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Sinewave e Howlin’ Records apresentam palco especial durante o Dia da Música 2017

ddm sinewave e howlin 2

Dia 24 de junho, o Brasil inteiro vai estar comemorando e fazendo o Dia da Música acontecer. Em São Paulo, no Largo da Batata, o movimento será garantido com a força-tarefa dos selos Sinewave e Howlin’ Records, que, juntos, promovem os palcos mais barulhentos da cidade.

Reconhecidos como fomentadores da cultura independente e do rock autoral na capital, cada selo apresenta sete bandas em shows intercalados, numa maratona de oito horas ininterruptas de música ao vivo. Montados frente a frente, dois palcos servem de cenário para esse ringue das guitarras que vão reverberar as tantas linguagens de seus representantes: experimentalismo, stoner, shoegaze, post-rock, indie e até um electro burlesco anárquico.

A excentricidade do catálogo da Sinewave vem representada com show solo do carioca Cadu Tenório e sua parafernália de synths, samples e outros eletrônicos; o retorno aguardado a terras paulistanas dos gaúchos Loomer, legítimos representantes do shoegaze BR; as epifanias dos power trios instrumentais Macaco Bong e Ralo; o show relâmpago (e matador) dos stoners Emicaeli; os tons mais graves e as notas mais baixas no doom metal do Jupiterian e a imperecível Patife Band, mostrando como e porquê ainda influencia gerações.

Do lado da Howlin’ Records, boas doses de sujeira e fuzz são muito aguardadas nos shows de Color for Shane e Sky Down, ambas referências na atual cena do ABC paulista; o cabaret-inferninho Gomalakka não vai dar sossego com sua fusão de riffs e batidas eletrônicas, muito menos Vapor e Blues Drive Monster, dois quartetos de post-rock/post-HC de herança melódica para nenhum seguidor da Dischord Records botar defeito. Stase traz um pouco do espaço com seu indie sideral enquanto Miêta (BH) apresenta um dreampop/shoegaze de assinatura feminista.

Programação:

Palco Sinewave:

14h – Cadu Tenório

15h – Ralo

16h – Jupiterian

17h – Emicaeli

17h45 – Patife Band

19h – Loomer

20h – Macaco Bong

(Emicaeli)

Palco Howlin’ Records:

14h30 – Vapor

15h30 – Stase

16h30 – Blues Drive Monster

17h15 – Color for Shane

18h30 – Sky Down

19h30 – Gomalakka

20h45 – Miêta

(Gomalakka)

Serviço:

Dia da Música: Sinewave vs Howlin’ Records

Sábado, 24 de junho

Local: Largo da Batata | Pinheiros | São Paulo (SP)

Das 14h às 22h

Classificação livre

Gratuito

Saiba mais:

Sinewave: Produtora e selo, a Sinewave tem um extenso catálogo de lançamentos construído desde 2008. Apostando nas linguagens instrumentais, experimentais e barulhentas, mais de 80 bandas e artistas somam quase 180 álbuns lançados por eles. Contato: sinewave@sinewave.com.br

Howlin’ Records: Selo musical fundado em 2014 que opera de maneira coletiva, colaborativa e horizontal. Lança bandas autorais, além de promover e divulgar eventos independentes. Contato: howlinrecords@howlinrecords.com.br

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Macaco Bong no Sesc Belenzinho (SP), dia 9 de junho

Macaco Bong – Sesc Belenzinho

Na estrada há quase 15 anos, Macaco Bong mantém o vigor em alta. Sempre uma experiência hipnótica ao vivo, o trio continua os trabalhos de divulgação do último álbum, Macaco Bong, lançado em 2016, e se apresenta no Sesc Belenzinho, dia 9 de junho (sexta-feira).

Quando surgiu, em 2002, em Cuiabá (MT), Macaco Bong ajudou a dar outro significado à música instrumental: sair dos nichos eruditos/ser popular; e nova significância ao stoner rock produzido no Brasil: dialogar perfeitamente com a cultura local e raízes nacionais. Isso possibilitou abrir um novo caminho para a produção autoral do centro-oeste e colocou a banda como nome promissor de uma cena que se formava além dos grandes centros.

