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Segue a maratona: Rashid lança Segunda Temporada de Tão Real – Rincon Sapiência, Duda Beat, Drik Barbosa e Wesley Camilo são os convidados da vez

Rashid – Tão Real – Temporada 2 capa

No novo disco, Tão Real, o sétimo solo de sua carreira, Rashid se apropria da ideia de “maratonar” para oferecer um álbum musical cheio de atrativos inovadores. O termo, comum para quem segue séries de vídeo, agora vem aplicado à música, servida em temporadas, propondo que o fã tenha mais a explorar dentro de um álbum. Assim, Tão Real é apresentado também com um documentário e um site especial, no qual é possível navegar por conteúdos extras, como um podcast, comentar as faixas e baixar os posters oficiais. 

A Primeira Temporada, lançada em setembro, foi recebida com curiosidade pelos seguidores do músico, já acostumados com o envolvimento dele com a tecnologia, a cultura pop e prontos para embarcar em mais uma criação de seu laboratório de ideias. Com a estreia dos episódios 1 e 2 do documentário e a chegada do site oficial, o público já pôde sentir como é essa nova experiência proposta pelo álbum e, a partir de agora, continua a maratona Tão Real com a chegada da Segunda Temporada, que inclui seis sons, dois episódios inéditos do documentário (nos dias 17 e 24 de outubro, no canal dele no YouTube), edição nova do podcast (a estrear em breve) com faixa-a-faixa comentado e novas artes para download.

Rashid não vem só. Assim como na Primeira Temporada, ele segue bem acompanhado nos instrumentais e nos versos, com as participações de Rincon Sapiência, Duda Beat, Drik Barbosa e Wesley Camilo. Os convidados, incluindo os produtores, refletem algumas referências do músico e também a habilidade que ele tem de transitar entre estilos sem sair de sua métrica pessoal, abusada, que encaixa palavras onde parece impossível, talento desenrolado nas batalhas, um freestyle que nunca passa, apenas muda de andamento. Em estúdio, fez questão de estender o rap para além dos limites atuais, provando que sabe seguir as tendências mas prefere ultrapassá-las. Por isso, aproximou-se de gêneros como o jazz, o neo soul e o house para mostrar que faz caber um rap de quatro folhas em cima de qualquer batida. 

(Foto – Kleber Oliveira)

A abertura, “SSNS”, é um trap chegado nos graves produzido por Grou, que não economiza nos efeitos. Aproveitando o pesado do beat, o rapper trata de questões que saem caro à vida do artista atual sem precisar levantar uma diss. Com a alta do rap, as cobranças vêm e “é preciso refletir sobre o barato”, como diz ele, dando a deixa logo no início. Em “Bem Loko”, recebe Rincon Sapiência e pula para um trap mais suave, onde experimenta com novas cadências para chegar ao jazzy do flow. Dividido com Rincon, que também faz o último verso, o refrão é climático, uma transição perfeita entre um verso e outro. A batida, produzida pelo próprio Rashid, ganhou ares de house com a soma de teclados, especialmente na parte final, quando o ritmo mais acelerado faz a rima se estreitar em poucas palavras. “Apavôru”, mais uma parceria com Nave, vai atrás do verdadeiro oldschool para reviver os áureos tempos da influência do disco funk no rap. O refrão em coro, um boogie convidativo no ar, o boombap do flow, tudo usado com a classe que os clássicos merecem.

O pop dá as caras também. “Sobrou Silêncio”, com Duda Beat, é uma produção do trio Dogz, de Ruxell, Sérgio Santos e Pablo Bispo, autores de hits de Iza, Anitta, Gloria Groove e outros. A música é a próxima a ganhar videoclipe, com lançamento na terça-feira, 15 de outubro. Em “Carrossel”, a presença do duo TALHØ, de Lucas Silveira e Thiago Abrahão, traz semelhanças com o mellow beat da geração Lo-fi Hip-Hop e é bastante melódica, característica do estilo musical de Lucas, líder da banda Fresno. Para encerrar, “Um Mundo de Cada Vez”, é um R&B de belo porte, com Drik Barbosa na rima, Wesley Camilo no refrão e declamações de Renan Inquérito. O tema, ainda que sobre conflitos, é encarado com a sensibilidade que só a rima rara tem, lírica rica em técnica e sentimento.

Enquanto trabalha para finalizar a última temporada, a Terceira, com data a ser anunciada em breve, Rashid usa do fôlego que desenvolveu com o hobby da corrida de rua para fazer uma maratona em tempo recorde, coisa de quem está no corre não é de ontem.

