close

Super Novas

Super Novas

ORUÃ lança Tudo Posso – trio chega com novo EP antes de turnê na Europa com Built to Spill

1555445289706_image_2

Tudo Posso é o novo lançamento do conjunto ORUÃ, trio que saiu das proximidades da Praça Tiradentes, na cidade do Rio de Janeiro, para ser banda de abertura na nova turnê da emblemática Built to Spill, ouro do indie rock, atualmente celebrando os vinte anos do disco clássico Keep It Like a Secret.

Essa relação com o Built to Spill (vale dizer que dois terços do ORUÃ também tocam no BTS) veio para dar maior projeção internacional a um tipo de som que não é feito em outro lugar que não dentro do Escritório, uma sala comercial num prédio do centro, de onde já saíram inúmeras bandas e discos exemplares gravados com as peculiaridades de fitas cassetes e equipamentos analógicos. ORUÃ, formado nessa sala, resume tudo que circula entre aquelas paredes: vida e música como experimentação.

 

Mais sem-amarras que de costume, não existe fórmula neste novo EP. O trio vai pelo rock, pelo free jazz, às vezes nenhum dos dois, muitas vezes além dos dois. São recortes de um e do outro que se encaixam para moldar uma nova forma de compor e tocar ainda mais livre e espontânea que o primeiro disco, Sem Bênção / Sem Crença, de 2017. A assinatura noise está lá como sempre, mas as variações de temas, mudanças inesperadas, elementos novos na formação, como o sax – ora gritante em “Escola de Arte Moderna”, ora comedido como arpejos em “Prece Alafim” –  e os corais, mostram que são possibilidades infinitas quando a proposta é enfeitar as canções.

Tudo Posso já rendeu um clipe para a faixa “Cruz das Almas BA”, feito com cenas da recente turnê nos Estados Unidos, em março, quando o trio passou por Boise, Seattle, Tacoma, Portland e Walla Walla.

As quatro faixas novas do EP chegam como um breve prelúdio para o segundo disco, chamado Romã, já pronto e a ser lançado entre junho e julho. O trabalho sai em vinil 7” nos Estados Unidos, via IFB Records, e pela Transfusão Noise Records no Brasil.

Ainda este mês, o trio embarca para mais uma turnê, desta vez na Europa, fazendo 26 shows que passam por Berlim, Paris, Roma, Praga, Lisboa, Londres e outros.

ORUÃ é Lê Almeida (guitarra, cassetes e voz), João Luiz (baixo) e Phill Fernandes (bateria).

Ouça Tudo Posso: Bandcamp | Spotify

Tracklist:

  1. Prece Alafim
  2. Domador
  3. Cruz das Almas BA
  4. Escola de Arte Moderna

Ficha técnica:

Todas as músicas por ORUÃ

Participações: Alexander Zhemchuzhnikov e Pedro Pessoa (saxofones), Daniele Vallejo, Karin Santa Rosa e David Beat (corais) e Raoni Redni (guitarra)

Capa: Jorge Polo

Master: João Casaes

Siga ORUÃ: Instagram | Facebook | Spotify | Bandcamp

leia mais
Super Novas

A Marcha Fúnebre de uma Sociedade Bunda-Mole em Missa do Galo, novo do Giallos

Missa do Galo – capa bx

Missa do Galo é caos. Giallos não nega: regressão à vista – ou já instituída? Morre a Democracia e com ela a virtuose do rock limpinho, arquitetado em estúdios caríssimos. Sem essa de textão para redes sociais nem militância de condomínio. A narrativa é a assombrosa realidade dos fatos: a ascensão do desumanismo. Os temas? Uma profusão sonora onde se encontram o barulho e a sordidez das notícias, dos preconceitos, dos julgamentos. Fazendo muito com pouco: guitarra, bateria, voz e crueza.

O disco mais reto e sujo do trio andreense não vem à toa: é resultado de quem tenta devolver ao rock seu status pensante, marginal, perigoso, contravencional. Aqui não tem essa de rock para dançar, nem para pregar da boca pra fora “mais amor, por favor”, muito menos para afagar os egos do nosso viralatismo nacional – sempre mirando soar altamente produzido e impecável porque “nos States é assim que eles fazem”. Giallos quer o tosco, o inadequado, gravar como se estivesse no quartinho da bagunça no fundo de casa. É aí que mora a diferença.

