E esses Rap falando besteira por causa da pressa de bater 1 milhão

Devagar eu cheguei em milhões, abrindo meu coração

O mundo lá fora não vai te aceitar, mas eu não preciso de aprovação

Nunca me deram razão pra lutar, pra parar deram várias em compensação

Tudo que querem é me ver pelejar e meu barco afundando na depressão

Essa é a vida normal, a melhor escolha que eu fiz foi ir na contra-mão

 

A Cena

O que fizemos aos senhores,

Além de nascer com essa cor?

E de sorrir lindamente diante

de nossa amiga dor?

“Depois da Tempestade”

Dorme comigo que a gente sonha junto

Vive comigo que a gente realiza

 

Ruaterapia

Enquanto eu corro pelos cantos e encantos da metrópole

Senhor, nos livre do mal, rogo-lhe

Sem amaciar, que a capital é cilada

Tipo o mar, ilude que mata a sede mas a água é salgada

Só que a rua é sagrada e os fiéis, tão na busca dos réis

Jah bless! E um descanso pros pés

Com um grito na garganta de mil decibéis

Se sentindo invisível a la Senhor dos Anéis

Cartéis, o asfalto tem perigos tais quais

Coleccionador de inimigos, jaz

A vida é um Jazz, a “deprê” é uma foz

Excelência é um viés e a resistência ainda é “noiz”

Hoje livre dos nós, sem gloss, nosso brilho é próprio

Pra uns, o holofote é pior que o ópio

Pinocchios, seguem perdidos

Só que na rua valem mais os reais, nos 2 sentidos

 

Quem é

“Noiz é problema” e nosso sorriso incomoda porque

Somos minoria querendo vitória e o resto torcendo pra gente perder

Vim do povo e pelo povo quero o fim do jogo de xadrez

Hora dos peões tomarem o lugar dos reis

 

Êxodo

Pondo os pingos nos I’s, “chegamo” igual os pingos nos U’s, trema!

Difícil é amadurecer

Seu ego não pode ser maior do que o que “cê” tem pra oferecer

Eis a revolução interna

A luta é longa mas a glória da vitória é eterna

Ponho meus pés com firmeza, “morô”?

Porque eu não quero chegar rápido, eu quero chegar longe!

 

Reis e Rainhas

Qual é sua missão aqui, eu pergunto

Uns caçam resposta outros só caçam assunto

Num tardo em correr junto, “pô”, chega de luto

Se é pelos meus eu multo, vou, driblo e chuto

Ow, respeito mútuo pra por fim a quarentena

E fazer de cada frase a chave pr’uma algema

 

Groove do Vilão

Ninguém ajuda a chegar mas agora quer saber como eu cheguei

Só agradeço ao Rei, “morô”?

Invejoso é mato e hoje eu to passando o cortador

Fato, tudo sofredor, tamo aí

No corre pra deixar as hiena sem razão pra rir

 

Ouça A Coragem da Luz em todas as plataformas digitais e pelo canal oficial de Rashid no Youtube.

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Super Novas

Domingo de barulho: Steve Shelley encontra GATA PIRÂMIDE + Abertura Emicaeli

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Pela segunda vez, Steve Shelley, baterista do Sonic Youth, faz show na Associação Cultural Cecília com banda formada pelos guitarristas Valério (HAB/ Valério), José Barrichello (Valério/ Jennifer Lo-Fi) e o baixista Paulo Kishimoto (Forgotten Boys). O repertório guarda muitas experimentações e improvisos, além de um espetáculo instrumental.

O show de abertura é do quinteto paulistano Emicaeli, que completa 20 anos de psicorockmetalgrungenowave em 2016.

O evento é uma produção da DESMONTA e faz parte da turnê brasileira de Shelley e GATA PIRÂMIDE.