Ouça Tão RealSegunda Temporada: http://SMB.lnk.to/TaoReal2aTemporada 

Tracklist: Tão Real Segunda Temporada

  1. “SSNS” – produção Grou
  2. “Bem Loko” – participação Rincon Sapiência – produção Rashid e Julio Mossil
  3. “Apavôru” – produção Rashid e Nave
  4. “Sobrou Silêncio” – participação Duda Beat – produção Dogz
  5. “Carrossel” – produção TALHØ
  6. “Um Mundo de Cada Vez” – participação Drik Barbosa e Wesley Camilo – produção Luiz Café e Stau

Tão Real – Primeira Temporada: http://smb.lnk.to/TaoReal1aTemporada

Assista ao documentário Tão Real:

Primeira Temporada: Trailer 1 | Episódio 1 | Episódio 2

Segunda Temporada: Trailer 2 | Episódio 3 (lançamento dia 17/10) | Episódio 4 (lançamento dia 24/10)

Acompanhe:  www.taoreal.com.br 

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Com novo trailer, Rashid anuncia Segunda Temporada do álbum Tão Real

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De surpresa, Rashid lança nesta quinta-feira, 3 de outubro, o trailer da nova temporada de seu álbum Tão Real, um projeto multimídia com música, vídeo e tecnologia. O disco é dividido em três partes e dá origem ao documentário Tão Real, que, assim como as séries, pode ser acompanhado por episódios. 

A cada temporada, o músico põe na rua não apenas as faixas que compõem o álbum musical, mas também os vídeos que contam a história por trás do disco e do processo de produção, além de videoclipes, como o de “Todo Dia”, presente na Primeira Temporada.

O novo trailer dá pistas sobre a continuidade do roteiro dos primeiros episódios, uma narrativa pensada para atrair a curiosidade do espectador para dentro do universo de um artista em estúdio, suas vivências, os convidados e até os dilemas. 

No trailer, Rashid anuncia que a Segunda Temporada será lançada na sexta-feira, 11 de outubro, e traz as participações de Rincon Sapiência, Duda Beat, Drik Barbosa e Wesley Camilo. No mesmo dia, junto às músicas inéditas, o rapper libera também os novos episódios do documentário e conteúdos complementares, como mais posters para baixar, que podem ser acompanhados pelo site oficial, www.taoreal.com.br.

Documentário Tão Real:

Primeira Temporada: Trailer | Episódio 1 |Episódio 2

Ouça Tão Real:

Primeira Temporada: http://smb.lnk.to/TaoReal1aTemporada

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Flavia K traz novas cores ao jazz com Janelas Imprevisíveis

Flavia K (por Johnny Moraes) 3.3

Flavia K está chegando agora com o primeiro álbum de estúdio, Janelas Imprevisíveis, mas seu prodígio não é de hoje. Aos 22 anos, a jovem já ostenta uma carreira de dez e currículo de gente grande, tendo tocado ao vivo com Ed Motta, Simoninha, Jair Oliveira, Jimmy Bo Horne e outros. A boa relação no meio musical demonstra as afinidades de Flavia com a bossa nova, o jazz, a MPB, mas são as melodias joviais que dão o tom de seu trabalho, marcado pela pulsão do soul e da geração neon de cabelos coloridos. 

Janelas Imprevisíveis é resultado de uma sequência de anos dedicados a traçar uma ponte entre o rebuscado e o casual, abrindo espaço para um jazz autoral com a diversidade da música contemporânea. Pianista de formação, Flavia K tem no instrumento um grande aliado para a composição de melodias originais e distintas, propondo contrastes entre o bucólico e o urbano, ou a noite e o dia, como nas faixas “Canção do Sol” e “Atelier do Silêncio”, com participações de Roberto Menescal e Slim Rimografia, respectivamente, o que demonstra a musicalidade solta da compositora, capaz de visitar a bossa nova e o rap com talento. Convidou Menescal para dividir o brilho e a leveza da bossa através de um tema lúdico e cheio de vida; ao lado do rapper Slim Rimografia, apresenta um trip jazz noturno de refrão climático e ar futurista.

Parte do requinte da música de Flavia está em sua bela voz, de afinações notáveis e timbre natural, e em como ela explora essa habilidade para compor as harmonias vocais que dão consistência às canções. Vale ressaltar que todas as vozes no disco são gravações orgânicas e não precisaram ser corrigidas ou afinadas na pós-produção.

(Foto – Johnny Moraes)

A minúcia dos arranjos está também nos instrumentais, para os quais convidou um grande elenco de músicos para trabalhar ao seu lado no desenvolvimento de uma arquitetura musical rica, com flugel horn, percussão, teclados, guitarra, pianos e eletrônicos. As bases de jazz, soul e blues ganham mais corpo com a rítmica de baixo e bateria, numa dinâmica estilosa que se estende por todo o álbum. As letras, feitas em co-autoria com sua mãe, Anete K, têm um toque surrealista e absurdo, uma poesia descritiva pertinente ao século 21, urbana, que se divide entre altos e baixos, com clímax, quedas e outras semelhanças com a vida real. 