 

Parte de uma discografia já essencial ao rock suburbano dos anos 10, Missa do Galo tem uma relumbra única justamente porque não precisa de holofotes. É um disco punk de assinatura garageira produzido no calor do mês de janeiro na pequena sala do Caffeine Sound Studio, em São Paulo, berço de um irrestrito movimento de rocks-nem-um-pouco-moderninhos. As 11 faixas passam em alta velocidade pelos 25 minutos de duração do álbum. Entre uma música e outra, apenas um respiro para recobrar o fôlego. O vocal abafado contrasta com o volume alto dos instrumentos, uma particularidade anti-heroica em tempos de mixagens limpas e sedutoramente comerciais.

(Artes por ZBR)

Na falta de um termo melhor, chamar Missa do Galo de Rock Regressivo não poderia deixar de ser verdade. Dar um passo para trás para garantir que não se perca na soberba, fazer mais com menos numa imprevisível matemática musical. E quando, durante os últimos suspiros, tivermos que escolher uma marcha fúnebre para enterrar a imoralidade de nossa Sociedade Bunda-Mole, por favor, toquem esse disco.

(Por Rodrigo Sommer)

Giallos é Claudio Cox (voz), Flavio Lazzarin (bateria) e Luiz Eduardo Galvão (guitarra).

Missa do Galo é um lançamento do selo carioca Transfusão Noise RecordsDisponível (por enquanto) no Bandcamp e YouTube.

Ficha técnica:

Produzido por Luis Tissot e Giallos

Todas as músicas por Giallos, exceto “Colonial” e “Descuido” por Marco Butcher/Giallos

Música incidental “Resíduos do Ódio” (Bá Kimbuta) em “Rádio Diáspora”

Gravado por Luis Tissot no Caffeine Sound (SP), em Janeiro/19

Assistência de gravação por Mayra Vescovi

Mixagem e masterização por LuisTissot

Artes por ZBR

Tracklist:

  1. Colonial
  2. Pilhagem
  3. Descuido
  4. Virgem
  5. Crocodilagem, Armas de fogo
  6. Tupac Amaru Overdrive
  7. Verdades
  8. Vodu
  9. Dois Copos
  10. Brown-Brown
  11. Rádio Diáspora

Siga Giallos: Instagram | Facebook | Bandcamp

leia mais
Produção CulturalSuper Novas

CCSP apresenta ORUÃ e marianaa – Shows comemoram os 15 anos do selo carioca Transfusão Noise Records

Oruã e marianaa no ccsp – poster 3

Do Rio de Janeiro, Oruã e marianaa chegam a São Paulo para mostrar ao vivo o repertório de seus mais recentes lançamentos na noite de sexta-feira, 8 de março, no Centro Cultural São Paulo.

Oruã, da capital, apresenta o álbum Sem Benção / Sem Crença, e singles como “Malquerências”, “Vitin” e “Mother Sky” (CAN). Do norte fluminense, da cidade de Campos dos Goytacazes, o trio marianaa traz, além de experimentações, a apresentação do álbum sdds role lixo, o primeiro de sua discografia e que foi lançado também em versão vídeo. Oruã e marianaa trazem ainda as versões que fizeram no split Marginal Alado, uma homenagem ao vocalista do Charlie Brown Jr, Chorão.

 

A noite comemora os 15 anos do selo carioca Transfusão Noise Records, responsável por dar nova cara ao indie brasileiro que transitava após a virada dos anos 2000. Reconhecida como grande fomentadora da cultura faça-você-mesmo, a Transfusão trouxe as produções manuais de volta ao cool com a confecção de fitas cassetes, camisetas, zines e colagens, além de dar outros ares, mais tropicais e experimentais, às gravações lo-fi, preservando o trato caseiro que um dia deu início ao termo “rock alternativo”.

Serviço:

ORUÃ e marianaa no CCSP – 15 anos de Transfusão

Sexta-feira, 8 de março

Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro, 1000 | São Paulo

A partir das 19h

Ingressos: R$25 (inteira) | R$12,50 (meia)

Sobre ORUÃ:

(Foto – Karin Santa Rosa)

ORUÃ é filho do centro, nasceu à noite e frequenta os bailes pela madrugada. Formado por Lê Almeida, João Luiz e Phill Fernandes, o conjunto emergiu no final de 2016 durante sessões de improviso no Escritório (RJ), onde tudo era gravado em cassete, recortado, remontado e colado, dando origem ao disco Sem Bênção / Sem Crença (2017), lançado no Brasil pela Transfusão Noise Records e distribuído nos Estados Unidos, em LP duplo, via IFB Records.