O currículo de sete lançamentos, entre álbuns e EPs, mostra que Macaco Bong vai de post-rock a jazz e música folclórica sem deixar de dar a assinatura virtuosa que os fez reconhecidos internacionalmente. Para o show no Sesc Belenzinho, o repertório é baseado no último lançamento, mas também apresenta antigas dos álbuns Artista Igual Pedreiro (2008), This is Rolê (2012) e Macumba Afrocimética (2015).

(Foto: Karina Menezes)

Macaco Bong é Bruno Kayapy (guitarra), Daniel Hortides (baixo) e Daniel Fumegaladrão (bateria).

 

Serviço:

Macaco Bong

Sexta-feira, 9 de junho

Sesc Belenzinho | Rua Padre Adelino, 1000 – Belém | São Paulo (SP)

A partir das 20h30 | Show às 21h30

Ingressos: R$20 (inteira) | R$10 (meia) | R$6 (comerciário)

Venda online a partir de 30/5, aqui

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O beijo gay negro e o corpo político de Gê de Lima no novo clipe “Fotografia”

Gê de Lima – Fotografia (Foto – Léo F. Carter)

O revolucionário ato de ser você mesmo é a constante busca de Gê de Lima. Nascido no Grajaú (SP), Gê é Jefferson Oliveira Santos Lima e faz parte das minorias: é negro, periférico e gay. Mas isso nunca foi insulto para seu talento, pelo contrário, foi empoderamento. Mesmo descobrindo-se co-criador da própria realidade como artista, Gê de Lima ainda experimenta todas as formas de discriminação e opressão, e encontrou na música (e na bela voz) instrumento de superação, auto-representatividade e seu protesto.

“Fotografia”, terceiro videoclipe lançado por Gê de Lima, é uma MPB romântica sobre a história de amor entre dois homens negros. Fazer a escolha pelo beijo duplamente fora dos padrões, e a favor da representatividade negra como ponto alto do clipe, é parte da indumentária de Gê de Lima. Sua auto-descoberta e aceitação são reflexos da desconstrução atual dos meios, dos padrões e do “normal”.

A liberdade conquistada aos poucos pelas minorias deve ser usada para uma nova conscientização, com mais autonomia, e é o que Gê tem feito, ajudando a abrir portas antes fechadas.Esse descobrir-se sem medidas resulta em pertencimento, não somente ao artista que procura crescer e conquistar seu público, mas também ao público que está à procura de identificação e exemplos de superação. Com essa ideia, Gê reuniu amigos e fãs para colaborarem no vídeo com uma foto de casal ou até solteirx, desde que fosse uma demonstração de amor sincero, e nada mais dono de si do que amar-se.

(Foto: Leo F. Carter)

O clipe e a figura de Gê vêm para firmar a importância do corpo político, o corpo empoderado. Em fotos recentes, ele escolheu posar nu como expressão da coragem de libertar-se dos estigmas, de mostrar-se sem a vergonha de estar bem em sua própria pele.

Enquanto se prepara para lançar o segundo trabalho solo, Gê de Lima canta ao vivo em 2 de junho no Galpão Cultural Humbalada, referência de diversidade no Grajaú, e tem participação confirmada no show do rapper JPA Epycentro, no palco do Centro Cultural Grajaú, na Virada Cultural, em São Paulo, no dia 21 de maio.

Sobre Gê de Lima:

O cantor e compositor paulistano Gê de Lima se destaca pelo timbre de voz, uma enorme extensão vocal e forte presença cênica no palco. Seu primeiro contato significativo com a música foi na adolescência, quando conheceu o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda. Na escola em que estudou, havia uma sala de aula batizada de “Sala Chico Buarque” onde, além das matérias tradicionais, os alunos aprendiam sobre a vida e a obra de Chico. A partir da experiência de conhecer Chico numa visita à escola, Gê passou a ser um admirador da música popular brasileira.

Iniciou sua carreira artística no teatro aos dez anos de idade e se profissionalizou como ator, em 2006. Em 2011, iniciou sua carreira solo e logo foi convidado para abrir shows importantes, como o do cantor e compositor Toquinho, dos irmãos Wilson Simoninha e Max de Castro, e Luiz Melodia. Gê participou de eventos como Virada Cultural Paulista, na cidade de Diadema (2012), e Virada Cultural (2013 e 2015), em São Paulo. Também em 2015, foi convidado para integrar o elenco do musical “Léo & Bia”, com direção de Oswaldo Montenegro.