No disco, a fluidez de Flavia já se mostra nas faixas iniciais, “Neon”, “Sem Glúten” (single que foi distribuído no Japão através do selo Rambling Records, que colocou a faixa em uma coletânea de música brasileira) e “Janelas Imprevisíveis”, em que consegue apresentar seus elementos mais notáveis em sequência: o piano jazz em alta, a forte marcação do baixo, sempre em diálogo com o groove, o cenário perfeito para ela passear com sua voz pela MPB, neo soul, com o balanço do funk e além. Em “Contramão”, o solo de piano de Leandro Cabral traz a nostalgia do cool jazz, enquanto o solo de guitarra de Renato Taimes em “Atrás do Vidro” explora o rock’n’roll, deixando as influências de Prince em alta. Com Marcellus Meirelles faz o interlúdio “Se Pá Tum Derê”,  aproveitando das onomatopéias para dar movimento aos arranjos de voz e cordas; já “Tom” e “Plural” têm uma veia pop com ambiências de R&B. Os eletrônicos e o uso de synths são aquele tipo de detalhe que conta muito, e, em Janelas Imprevisíveis, se propõem a reunir timbres retrôs e modernos na medida certa em busca de um Vintage Futurista, como tenta definir a própria Flavia.

O show de lançamento acontece na terça-feira, 15 de outubro, no Teatro Centro da Terra, em São Paulo. Na apresentação, Flavia faz teclado e voz, e conta com Julio Mossil (baixo), Gabriel Gaiardo (piano) e Fernando Tristão (teclado), além de convidar Slim Rimografia para dividir “Atelier do Silêncio” ao vivo pela primeira vez. 

Janelas Imprevisíveis está disponível em: 

http://ditto.fm/flaviakjanelasimprevisiveis 

Ficha técnica:

1. Neon (Flavia K / Anete K): Flavia K – voz e vocais | Leandro Cabral – piano rhodes | Robinho Tavares – baixo | Sidmar Vieira – flugel horn | Vitor Cabral – bateria | Flavia K / Julio Mossil – arranjo

2. Sem Glúten (Flavia K / Anete K): Flavia K – voz, vocais e piano rhodes | Herbert Medeiros – piano e synths | Jhow Produz – bateria | Jota Erre – percussão | Robinho Tavares – baixo | Flavia K / Julio Mossil – arranjo

3. Janelas Imprevisíveis (Flavia K / Anete K): Flavia K – voz e vocais | Leandro Cabral – piano rhodes | Robinho Tavares – baixo | Vitor Cabral – bateria | Flavia K / Julio Mossil / Leandro Cabral / Robinho Tavares / Vitor Cabral – arranjo

4. Canção do Sol – participação Roberto Menescal (Flavia K / Anete K): Flavia K – voz, vocais e piano rhodes | Roberto Menescal – guitarra | Leandro Cabral – piano | Renato Melo – bateria | Sidiel Vieira – baixo | Flavia K/ Julio Mossil – arranjo

5. Contramão (Flavia K / Anete K): Flavia K – voz, vocais e piano rhodes | Leandro Cabral – piano | Sidiel Vieira – baixo acústico | Vitor Cabral – bateria | Flavia K / Julio Mossil – arranjo

6. Se Pá Tum Dêre – participação Marcellus Meirelles (Julio Mossil / Flavia K / Marcellus Meirelles): Flavia K – vocais e arranjo de vocais | Marcellus Meirelles – violão e arranjo

7. Tom (Flavia K / Anete K): Flavia K – voz, vocais e teclados (detalhes e efeitos) | Herbert Medeiros – piano rhodes e synths | Jhow Produz – bateria | Leandro Wesley – guitarra | Robinho Tavares – baixo | Flavia K / Julio Mossil – arranjo

8. Plural (Favia K / Julio Mossil): Flavia K – voz e vocais | Leandro Cabral – piano rhodes e moog | Renato Taimes – guitarra | Robinho Tavares – baixo | Vitor Cabral – bateria | Flavia K / Julio Mossil – arranjo

9. Atelier do Silêncio – participação Slim Rimografia (Slim Rimografia / Flavia K / Julio Mossil): Flavia K – vocais, piano rhodes, synths e efeitos | Slim Rimografia – voz | Julio Mossil – baixo e beat | Vander Carneiro – bateria

10. Atrás do Vidro (Flavia K / Anete K / Julio Mossil / Flavio Lemos): Flavia K – voz, vocais e piano rhodes | Renato Melo – bateria | Renato Taimes – guitarra | Robinho Tavares – baixo | Flavia K e Julio Mossil – arranjo

Créditos gerais:

Produção musical por Julio Mossil | Mixado por Vander Carneiro no Estúdio Atelier | Masterizado por Luís Lopes no Estúdio Flap C4 | Editado por Flavia K e Julio Mossil

Gravado entre abril de 2018 e agosto 2019.

Bateria, baixo, guitarra e teclados gravados no Estúdio Atelier por Vander Carneiro e Julio Mossil, exceto baixos em “Canção do Sol”, “Atelier do Silêncio”, “Tom” e “Sem Glúten”; guitarras em “Atrás do Vidro” e “Plural” e violão em “Se Pá Tum Dêre”, gravadas no Estúdio S.A.L.A., por Julio Mossil.