Sob nuances de krautrock e free jazz, as letras, sempre em português, trazem mensagens codificadas e simbologias teleguiadas, fazendo da música uma potencial arma. Ao vivo, o ORUÃ é palco para a fraternidade, contando com eventuais participações, entre percussão, saxofone e alguns vocais extras.

Desde o lançamento do primeiro álbum, viajou longas distâncias no Brasil, visitando cidades como São Paulo, Goiânia, Natal e Rio Grande do Sul, estendendo-se a algumas datas também no Uruguai, em 2018. A produção musical não ficou atrás e a banda apresentou, desde então, os splits Creme, com a Goldenloki, e Marginal Alado, com o trio marianaa; lançaram alguns singles, como “Vitin” e “Malquerências”.

Atualmente, encontram-se gravando o segundo disco, ROMÃ, também todo registrado em fita cassete.

Sobre marianaa:

(Foto – Divulgação)

O grupo marianaa traz diálogos inesperados entre as guitarras de Danilo Nagib e David Dinucci. Pontuando apenas o necessário, o baterista Bernardo Arenari completa o trio formado em Campos dos Goytacazes, cidade localizada numa extensa planície no norte fluminense, no Rio de Janeiro. Ao depurar o que ficou conhecido como midwest emo, a mari cria dedilhados inspirados por American Football, empire! empire!, TTNG e outras bandas. Lançado em 2018 pela Beira Rio Records, o debute sdds role lixo reafirma a máxima de que o simples é o oposto do fácil. No decorrer de um longo processo de amadurecimento, eles aprenderam a compor em português, dispensaram o baixo, depois as palhetas, desligaram os pedais de distorção, gravaram, regravaram, alçaram o silêncio ao posto de 4º integrante e finalmente se encontraram como banda. O lançamento também ganhou versão em vídeo e pode ser assistido no YouTube. (por Eduardo Vasconcelos, no Database.fm)

Siga Oruã: Spotify | Instagram | Facebook

Siga marianaa: Spotify | Instagram | Facebook

leia mais
Super Novas

Rashid aposta em animação em clipe novo – “Não É Desenho” abre o lançamento de inéditas do rapper em 2019

Rashid – Não é desenho (Por Miopia) 1

“Cada track nova é um reinício”, canta Rashid em “Não É Desenho”, inédita que lança neste mês de janeiro e com a qual dá continuidade a seus singles-clipes estilosos lançados desde o disco CRISE. Com mais essa no repertório, o rapper apresenta algo mais urbano e pesado, em contraste com a última, “Interior”, lançada em dezembro, em que revisita o boombap e temas interioranos; agora, a base mais moderna, entre o trap e o grime, dá o grave do som e a tônica do clipe, uma animação que foi buscar em filmes e HQs as referências para assumir, segundo seus produtores, uma identidade underground.

Rashid se põe a falar verdades enquanto traz a influência dos heróis de quadrinhos e desenhos para a rima, desta vez com o propósito de ressaltar quais superpoderes também temos, independente de usar capa, como Marielle Franco, lembrada por ele em um dos versos. O instrumental pede a faceta mais real do rap, da lírica, da maneira como se fala sobre a rua, por isso, no flow, o MC vai e vem nos contratempos da batida para encaixar frases extensas e contar como as ideias rimam tanto quanto as palavras quando diz, entre outros, “Vim com tanta garra que eles já ‘tão desconfiando que botaram adamantium nos meus ossos” e “Realidade custa. Pra noiz é duas vez mais pesada, por isso assusta”.

O clipe é a primeira animação em sua videografia e foi feito com a técnica conhecida como rotoscopia, em que desenha-se por cima de cenas gravadas para depois animar quadro a quadro. A escolha das (poucas) cores e o estilo lembram a sujeira de Sin City, um trato visual que veio acrescentar mais uma linguagem, o design gráfico, ao vasto leque de experimentações do artista. A produção visual é assinada pelo estúdio Miopia também responsável pela arte no primeiro livro de Rashid, Ideias que rimam mais que palavras, de 2018 – e pela produtora audiovisual Giramundo Filmes.