Em 2014, o artista lançou o álbum Minha Conduta, com músicas inéditas de compositores como Marcus Vinile, Marco Mattoli, Walmir Borges e participações especiais do trombonista Bocato e do Pagode da 27. Neste trabalho, Gê de Lima fez uma releitura de “Com que Roupa”, de Noel Rosa, em versão blues, gênero musical com o qual se identifica muito. Esta é a primeira faixa do álbum a ganhar videoclipe, seguida de “Samba dos Outros”.

Atualmente, o cantor segue com a turnê do álbum e com a divulgação do clipe de “Fotografia”, que encerra o ciclo de Minha Conduta. Já com ideias encaminhadas para o segundo disco, que será de sua autoria, Gê de Lima adianta que será um álbum com força política, tratando de temas como liberdade sexual, diversidade, padrões, desigualdade racial e sexualidade.

 

Ficha técnica “Fotografia”:

Compositores: Marco Mattoli e Walmir Borges

Direção: Leo F. Carter

Produção de vídeo: Luciano Teck

Roteiro: Gê de Lima

Produção executiva: Estúdio Leo F. Carter

Participação especial: Wellington Santana

Siga Gê de Lima: Facebook | Instagram | YouTube | Spotify | Deezer | iTunes

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Distúrbio FemininoSuper Novas

Sammliz lança clipe de “Quando Chegar o Amanhã” e abre temporada de shows 2017

Sammliz – Quando Chegar o Amanha (Foto Liliane Moreira)

“Quando chegar o amanhã”, um brega romântico da música espanhola, ganhou versão brasileira por Leonardo Sullivan na década de 80 e é um clássico da música paraense. Reinterpretada por Sammliz em seu debut solo Mamba (2016), esta é a única faixa não assinada pela compositora, que compensa imprimindo uma feminilidade marcante à melodia e versos sentimentais de maneira bem mais sombria e melancólica que a original.

Mas o amanhã nunca chega para corações que partem antes da hora. A separação prematura de corpos e almas que deviam seguir outros destinos serve de roteiro para o clipe de “Quando chegar o amanhã”, filmado em Belém (PA). Entre o sonho e o pesadelo, a trama usa a questão do feminicídio e da intolerância à diversidade para comunicar sobre a violência ao feminino e mulheres mortas em silêncio todos os dias.

O clima de “Cidade dos Sonhos” (David Lynch, 2001) é proposital e quer dar o ar onírico e surrealista que é pensar na persistente coerção às mulheres binárias e não-binárias em plena época de emancipação feminina e transgênero. Outra referência utilizada para concepção do clipe foi o elogiado episódio “San Junipero”, da série Black Mirror, na ambientação que conta a história de amor que atravessa o tempo entre duas mulheres, na cartela de cores utilizada, e também na fotografia que flerta com o kitsch e o sombrio.

A produção foi feita em Belém por uma equipe composta em sua maioria por mulheres. O clipe foi dirigido por Adrianna Oliveira (do curta “A Batalha de São Braz”) e tem direção de fotografia de Thiago Pelaes e direção de arte de Tita Padilha.

No show de lançamento, Sammliz vem acompanhada de banda composta por Leo Chermont (guitarra), João Lemos (guitarrra), Inês Fernandes (baixo), Dan Bordallo (teclado) e Júnior Feitosa (bateria).

A noite tem abertura especial do Coletivo Empodera, poderoso combo de cantoras, compositoras e musicistas da cidade (Ana Clara, Amanda Coelho, Natália Matos, Nathália Lobato, Nathalia Petta, Lari Xavier, Livia Mendes, Melly Rosas); Companhia Mirai de Dança e Movimentosete8 com performances, e os DJs Bambata Brothers, Tita Padilha e Jonathan Camelo.

(Foto: Liliane Moreira)

Em 2017, a cantora prepara mais três lançamentos de clipes, single especial em parceria com Dona Onete, e lançamento de um EP e turnê pelo sudeste no segundo semestre.