Teclados, bateria, percussão, guitarra e baixo acústico de “sem glúten”, “contramão” e “tom” gravados no Estúdio Hataka, por Fabio Hataka e Fabio Gomes.

Vozes gravadas no no Estúdio S.A.L.A., por Julio Mossil, exceto vozes em “Tom”, “Sem Glúten” e “Contramão”, gravadas por Vander Carneiro, no Estúdio Atelier.

Fotografia e styling:

Fotos – Johnny Moraes | Direção de arte – Anete K e Psicotikka | Assistente de arte – Julia Mariana Mamaceno | Beleza – Gisele Braga | Cabelo (cor) – Novo Arte / Rodrigo Bo | Arte / montagem capa e encarte – Flavia K, Diego Franchi e Flavio Lemos

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Flavia K revela capa e participações de Janelas Imprevisíveis – Cantora e compositora se prepara para lançar o primeiro álbum de estúdio

Flavia K – capa Janelas Imprevisíveis (por Johnny Moraes)

Elogiada por Seu Jorge, Ed Motta, Simoninha e outros grandes, Flavia K é de causar surpresa. Com apenas 22 anos – e dez de carreira -, a compositora, cantora e pianista, natural de São Bernardo do Campo (SP), apresenta uma assinatura diferenciada quando leva o brilho de sua geração colorida para o jazz, a bossa nova e neo soul. A voz aveludada pela tonalidade do blues saltou aos olhos de Roberto Menescal, que não poupa palavras para descrever a naturalidade do talento de Flavia. “Tem que ter uma coisa a mais. A coisa primordial na música é você reconhecer a pessoa por um sotaque que ela tenha, uma coloração na música, e a Flavia tem isso”, confessa ele, considerado um dos fundadores do movimento Bossa Nova, em depoimento postado nas redes sociais da cantora.

A pouca idade está a favor dela, que consegue avançar pelos tradicionalismos com a jovialidade e o swing de quem ouviu muito Prince. Desde o primeiro lançamento, o EP Tudo que Soul (2014), a aptidão para desenhar as próprias músicas já se destacava como um de seus tantos atributos; seu punhado de canções autorais ganhava atenção de nomes respeitáveis da música brasileira como Luiz Melodia, Ivan Lins e Erasmo Carlos. Agora chegando ao primeiro álbum de estúdio, a compositora mostra o quanto afinou suas habilidades proeminentes, como escrever as linhas de piano e os arranjos vocais.

(Foto – Johnny Moraes)

Chamado Janelas Imprevisíveis, no álbum, Flavia K desfila por suas influências retrôs, de Herbie Hancock a João Donato, com inspirações atuais de mulheres cheias de groove como Esperanza Spalding e Janelle Monáe. As tantas cores de seu som e de seu visual estão estampadas nas fotos do encarte e capa, uma produção que combina o vintage e o moderno na medida certa, como pode ser conferido também no primeiro videoclipe do disco, o single “Sem Glúten”.

Os convidados e produtores do álbum são outro exemplo da diversidade da artista, que convidou Roberto Menescal para colaborar em “Canção do Sol” e, com o rapper Slim Rimografia, escreveu “Atelier do Silêncio”, um trip jazz de pegada futurista. 

Ainda na ficha técnica, ela conta com  instrumentistas de renome como Leandro Cabral (piano), Jota Erre (percussão), Robinho Tavares (baixo), Sidmar Vieira (flugel horn), além da direção artística de Julio Mossil e mixagem de Vander Carneiro. Um teaser com todas as participações pode ser assistido no canal oficial de Flavia no YouTube. 

O álbum será lançado nas plataformas digitais nesta quinta-feira, 3 de outubro, e um novo clipe também tem estreia nos próximos dias. O show de lançamento acontece no dia 15 deste mês, no Teatro Centro da Terra, em São Paulo.

Tracklist Janelas Imprevisíveis:

  1. Neon 
  2. Sem Glúten
  3. Janelas Imprevisíveis
  4. Canção do Sol – participação Roberto Menescal
  5. Contramão
  6. Se Pá Tum Dêre – participação Marcellus Meirelles 
  7. Tom
  8. Plural
  9. Atelier do Silêncio – participação Slim Rimografia
  10. Atrás do Vidro

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Rashid lança podcast e site do projeto Tão Real

Rashid – Tão Real podcast 1

Tão Real, novo trabalho de Rashid, é um álbum interativo e a longo prazo. Lançado por temporadas, três no total, o formato desafia a brevidade da música em tempos de superinformação enquanto o conteúdo quer aproximar o ouvinte da obra, propondo a ele uma forma mais sensorial de consumo. Para isso, a música se torna plataforma multimídia com som, imagem, tecnologia, mas, sobretudo, relacionamento. 