Sobre o lançamento, ele afirma que este é um dos trabalhos mais legais que já fez em sua carreira, tanto por explorar algo ainda inédito quanto por trazer para a música um pouco da cultura geek que acompanha de perto. “ ‘Não É Desenho’ é um paralelo entre nossa realidade e aquilo que gostaríamos que ela fosse, criando uma ponte entre os mundos”, diz ele de maneira mais poética para descrever, na verdade, o choque de realidades que há nas entrelinhas da vida real.   

(Por Miopia)

Em janeiro, Rashid apresenta-se gratuitamente em São Paulo durante os Jogos de Verão do Parque Villa Lobos, no domingo (20), e no Rio de Janeiro, no Parque da Bola, no Maracanã, no sábado (26), com Emicida e Rael.

Ouça “Não É Desenho”: http://smb.lnk.to/NaoEDesenho

(Por Miopia)

Ficha técnica “Não É Desenho”:

Música:

Letra e voz: Rashid

Produção: Skeeter

Mix e master: Luiz Café

Vídeo:

Roteiro: Miopia e Giramundo Filmes

Direção: Miopia e Giramundo Filmes

Edição: Giramundo Filmes

Ilustrações e animação: Miopia

Realização: Miopia e Giramundo Filmes

Agenda:

Domingo, 20 de janeiro

Rashid nos Jogos de Verão 2019

Parque Villa Lobos | Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 | São Paulo

Das 15h30 às 17h

Gratuito

Sábado, 26 de janeiro

Rolé com Rashid, Emicida e Rael

Parque da Bola – Maracanã | Av. Presidente Castelo Branco, s/nº, portão 3 e Rua Professor Eurico Rabelo, 18, portão 4

A partir das 21h

Ingressos: Pista – R$20 (meia), R$40 (inteira) | Área Vip – R$40 (meia), R$80 (inteira)

Venda online via Bilheteria Digital

Classificação: 18 anos

Siga Rashid: Spotify | Instagram | Facebook | YouTube | Twitter

leia mais
Super Novas

Rashid e RAPadura Xique-Chico apresentam parceria em nova música, “Interior”

Rashid e Rapadura – foto Evandro Macedo – 1

“Interior” é a nova música de trabalho de Rashid e uma parceria com RAPadura Xique-Chico, compositor e produtor natural de Fortaleza. Apesar da distância geográfica que os separa, o paulistano e o cearense dividem muito mais do que o apreço pelas rimas e estão em busca da diversidade musical que pode caber dentro de um rap, como demonstram nessa co-autoria.

Com beats e produção de Skeeter, a composição ganhou colagens por DJ RM e o tema reflete sobre o interior, aquele do íntimo de cada um e ainda o mais amplo, aquele dos sertões e da vida longe dos grandes centros, experiência pessoal vivenciada por ambos no decorrer de suas histórias.

O interior para Rashid e RAPadura, como mostrado na letra, se estende por questões pessoais, políticas e até da linguagem, na qual gastam o vocabulário (entre gírias, expressões regionais e neologismos) para encaixar palavras de efeito e sentido ao abordarem atualidades como xenofobia, movimentos sociais e preconceito de classe. Isso sem perder a métrica (que se consagra a cada speed flow) e com a surpresa de um refrão pop para dar a dinâmica entre um verso e outro.

A nova música vem acompanhada de videoclipe dirigido por Devasto Prod e filmado na região de Santa Bárbara d’Oeste, interior noroeste do estado de São Paulo.

Com este lançamento, Rashid encerra 2018, ano em que lançou CRISE, seu segundo álbum de estúdio, com o qual firmou o prestígio de ser considerado um dos rappers mais influentes do país, capaz de falar à molecada e à elite cultural através de um rap mais acessível mas nem por isso mais raso. CRISE ganhou indicações como melhor disco do ano já no primeiro semestre, tendo sido nomeado em listas como a da APCA e de blogs especializados. O rapper conquistou a marca de 1.3 milhão de ouvintes mensais no Spotify, e já ultrapassa 34 milhões de streams no Spotify e 12 milhões no YouTube com a faixa “Bilhete 2.0”, lançada originalmente em 2010 e que ganhou parceria do carioca Luccas Carlos na versão lançada no CRISE. Esta música soma-se às outras já consideradas hits de Rashid como “Gratidão”, “Se Tudo Der Errado Amanhã” e “Ruaterapia”.