Serviço:

Sammliz – Show lançamento do clipe “Quando chegar o amanhã”

Sexta-feira, 12 de maio

Local: Baron Club | Av. Nazaré, 579 | Belém (PA)

Horário: 22h

Ingressos: R$10 | R$20 (promo: ingresso + CD Mamba)

Abertura e participações: Coletivo Empodera, Companhia Mirai e Movimentosete8, DJs Bambata Brothers, Tita Padilha e Jonathan Camelo

Fica técnica “Quando chegar o amanhã”:

Direção: Adrianna Oliveira

Ass. Direção: Alexandre Nogueira

Direção de Fotografia: Thiago Pelaes

Direção de Arte: Tita Padilha

Ass. de Câmera: Igor Amaral/Kemuel Carvalheira/Lucas Domires

Produção Executiva: Sammliz/Luana Klautau

Coordenação de Produção: Luana Klautau/Thamires Veloso

Produção de Alimentação: Davi Fleury

Preparador de Elenco: Dario Jaime Sousa

Coreografia: Bel Lobato

Make up/Cabelo : Amanda Pris

Assistentes Make/Cabelo: Bianca Imbeloni/Laís Teixeira

Figurino Sammliz, Bel e Caroline: Jonathan Camelo

Figurino elenco: Babi Santos/ Ketlen Suzy

Elétrica: Jerri Pamplona

Iluminação: Igor Duarte

Making of: Lilian Moreira – Foto/Bruno Gouvêa – Vídeo/Adriana Faria – entrevistas

Elenco: Sammliz, Bel Lobato, Caroline Torres, Leoci Medeiros, Zilma Lages, Bina Jares, Shirlena Marabilis, Lariza Xavier, Kezia Yamaki, Kemuel Carvalheira

Realização: Marahu Filmes

Agradecimentos: Mônica Souza, Seu Carlo, Casarão Baron, Patrícia Gondim e Oriana Bitar, Zê Charone, Maralux

Siga Sammliz: Site oficial | Facebook | Instagram | YouTube

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Música poliglota: as diversas linguagens em Fluxo, primeiro álbum de Zé Bigode

Zé Bigode (Foto por Lucas Santos)

Cartão-postal musical, o primeiro álbum cheio do carioca Zé Bigode, Fluxo, é um convite a visitar os pontos históricos do Rio de Janeiro, dar um passeio noturno em Havana, sentir a herança africana nos tambores tribais ou até reviver o hard bop.

A universalidade do trabalho instrumental, no entanto, serve além dos limites geográficos e das barreiras de linguagem. Vai a todos os lugares e conversa em todas as línguas. Traz para o RJ o mangue pernambucano e vai a Cuba tocar música brasileira. As experimentações são livres e trazem os toques pessoais de um time de instrumentistas das mais variadas regiões da cidade do Rio, agregando influências de culturas locais distintas. Essa variedade também influencia no alcance da música instrumental, hoje não mais segregada a espaços eruditos e manifestada, principalmente, nas festas populares e na cultura de rua.  

O idioma musical aqui é poliglota – samba, reggae, baião, jazz, afro – e não se intimida em avançar mais passos dentro de outras influências como o hip hop, o rock ou a psicodelia. “É mesmo uma grande mistura”, diz Zé quando comenta sobre ter incluído toques de candomblé também. A faixa “Amalá” usa o alujá, ritmo de marcha típico nos terreiros, e saúda o orixá Xangô, rei da justiça e do fogo na tradição africana. Daí uma imersão mais tribal, mais conectada com a terra. Isso não impede também as ideias mais urbanóides de constarem nessa variada gama estilística. “Gosto de mesclar, em “Domingo no Centro” vamos de jazz e hip hop até entrar num baião”, diz o músico sobre os tantos mundos presentes em apenas uma de suas músicas. Já “Marijuana Monamour”, feita pelo compositor periférico negro Fernando Grilo, é a única cuja autoria não é de Zé, que deixou sua assinatura nos arranjos e melodia. Apesar de instrumental, o álbum tem participação da escritora Ingra da Rosa, que canta versos nas faixas “7 Caminhos”, “Amalá” e “422”.