Neste contexto, o disco oferece uma experiência musical diferenciada, com mais imersão, através de um site onde é possível ouvir e avaliar as faixas, montar playlists, deixar comentários, navegar pelas letras e interagir com Rashid em chats. A página ainda abarca a produção audiovisual, com os videoclipes e episódios do documentário Tão Real, que trata do processo de composição e gravação. 

O site, www.taoreal.com.br,  está no ar desde o lançamento da primeira temporada do álbum (em 6 de setembro) e, agora, ganha conteúdo completo, referente à primeira temporada, para o fã ir maratonando enquanto aguarda as seguintes. Ele pode interagir com outros ouvintes, juntar os easter eggs deixados nos episódios do documentário, nas letras e até no poster oficial, que pode ser baixado em alta.

(Arte por Estúdio Miopia)

A chegada do conteúdo à página inclui também a estreia do podcast Tão Real, em que Rashid comenta o álbum faixa por faixa ao lado de convidados. Na primeira edição, o rapper disseca as novas composições enquanto troca ideia com os jornalistas Alê Santos (The Intercept e Vice BR) e Marcílio Gabriel (Programa Freestyle e ESPN). Marcílio é a voz que interage com Rashid no diálogo em “Conceito (de rua)”, que abre o disco.  

A cada temporada, o seguidor poderá acompanhar os conteúdos inéditos  enquanto aprecia um álbum musical sob ângulos diversos. Tão Real, com suas tantas linguagens, abre caminhos para que a música comece a aproveitar as facilidades digitais para chegar mais longe e com mais significado. 

Acompanhe: www.taoreal.com.br 

Ouça Tão Real – Primeira Temporada: http://smb.lnk.to/TaoReal1aTemporada

Assista ao documentário Tão Real: Trailer | Episódio 1 | Episódio 2

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Rashid e Dada Yute lançam clipe de “Todo Dia”

Rashid e Dada Yute – Todo Dia (foto – Caio Lazaneo) 2_Easy-Resize.com

Tem noção que a cada 23 minutos, 

Uma mãe preta fica de luto?

Com esta e outras indagações, Rashid convida Dada Yute para dividir o canto em “Todo Dia”, um reggae autêntico que mostra outra faceta do rapper e a influência direta da música jamaicana em seu estilo. Ao lado de Dada, uma das vozes mais importantes do gênero no país, Rashid recupera a mensagem de liberdade e justiça professada pela cultura Rastafari, endossando a máxima de que Vidas Negras Importam.

“Todo Dia”, presente na primeira temporada do sétimo trabalho solo de Rashid, Tão Real, é uma canção para hastear as bandeiras da cultura negra, das raízes musicais à estética, mas sobretudo do constante binômio: luto e luta. A fragilidade do corpo negro e a violência do estado, ainda que temas difíceis, ganham outras nuances na composição do rapper e Dada, e na produção musical assinada por Skeeter, que propõe um paralelo entre o resgate das tradições jamaicanas e a modernidade das batidas de rua atuais. Na dinâmica refrão-verso-refrão, o rap e o reggae se esbarram demonstrando entrosamento e semelhanças, como a afinidade com a cultura de soundsystems e seletores, essencial para  o surgimento do Hip-Hop.

No videoclipe, a união dos estilos é descrita como legítima e natural por Ras Sérgio Tafari, profundo conhecedor e lendária figura de resistência Rastafari no Brasil. Já nas cenas iniciais, ele declara que os gêneros se conectam através de elos universais, como a rítmica ancestral dos tambores afro, base e origem da música negra contemporânea em toda sua diversidade. Ainda que surgidos em locais e tempos distintos, como membros de uma mesma família, o rap e o reggae compartilham traços de genética própria, neste caso, marcada pelo instinto e pulsão de coragem no enfrentamento à Babilônia.

A faixa dá origem à campanha #LutoTodoDia, que vai buscar reunir histórias reais dos que  fizeram do “luto” um verbo. No clipe, cenas das manifestações do grupo Mães de Maio ilustram a batalha coletiva daquelas que choram os filhos mortos exterminados pelo racismo mas que não se deixam vencer. A campanha poderá ser acompanhada nas redes sociais do rapper.

As vozes da quebrada, ainda que em dor, não se calam. Em uníssono, erguem uma força capaz de edificar o presente e transformar o futuro, aproximando povos e línguas, tal qual a música, universal em seus sotaques, do Brasil à Jamaica, a cantar as mesmas lutas. 

(Foto – Gabriel Ranzani)

A Temporada 1 de Tão Real foi lançada na sexta-feira, 6 de setembro, quando também entraram no ar os dois episódios iniciais do documentário homônimo. O álbum terá três temporadas no total.