No dia, a casa tem no cardápio brejas especiais e as iguarias do M.A.S – Projeto Gastronomico:

Burguer da casa: hamburguer de carne com queijo, rúcula, cebola caramelizada e Djonese da casa – R$15
Opção veggie: burguer de aveia com legumes – R$15
Porções de fritas e onion rings – R$10

Steve Shelley encontra GATA PIRÂMIDE + Abertura Emicaeli
15 de maio
Associação Cultural Cecília
Rua Vitorino Carmilo, 449
Santa Cecília – São Paulo (SP)
R$20 (dinheiro ou débito)
A partir das 16h | Show às 18h30 e 20h
Classificação: 18 anos

Arte de Rodrigo Chã

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Distúrbio FemininoSuper Novas

Lançamento: Clara Rey, “Eu Não Toco Violino”

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Efusiva é um selo empoderador: só lança produções femininas. Hoje tem o primeiro lançamento das minas, o single de Clara Rey, carioca da baixada, chegada em experimentações e a fim de desconstruir os paradigmas.

A faixa “Eu Não Toco Violino” tá aí pra confirmar: erudição técnica versus diy, mega produções versus lo-fi, fórmulas enlatadas versus lugares incomuns. O Divino Feminino desconhece padrões. As Efusivas também. E você?

Ouça o single:

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20 anos de Emicaeli: on fire!

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Se contar ninguém acredita, mas a banda mais desconhecida de SP completa 20 anos em 2016!

De ensaios depois das aulas do colégio a turnês na gringa, o Emicaeli se prepara pra contar duas décadas de história nos palcos e estradas lançando discos, filmes, fazendo tours e muitos shows, a começar por dividir a noite de 15/5 com Steve Shelley (baterista do Sonic Youth) e GATA PIRÂMIDE na Associação Cultural Cecília.

História a ser continuada.

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Festa de 2 anos da Howlin’ Records

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Sexta Selo - Howlin'

A Howlin’ Records, selo musical independente de São Paulo, comemora 2 anos de atividades. Promover gigs e festas legais, música de qualidade, bandas autorais: tudo isso faz parte da Howlin’ e uma celebração à altura foi montada para o aniversário.

No dia 13 de maio, a Howlin’ faz a festa e convida todo mundo para chegar junto na Associação Cultural Cecília, dentro do projeto Sexta Selo, para apresentar o show surpresa da nova banda do casting, a ser revelada no palco.

A noite ainda terá merchandising da maioria das bandas do selo, discotecagem apenas com rock nacional e a pré-estreia do documentário filmado durante as edições do Show de Rua de 2015. Além de outras novidades anunciadas na página do evento no Facebook.

A casa abre às 18h e a festa será lendária!

Saiba mais sobre a Howlin’ Records e a Associação Cultural Cecília nos links abaixo:
www.facebook.com/howlinrecords
www.howlinrecords.bandcamp.com
www.howlinrecords.com.br
www.facebook.com/associacaocecilia

Serviço:
Sexta Selo: 2 anos de Howlin’ Records com show surpresa
13 de maio
Associação Cultural Cecília
Rua Vitorino Carmilo, 449
Santa Cecília – SP (metrô Marechal Deodoro)
A partir das 18h
R$10

Arte por Rodrigo Lima

 

 

 

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Giallos chega mais casca grossa ao segundo álbum, Amor Só De Mãe

foto por Camila Visentainer 2

No primeiro álbum dos Giallos, ¡Contra! (2013), ficar atônito era a primeira reação de qualquer um. Ver no palco então, era um espetáculo à parte. A fórmula está no novo lançamento também, Amor Só De Mãe, que chega mais áspero que o debut e mostra que a música é uma das melhores armas nesses tempos de ódio e desinformação.

A realidade do nosso atual contexto político e social é uma das bases para o trabalho, não só para as letras mas para toda a angústia do instrumental, que agora foi encorpado por um theremin e um cassiotone ligado num pedal fuzz. É a História sendo contada em forma de canção. Ouça atentamente faixas como “Eles”, “Baobá Blues” e “Movimento” para sacar que a mensagem é dura, direta.