 

Arquitetado por 15 instrumentistas, Fluxo é uma ideia coletiva. Partiu dos temas e harmonias criados por Zé Bigode mas ganhou corpo com os arranjos surgidos em ensaios e jams. Todos os solos foram de improviso durante a captação, o que deixa as faixas soltas, sem amarras na criação. O álbum foi gravado quase que inteiramente ao vivo e mostra a coletividade dos músicos. “Nossa ideia era registrar todo mundo junto. 80% do material foi feito ao vivo, o restante foram overdubs que eram impossíveis pela limitação numérica”, conta ele sobre a criação conjunta.

A influência da música cubana é ponto forte neste trabalho, algo que não somente traz uma veia cosmopolita ao álbum, mas principalmente o coloca como trilha possível para bailes calorosos, danças quentes. Depois de visitar Havana, Zé Bigode quis dar a Fluxo um capital cultural ligado ao capital pessoal. “Em Cuba você vê que as pessoas sabem o que elas são e o que representam para o país. Isso influencia na música local, já que todos desempenham um papel acima da média com seus instrumentos e vozes. Eles sabem que fazem parte do patrimônio cultural do país e isso tem um impacto muito grande em como a música e as artes são assimiladas por lá. Também existe uma inserção grande de mulheres na música, coisa que ainda é permeada pelo machismo em muitas partes do mundo”, lembra ele sobre a estadia na ilha.

Mas Cuba não é o único cenário aqui: os clubes de gafieira, os boêmios pubs de jazz, a guitarrada paraense são paradas essenciais no roteiro do álbum. Zé Bigode atravessa o mundo com essas oito novas composições sem deixar a herança da música brasileira em segundo plano, afinal, quem tem raízes sabe a importância de mantê-las em sua terra.

(Arte por Rafael Bandeira)

Ficha técnica:

Gravado no Estúdio Cia dos Técnicos, em Copacabana (RJ), dezembro de 2016 (exceto faixa 7, gravada no Home Studio Café, em Andaraí (RJ))

Produção: Zé Bigode e Pedro Guinu (faixa 7)

Arranjos de metais: Thiago Garcia e Victor Lemos

Assistente de Gravação: Magrão

Técnico de Gravação: Tércio Marques

Mixagem : Tércio Marques

Masterização: André Dias

Todas as músicas por Zé Bigode

 

Músicos:

Zé Bigode: guitarra e efeitos

Jayant Victor: guitarra

Daniel Bento: baixo

Victor Lemos: saxofone alto e tenor

Thiago Garcia: trompete

Eric Brandão: bateria

Bruno Durans: percussão

Rodrigo Maré: percussão

Pedro Guinu: rhodes, piano e moog

Belle Nascimento: voz na faixa 7

Ingra da Rosa: voz nas faixas 1, 2 e 8

Alexandre Berreldi: baixo acústico na faixa 7

Danilo Guinu: bateria na faixa 7

Victor Hugo: atabaque na faixa 2

Reubem Neto: sax alto na faixa 2

Eduardo Rezende: sax barítono na faixa 2

 

Tracklist:

  1. 7 Caminhos (participação Ingra da Rosa)
  2. Amalá (participação Ingra da Rosa)
  3. Nebula
  4. Omã
  5. Domingo no Centro
  6. Marijuana Monamour (Fernando Grilo)
  7. Leila
  8. 422 (participação Ingra da Rosa

Conheça mais: Facebook | YouTube | Bandcamp

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Blaxxxploitation – Giallos

blaxxxcover

Brasil babilônico. Blaxxxploitation, novo EP do Giallos, não é uma profecia do apocalipse, é pior: é baseado na realidade.

De norte industrial, este trabalho chega mais minimal e conciso, um breve discurso sobre correntes que ainda nos prendem a preconceitos. Chegar em 2017 só poderia soar apócrifo. O noise ainda é marcante nessas três faixas inéditas mas é a hipnose sugerida pelos loops dos beats e samplers que garante nova linguagem ao EP. Isso porque estamos falando de uma banda que, em sua discografia (agora com 5 lançamentos), nunca se limitou a nada e é a real do experimentalismo, seja com os grooves de metais (característica do debut ¡CONTRA!) ou com ruído e silêncio, como neste novo trabalho. 