Ouça Tão Real – Primeira Temporada: http://smb.lnk.to/TaoReal1aTemporada

Assista ao documentário Tão Real: Episódio 1 | Episódio 2

Ficha técnica “Todo dia”:

Música: 

Vozes: Rashid e Dada Yute | Produção musical: Skeeter | Participação: Ras Sérgio Tafari

Vídeo:

Produção: Artma Filmes | Roteiro e direção: Caio Lazaneo | Produção: Renata Jardim | Direção de fotografia: Gabriel Ranzani | Assistente de câmera: Théo Obrigon | Assistente de direção e som direto: Marco Escrivão | Montagem: Caio Lazaneo e Gabriel Ranzani | Color grading: Gabriel Ranzani | Still: Caio Lazaneo e Gabriel Ranzani | Produção executiva: Daniela Rodrigues (Foco na Missão)

Imagens adicionais do Movimento Mães de Maio do documentário, em produção, “Mães Coragem”, de Thiago Mendonça e Renata Jardim.

Sobre o Movimento Mães de Maio: Em maio de 2006, a polícia de São Paulo assassinou mais de 450 pessoas em um período de dez dias, no maior massacre perpetrado pelo Estado na história contemporânea do Brasil. Este massacre aleatório de civis aconteceu como revide aos ataques do PCC a policiais e agentes do Estado. Mais de dez anos se passaram, mas os Crimes de Maio seguem sem qualquer responsabilização. Em 21 anos, a polícia militar matou mais de 12 mil pessoas em São Paulo. Somente em 2006, ano em que São Paulo enfrentou sua maior crise na segurança pública, 6.963 pessoas foram mortas por policiais militares no Estado.

Agradecimentos: Movimento Mães de Maio, SoundSystem 3 em 1 Gueto Sounds, Lucas Bispo, Murilo Dias, Mariângela Carvalho, Renan Felipe dos Santos, Bruno Carvalho, Vinicius Araújo, Milton Junior, André Luis Oliveira dos Santos, Thiago Mendonça, Memória Viva, Cordão da Mentira, Nena e família. 

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Giallos e Krias de Kafka no Sesc Belenzinho

Giallos e Krias de Kafka (Foto – Fabio Zerbini)

Na sexta-feira, 27 de setembro, o Sesc Belenzinho recebe show de lançamento do álbum Missa do Galo, do trio Giallos, de Santo André. A apresentação é dividida com Krias de Kafka, também de Santo André, que sobe ao palco primeiro. Companheiras de uma mesma cena há quase uma década, as bandas se reúnem neste dia para mostrar a vitalidade do rock do subúrbio e da escrita marginal já característicos de seus estilos ao longo dos anos.

(Foto – Marcello Vitorino)

Com o novo disco, Giallos prova que sua fórmula absurda de minimalismo com barulho deu certo mais uma vez. Em Missa do Galo, o punk blues continua presente mas há também uma ênfase nas influências noise e garage, o que aprimora a peculiaridade do trio de soar como “máquinas de lavar ligadas no volume máximo”, como diz uma de suas letras antigas. De instrumental ímpar e letras insurgentes, de Giallos espera-se tudo, como é possível comprovar em sua discografia – pouco linear e muito experimental -, que traz caos tropical no primeiro álbum, ¡Contra! (2013), incursões com teremim em Amor Só de Mãe (2016), e controladoras no EP Blaxxxploitation (2017).  

(Foto – André Okuma)

Entre o punk e o escárnio, o quarteto Krias de Kafka, formado em 2004, dá início às atividades da noite com algumas incendiárias canções de seu catálogo, que já soma cinco lançamentos. No setlist, músicas como “Leila”, “Neu”, “Tirinha” e “Rock Inglês” mostram um tanto das influências do grupo, como o post-punk, o indie rock e brasileirismos undergrounds à La Carne.  


Serviço:

Show Giallos – lançamento do álbum Missa do GaloAbertura: Krias de Kafka

Sexta-feira, 27 de setembro 

A partir das 21h30 

Local: Comedoria (650 lugares)

Ingressos: R$30 (inteira); R$15 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$9 (credencial plena do Sesc – trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). 

Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) a partir de 17/9 e nas bilheterias das unidades do Sesc a partir de 18/9. Limite de dois ingressos por pessoa.

Recomendação etária: 18 anos

Duração: 90 minutos

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 | Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700 | www.sescsp.org.br/belenzinho 

Estacionamento

De terça a sábado, das 9h às 22h; domingos e feriados, das 9h às 20h

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$5,50 a primeira hora e R$2  por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$12 a primeira hora e R$3 por hora adicional.

Para espetáculos pagos, após 17h: R$7,50 (credencial plena do Sesc – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$15 (não credenciados).

Transporte Público

Estação Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

 

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Conteúdo e forma: Rashid lança Tão Real em temporadas – novo álbum agrega música, vídeo e tecnologia

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Com motivos de sobra para compor, Rashid chega ao sétimo trabalho solo de sua carreira com o álbum Tão Real. A exemplo do que fez anteriormente em CRISE (2018), o músico apresenta o disco novo através de um formato diferenciado; desta vez, a aposta é lançar por temporadas, como uma série, na qual dividirá o álbum em três partes. Com isso, já dá para garantir que o rapper produziu o suficiente para entregar um disco à altura de sua ousadia, que se estende também aos visuais de Tão Real e aos vídeos que o acompanham, a começar pelo trailer de anúncio, que recebeu tratamento de cinema. 