A música fala e transmite: é impossível não se envolver com o ritmo, o improviso de “Dança Macabra”, impossível não pensar com desprezo sobre o ódio e o fanatismo religioso que exterminam povos por todo o mundo, tema  de “Pombo Bomba”, ou engolir a mentalidade do “bandido bom é bandido morto” em “Memento Mori”.

“Amor Só De Mãe”, faixa-título e primeiro single lançado, é um atestado de que somos ludibriados o tempo todo pelo sistema religioso machista, o da salvação em troca de sangue, poder e dinheiro, nos fazendo esquecer que amor verdadeiro só tem uma fonte.

Pensado para o formato k7, Amor Só De Mãe tem 30 minutos cravados e cinco faixas de cada lado. Punk na essência e lo-fi na estética, o álbum foi gravado ao vivo e registra com excelência o que é o Giallos: uma explosão blues guerrilheira, que vai passar por você como um tornado deixando sequelas irreparáveis. Um respiro autêntico no mundo fake e imprescindível para o 2016 dos brasileiros.

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Ouça aqui.

Giallos – Amor só de Mãe (2016)

Gravado e produzido por Lê Almeida e João Casaes no Escritório (RJ) em janeiro de 2016

Masterizado por João Casaes

Artes por Flavio Lazzarin

Todas as músicas por Giallos exceto “Eu Era Um Lobisomem Adolescente” (Rorschach/Interior/Giallos) e “Pombo Bomba” (Hot Snakes/Pezão/Giallos)

Guitarra noise em “Eu Era Um Lobisomem Adolescente” por Lê Almeida

Lançamento nº 85 da Transfusão Noise Records (RJ)

 

Giallos é:

Claudio Cox – vocal, theremin, cassiotonefuzz

Flavio Lazzarin – bateria

Luiz Eduardo Galvão – guitarra

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Pop estranho: floreosso apresenta EP de estreia

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floreosso não é o que parece.

Quando fez o primeiro (e único) show, a banda deixou a plateia chocada. Entre gritos e palavrões do vocalista/guitarrista, a qualidade musical falava mais alto, mesmo que o balburdio parecesse um ataque machista enfurecido. Era bem bonito, em total oposição às letras, que causavam certo desconforto entre os presentes. Ninguém entendeu nada e se você colocar o EP de estreia para ouvir, também não entenderá.

Uma queda pelo punk caipira na primeira faixa, uma introspecção que vira uma briga ferrenha da segunda ou o pop leve da penúltima (que entorna uns riffões stoner no final) são apenas parte da criatividade total do trabalho.

Chamado Queimada Derretida, o lançamento de estreia do floreosso é, inegavelmente, uma pérola. Assuntos polêmicos são base para os temas e o instrumental foi pensado para também ser parte da linguagem – é só perceber a raiva com que “fala” a guitarra na faixa-título, “Queimada e Derretida”. O vocoder no começo de “Raul Seixas” é como se uma voz extraterrestre tomasse frente para apresentar um texto que não podemos entender, abrindo o EP.

Um eu-lírico ora feminino ora masculino é o segredo da obra, que fala sobre homens mimados e questões edipianas, valores distorcidos de respeito à mulher, chantagem emocional e até sobre os sentimentos dicotômicos de (man)ter as rotinas. Atualidades em sentido dúbio, que precisam de interpretação e atenção, melodias que ficam na cabeça desde a primeira vez, teclados para suavizar quando guitarra, baixo e bateria se exaltam.

A realidade incomoda, deve ser por isso que floreosso também. Uma proposta para entender aos poucos, a assimilação pode demorar, mas quando bate, é forte.

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Ouça:

Spotify

Deezer

YouTube

Bandcamp

 

floreosso – Queimada Derretida (2016)

Gravado no Gritaria Mix e Master

Produzido por xibrusk e Gritaria

Mixado e Masterizado por Gritaria

 

floreosso é:

Guilherme xibrusk – bateria, voz, violão

Jair Rosa – guitarras

Renato Spinosa – teclados

Leo Ramos – Baixo

Pedro Ramos – Backing vocals

Fernando Martinez – Backing vocals

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