Direto e reto, Blaxxxploitation é mais uma peça do manifesto antropofágico que Giallos está criando, comendo o Brasil falido pelas bordas, digerindo o que ele tem de mais indigesto para devolver, em forma de arte, o que cabe a todos nós no presente: atacar.

Blaxxxploitation está sendo lançado em fita K7 e em todas as plataformas de streaming, com download gratuito no Bandcamp. Giallos faz show de lançamento no dia 21 de abril, no Hotel Bar, em São Paulo.

Giallos é Claudio Cox (voz e cassiotone fuzz), Luiz Eduardo Galvão (guitarra) e Flavio Lazzarin (bateria e samplers).

(Foto: Filipa Andreia)

Ouça/baixe/espalhe:

 

Ficha técnica:

Gravado, misturado e masterizado no Estúdio C4 (SP), entre Nov/16 e Mar/17

Produzido por XXX

Todas as músicas por Giallos

Artes por Zumbidor

 

Show:

Hotel Bar | Rua Matias Aires, 78

Sexta-feira, 21 de abril, para enforcar tradições

Grátis

A partir das 21h

 

Discografia:

¡CONTRA! (álbum, 2013)

GIALLOS AT POMPEII (live, 2014)

ANJOS NEGROS (EP, 2015)

AMOR SÓ DE MÃE (álbum, 2016)

BLAXXXPLOITATION (EP, 2017)

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Ozu faz show de estreia do primeiro EP e convida MC TIfu, DJ RTA e Festa Protection

ozu flyer

Formada em 2015, Ozu resgata o trip hop inglês dos anos 90 e traz à cena paulistana o downbeat, gênero que atualmente se desenvolve em Tokyo. Após experimentar as composições em shows desde 2016, Ozu apresenta agora o primeiro EP, de título ​The Downbeat Sessions Vol. 1. Neste trabalho, as primeiras faixas lançadas como demos ganham mais produção e dão uma amostra do som e do estilo de Ozu.

(Ozu – Por Leandro Amberlin)

A estreia do EP chega aguardada pelo público que o trio conquistou neste pouco tempo e deve fazer bastante barulho agora que começa a circular por todos os meios. O show de lançamento não poderia deixar para trás e vai reunir no toca-discos DJ RTA, três vezes campeão campeão nacional na categoria scratch pela IDA BRAZIL, e MC Tifu, que vai garantir o freestyle das rimas improvisadas mas também de apresenta canções de seu último EP, Dias que Resolvi Cantar, que tem, entre outros, participação do DJ KL Jay (Racionais MC’s).

A noite ainda recebe Rogério Real e Thiago Sabota, a dupla de DJs por trás da respeitada Festa Protection, com muito som ambiente entre nu jazz, bigbeat, downtempo, grooves e rap. Pelas paredes tem as artes de Victrre, desenhista de traços finos e ideias cheias de simbolismos, como a série “Vênus”, estudo e homenagem à anatomia feminina.

Ozu é Felipe Pagliato (bateria), Francisco Cabral (picapes/teclado), Gustavo Santos (guitarra), João Amaral (baixo elétrico/acústico) e Juliana Valle (voz).

Ouça no YouTube ou Soundcloud.

Serviço:

Ozu lança The Downbeat Sessions nº1 :: participação MC Tifu e DJ RTA + Festa Protection

Sábado, 15 de abril

Associação Cultural Cecília

Rua Vitorino Carmilo, 449

Santa Cecília – São Paulo (SP)

A partir das 19h

Ingresso: R$15 (dinheiro/débito)

Classificação: 18 anos

Confirme presença no evento, aqui.

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Queer Pop: SPINOSA traz o kitsch de volta com o primeiro solo, Beijo Burocrático

Spinosa baixa (Foto – Pedro Nóbrega) (5)

Renato Spinosa é, e sempre foi, da música. Formado em Composição na USP e professor da Escola do Auditório do Ibirapuera, tem uma voz andrógina e se empodera dela para apostar no lado crooner exuberante que imprimiu em Beijo Burocrático, seu primeiro trabalho solo.