Para este novo, Rashid compila as melhores características reveladas em seus discos passados, como a profundidade na rima de Confundindo Sábios, a arquitetura instrumental de A Coragem da Luz e seu papel de produtor musical e executivo, cada vez mais em evidência desde CRISE. Em Tão Real, escreveu sobre temas abrangentes como é seu costume, observações do cotidiano, reflexões sobre o rap, a negritude, vivências pessoais e também questões impessoais a que todos estamos sujeitos, como ele mesmo sugere quando fala “Mas a minha vida é igual a sua”, na introdução da faixa-título. É neste impessoal que Rashid tenta não definir este trabalho em conceitos.

(Foto – Kleber Oliveira)

Uma certa espontaneidade na construção do disco já pode ser sentida na primeira temporada, quando ele se mostra à vontade tanto para explorar as raízes quanto desprender-se delas, à procura de um diálogo comum com estilos variados da música negra através da oralidade do rap. Exemplos disso são as participações de Dada Yute e Lellê em “Todo Dia” e “Superpoder”, respectivamente, nas quais o rapper apresenta flow e lírica para compor desde um reggae até uma harmoniosa balada. Em “Não Pode”, rende-se a um modernoso trap ao lado de Luccas Carlos, com quem divide o sucesso da música “Bilhete 2.0”, lançada em 2017. Na abertura, “Conceito (de rua)”, elementos como os riscos, colagens e adlibs se combinam para compor um boom bap estilo east coast capaz de agradar os mais distintos gostos; já a faixa-título, “Tão Real”, e “A Busca”, somam ao repertório as particularidades de Rashid, como o vocabulário poético, a variedade nos beats e as melodias fortes, inspiradas pelo neo soul e R&B, devidamente acompanhadas por arranjos vocais e instrumentais marcantes.

As incontáveis horas de estúdio, estudo e composição registradas em vídeo dão origem ao documentário Tão Real, que assim como o disco, vai se desenvolvendo por partes. Com a chegada da primeira temporada do álbum, o rapper libera também os dois primeiros episódios do documentário, produzido e dirigido por Moysah (Free Birdz), que já trabalhou com Rashid no clipe “Sem Sorte”. 

Ainda que a estratégia de lançamento chame atenção, Tão Real busca algo além dos números e da influência digital, como valorizar o sentido da arte legítima, criada a partir de um lugar subjetivo e não apenas para cumprir com as tendências, como explicado nas falas iniciais do primeiro trailer. 

Desafiando a validade rápida que os produtos culturais têm hoje em dia, lançar este álbum por temporadas propõe um relacionamento mais duradouro entre o público e a obra, uma vivência renovada de consumo na qual a música é mais palpável, com som, imagem e tecnologia. Com muito material para lançar nos próximos meses, Rashid vai testando suas ideias na prática enquanto desvenda como prolongar a vida útil e a relevância dos algoritmos.

Ouça Tão Real – Primeira Temporada: 

http://smb.lnk.to/TaoReal1aTemporada

Acompanhe:  www.taoreal.com.br 

Assista ao documentário Tão Real: Episódio 1 | Episódio 2

Tracklist: Tão Real – Primeira Temporada

  1. Conceito (de rua) – produção Renan Samam, scratches DJ Mista Brown
  2. Não Pode – participação Luccas Carlos – produção Skeeter
  3. Todo Dia – participação Dada Yute – produção Skeeter
  4. A Busca – produção Rashid
  5. Tão Real – produção DJ Duh, scratches DJ Mista Brown
  6. Superpoder – participação Lellê – produção DJ Duh

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Premiado internacionalmente, Guitar Days chega ao Brasil durante 11ª edição do Festival In-Edit

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Depois de ser recebido na Europa, Ásia, EUA e ser premiado na Espanha em setembro de 2018, o longa-metragem Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music lança trailer antes de estrear na programação do Festival In-Edit, que chega à 11ª edição e acontece durante o mês de junho, em São Paulo.

O filme, assinado pelo paulistano Caio Augusto Braga, traça as linhas do tempo das guitar bands e da construção do Indie Rock brasileiro cantado em inglês, desde seus primórdios, ali no final dos anos 80, passando pelo boom nos anos 90 e seguindo até a atualidade.

O diretor colheu depoimentos de personagens centrais do indie rock nacional e gringo para tratar das grandes histórias (e também dos detalhes) de um cenário musical que mudou toda a estética do rock brasileiro. Entre os entrevistados estão músicos das bandas Maria Angélica, Pin Ups, Second Come, Killing Chainsaw, Mickey Junkies e PELVs; os saudosos Kid Vinil e Carlos Miranda, e os internacionais Thurston Moore (Sonic Youth), Mark Gardener (Ride), Stephen Lawrie (The Telescopes), além do jornalista que cunhou o termo “grunge”, Everett True.

Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music foi duplamente vencedor no Festival Premio Latino del Cine y La Música de Marbella, na Espanha, em 2018, nas categorias documentário e direção.

O trabalho já foi selecionado para os festivais MIMO Festival (Brasil), L-Dub Film Festival (EUA), Eurasia Int’l Filma Festival (Rússia), DSP Int’l Film Festival (Índia), In-Edit (Brasil) e London International Motion Pictures Awards (Reino Unido).

No Brasil, o filme tem estreia exibida no Cinesesc (15), Cine Olido (18) e Centro Cultural São Paulo (22). Após a exibição no dia 22, o In-Edit promove o show Guitar Days, gratuito, com participação das bandas Pin Ups, Wry, Twinpine(s), Sky Down e convidados.

Sobre:

In-Edit Brasil

O documentário estreia no Brasil na 11ª edição do festival In-Edit Brasil, que acontece de 12 a 23 de junho. Guitar Days será exibido no Cinesesc (15/6, 15h), Cine Olido (18/6, 15h) e Centro Cultural São Paulo (22/6, 16h).

Show no Centro Cultural São Paulo

Como parte da celebração do documentário, o festival In-Edit promove, após a exibição no Centro Cultural São Paulo, o show Guitar Days, com participação das bandas Pin Ups, Wry, Twinpine(s), Sky Down e convidados. Entrada gratuita.

Pin Ups (Reprodução)

Serviços:

15 de junho

Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music • In-Edit Brasil
15h | Cinesesc | R. Augusta, 2075  

Entrada: R$12 (inteira), R$6 (meia), R$3,50 (comerciário)

18 de junho

Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music • In-Edit Brasil

15h | Spcine Olido | Avenida São João, 473

Gratuito

22 de junho

16h | Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music • In-Edit Brasil | Sala Lima Barreto

18h30 | Show Guitar Days com Pin Ups, Wry, Twinpine(s) e Sky Down

Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro, 1000

Gratuito

www.guitardays.com.br

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Super Novas

Demarcação Já Remix coloca holofote na questão indígena com festa de lançamento no Espaço Mangaba, em São Paulo

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Dando continuidade aos eventos dedicados à visibilidade indígena na próxima semana na capital, na quinta-feira, 6 de junho, o Espaço Mangaba recebe a festa Sotaque Carregado com o lançamento de Demarcação Já Remix, que comemora o novo projeto do carioca DJ MAM, uma série de mixtapes a serem lançadas em formato inovador com participação de medalhões da música brasileira sendo remixados por DJs da atualidade.

Produzida por DJ MAM através de seu selo Sotaque Carregado (Sony Music), as mixtapes trazem versões eletrônicas da canção “Demarcação Já” (lançada em 2017 por grandes artistas brasileiros, como Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Elza Soares e Céu, em defesa aos povos indígenas) remixada por mais de 30 DJs e artistas visuais de oito países. O bombado duo Tropkillaz, o inglês El Buho e o japonês Makoto Kubota são alguns dos nomes envolvidos nos remixes. A composição “Demarcação Já”, de Carlos Rennó e Chico César,  é uma campanha pelas terras indígenas liderada pelo Greenpeace e Instituto Socioambiental (ISA).

A série é composta por 11 mini mixtapes a serem lançadas mensalmente nas plataformas digitais. O primeiro lançamento está previsto para junho, mês do Meio Ambiente, e a última mixtape deve ser lançada em abril, quando se voltam as atenções ao Dia do Índio.

A festa no Espaço Mangaba mostra a força da mobilização artística em luta pelos direitos sociais e apresenta uma grande fusão de estilos musicais com a linguagem eletrônica, tendo como convidados o cantor e compositor paraense Felipe Cordeiro, e os DJs Salvador Araguaya e Nirso (Zaragata), Deeplick (Batida Nacional), FurmigaDub (PB), Tide (Je Treme Mon Amour), TSFN (RJ – Manie Dansante/Gruta), FlavYa (EUA), DONI (RJ – Noites Tropicais) e Kim Cotrim (Samba do Sol). A festa é comandada por DJ MAM, nome de destaque do RJ para o mundo, há três décadas pilotando as pick-ups e controladoras. O DJ assume, física e ideologicamente, o cocar que seu personagem usa na cabeça, o qual é objeto de antropofagia em sua arte.

Serviço:

Demarcação Já Remix – DJ MAM convida Felipe Cordeiro e DJs Salvador Araguaya, Nirso, Deeplick, FurmigaDub, Tide, TSFN, FlavYa, DONI e Kim Cotrim

Quinta-feira, 6 de junho

Espaço Mangaba | Rua Augusta, 2203 – Cerqueira César | São Paulo (SP)

Das 21h às 6h

Ingressos:

Grátis (com nome no mural do evento no Facebook até às 00h)

R$10 (após 00h, sem nome)

Classificação: 18 anos

Evento: www.facebook.com/events/2266021897060898

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