Com a fluidez de quem vai do jazz ao rock sem esquecer que houve um Prince no meio do caminho, sua estreia reúne desde faixas escritas exclusivamente para esse EP até canções feitas há 15 anos. Todas maturadas com o tempo e a experiência de ter integrado as bandas Onagra Claudique, Seychelles e o grupo vocal Os Fellas.

Este repertório foi sendo composto com o cuidado de quem não tem pressa para mostrar um trabalho bem feito. Os arranjos em estúdio que emolduram as melodias e letras dão a densidade e eloquência que as composições precisavam desde os primeiros rabiscos. Beijo Burocrático flerta com o rock nacional dos anos 80 e 90 mas mira mesmo o pop do novo milênio. E como artista de muitas personas, Renato Spinosa traz blues e funk repaginados com letras de poética tipicamente brasileira.

Essencialmente romântico, este trabalho é um ato confessional de quem passou noites pensando em amores errados e escolhas doloridas, mas é também sobre a experiência de ser artista na metrópole e buscar sobressair às normatividades, especialmente as musicais.

Sobre Renato Spinosa: é bacharel em composição, pianista, regente e professor da Escola do Auditório do Ibirapuera. Formado em Composição na USP, dedicou-se à musicologia e à composição de diversas peças eruditas, trilhas para curtas de arte e canções para Os Fellas e Monique Maion. No teatro atuou em espetáculos e como preparador vocal de elencos, além de ter dado voz à música tema da animação “Grafitti Dança”, premiada como melhor animação brasileira no Festival Anima Mundi 2013 e melhor trilha sonora no festival Santa Rosa Mostra Cinema, no mesmo ano. Renato participou como tecladista na turnê do álbum 3, do Seychelles, e gravou com Onagra Claudique o EP A Hora e A Vez, o single “Arrebol” e o álbum Lira Auriverde.

Ouça Beijo BurocráticoDeezer | Spotify | Napster | Google Play | iTunes | OneRpm | Amazon

Ficha técnica:

Fotos:

Produção: Renato Spinosa e Diego Amaral

Fotografias: Pedro Nóbrega

Styling e beleza: Denny Azevedo

Agradecimentos: Casa Kilt.

 

Beijo Burocrático:

Produção: Guilherme Schildberg

Direção musical: Renato Spinosa

Gravado em Estúdio Rinoceronte, Casa da Sogra e Totem Music (SP)

Mixagem e masterização: Gritaria Mix e Master

Mixagem: Leo Ramos (faixas 1 e 2) e Fernando Martinez (faixas 3, 4 e 5)

Masterização: Fernando Martinez

Foto da capa: Pedro Nóbrega

Design gráfico: Malu Risi

 

Vozes: Renato Spinosa

Bateria e programações: Guilherme Schildberg

Baixo: Maurício Biazzi

Guitarra e violão: Tattu Amaral

Teclados: Renato Spinosa e Henrique Villas Boas em “Rivotril e Gardenal”

Gaita: Lucas Martini em “Rivotril e Gardenal”

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“Ewaré Terra Sagrada”, a memória cultural dos índios Tikunas em livro de Márcia Rebello

Ewaré – capa

Márcia Rebello veio ao mundo para observar. Gostava dos detalhes e via com olhos minuciosos os outros ângulos de uma cena. Este traço de sua personalidade a fez descobrir a fotografia e as artes visuais como profissão e grande paixão durante toda a vida. Foi fotógrafa, editora de fotografia e editora de arte por mais de três décadas, tendo seguido uma carreira de destaque nos meios editoriais no Brasil. Viajou o mundo para estudar, ver e expandir o próprio olhar. Teve obras expostas na Europa e fez ensaios em lugares tão diversos entre si quanto o Deserto do Atacama e o centro de São Paulo.

Com tal riqueza imaterial, Márcia devolveu ao mundo seu conhecimento através das fotos e das palavras – ela dedicava-se a fazer diários, muitos deles relacionados aos temas dos trabalhos que realizava. Este livro lançado agora, “Ewaré Terra Sagrada”, traz toda a personalidade e a experiência de Márcia ao retratar o cotidiano e as paisagens da Amazônia e da tribo Tikuna.

Em viagem de barco pelas águas que dividem o Brasil da Colômbia e do Peru, Márcia captou a vida indígena e a beleza natural da floresta não apenas com cliques subjetivos, mas também através do diário de bordo que escreveu durante o trajeto. As descrições pontuais e simples do que via, a interação com as pessoas e as sensações estão todas tão claras em suas palavras que quase podemos sentir aquele frescor da mata que ela sentia.

“Ewaré Terra Sagrada” conserva muito do patrimônio histórico dos Tikuna, que formam a maior nação indígena do Brasil. Dizimados pelo avanço do homem branco em suas terras e cultura, esse povo tem no livro um acervo de valor inestimável para a conservação de sua história. A memória cultural promovida pela obra é um arquivo antropológico sobre a própria herança de nossos ancestrais nativos, os verdadeiros descobridores do Brasil.

Márcia Rebello realizou um sonho quando se jogou nas águas dos rios Amazonas e Solimões. Esta vivência a projetou para outros sonhos, como o deste livro. Ainda em vida quis publicá-lo, mas deixou a conclusão deste projeto para os filhos Aiuri Rebello e Flora Rebello e para o marido, Welter Arduini, produtores e publicadores de “Ewaré Terra Sagrada”.

Esta obra, lançada postumamente, é uma homenagem não apenas ao sonho da mãe mas também à memória cultural dos Tikunas. Peça de acervo para a história de nosso país, “Ewaré Terra Sagrada” expressa a simplicidade da vida daquele povo através da percepção humanista de Márcia, compondo uma bela imagem da linha fina que divide o azul do céu e o azul da água.

O livro é um lançamento independente, realizado pelos filhos, e estará disponível durante festa na Doc Foto Galeria (SP), na quarta-feira, 29 de março. Na ocasião, haverá também exposição de fotos que não entraram na edição, dando ainda mais margem ao universo da viagem. Aguardado por amigos, colegas e  pesquisadores da cultura indígena, “Ewaré Terra Sagrada” terá parte da renda de vendas doada a associações indígenas.

 

Serviço:

Lançamento “Ewaré Terra Sagrada” de Marcia Rebello

Data: Quarta-feira, 29 de março, às 19h

Local: Doc Foto Galeria – Rua Aspicuelta, 145. São Paulo

Confirmação por e-mail: eware.terrasagrada@gmail.com

 

Ficha Técnica de “Ewaré Terra Sagrada”:

Fotografias e texto: Márcia Rebello

Projeto gráfico: Hideki Matsuka, Marcia Benevento e Roberto Vergati

Diagramação: Mario Benevento Neto e Roberto Vergati

Edição de texto e preparação: Aiuri Rebello

Produção: Flora Saraiva Rebello Arduini

Produção e idealização: Welter Arduini e Márcia Rebello

Digitalização de imagens: Top Color – Bureau & Gráfica

ISBN 978-85-464-0214-4

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Primeiro sucesso de Rashid, “Bilhete”, ganha nova versão ao lado de Luccas Carlos

Bilhete 2.0 – capa

No Dia dos Namorados do ano passado, o carioca Luccas Carlos quebrou a internet quando soltou um remix para “Bilhete”, música de 2010 de Rashid. Considerada o primeiro hit do rapper paulista, a versão de Luccas também não ficou para trás e já soma mais de duas milhões de views desde o lançamento – estrategicamente pensado para embalar a data romântica.

No remix, Luccas Carlos aproveita o refrão e faz um verso próprio que caberia muito bem na música original. E foi isso o que ele e Rashid fizeram na versão 2.0 de “Bilhete”, uma nova track com ambos dividindo seus versos e feelings. Na produção musical das duas versões está Nave, curitibano que assina outros trabalhos de respeito como Ogi, D2 e Emicida.

Sobre esse novo fôlego que Luccas deu à música, Rashid comenta que serviu para aguçar a vontade em juntar as duas versões com uma nova pegada. “Chamamos o Nave (que produziu a original) para fazer uma nova versão e acredito que o pessoal vai pirar quando ouvir. Foi tipo pegar uma receita antiga que já era boa e conseguir melhorá-la”, diz ele.

“Bilhete 2.0” já está em todas as plataformas de streaming.

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