Em dezembro, Rashid apresenta-se no Rio de Janeiro, dia 14, no Convicção Festival, e dia 22 em São Paulo, na Audio Rap, noite dividida com Emicida, Drik Barbosa e Rael. O rapper é um dos nomes confirmados para o Lollapalooza 2019 e deve anunciar novidades já no começo do ano que vem.

Ouça “Interior” em todas as plataformas: https://smb.lnk.to/Interior

(Foto – Evandro Macedo)

Ficha técnica:

Música:

Letra e Voz: Rashid e RAPadura
Produção: Skeeter
Scratches: DJ RM
Mix e Master: Luiz Café

Vídeo:

Direção: Devasto Prod.
Fotografia: Evandro Macedo
Câmera: Devasto e Evandro
Drone: Nenê Fluxo Imagem
Produção: Pedro Natan e Daniela Rodrigues
Assistente geral: Rafael Wilkpowes

Mediante autorização, possui cenas gravadas na Usina Santa Bárbara, em Santa Bárbara d’Oeste (SP), patrimônio tombado pelo decreto 3828/2008.

Siga Rashid: Spotify | Instagram | Facebook | YouTube | Twitter

Siga RAPadura: Spotify | Instagram | Facebook | YouTube | Twitter

leia mais
Distúrbio FemininoSuper Novas

Paula Cavalciuk tem clipe indicado ao UK Music Video Awards 2018

Paula Cavalciuk – Morte e Vida Uterina 2

Um ano após ser lançado, videoclipe “Morte e Vida Uterina”, de Paula Cavalciuk, acaba de receber indicação como melhor animação no UK Music Video Awards 2018, prêmio londrino que chega à décima edição este ano. A música faz parte do álbum de estreia da compositora, Morte & Vida, lançado em 2016.

Assinado por Daniel Bruson, o clipe é uma animação em stop-motion feita com minúcia e muita identidade. A combinação foi proposital para dar o tom cantado por Paula, uma dolorosa canção sobre as glórias e desafios de se descobrir mulher. Bruson, diretor de animação já premiado no Brasil, deu vida e música a objetos inanimados, compondo as cenas que desenrolam o desabrochar feminino.

A sensibilidade das cenas e da letra mostra que este trabalho pode ser entendido além da língua portuguesa, como comprovam as outras indicações internacionais já dadas ao vídeo, como no Motion Awards by Motionographer, Quirino Awards, ANNY – Animation Nights New York, 29th New Orleans Film Festival, Bang Awards, além de figurar nas seleções oficiais de exibição nos festivais Anima Mundi, Lugar de Mulher É no Cinema, Mostra 3M de Arte Digital e outros.

No UK Music Video Awards 2018, Paula concorre ao lado de U2, Father John Misty, Aphex Twin, Sigrid e Toto Bono Lokua. Os vencedores serão revelados na festa de premiação em Londres, no dia 25 de outubro.

Indicações e festivais:

Anima Mundi 2018 (Brasil)

Motion Awards by Motionographer 2018 (EUA)

Quirino Awards (Portugal)

ANNY – Animation Nights New York 2018 (EUA)

Flux Screening Series 2018 (EUA)

Lugar de Mulher É no Cinema 2018 (Brasil)

Bang Awards 2018 (Portugal)

Mostra 3M de Arte Digital 2017 (Brasil)

18º Goiânia Mostra de Curtas 2018 (Brasil)

29th New Orleans Film Festival 2018 (Estados Unidos)

Music Video Festival 2018 (Brasil)

UK Music Video Awards 2018 (Inglaterra)

 

Ficha técnica:

Letra e música: Paula Cavalciuk

Direção, animação, roteiro e montagem: Daniel Bruson

Argumento: Paula Cavalciuk e Daniel Bruson

Assistência de produção: Rafael Bruson Moretti

Produção executiva: Samantha Alves Silveira

Apoio institucional da Prefeitura Municipal de Sorocaba – Secretaria de Cultura, Lei nº 11.066/2015

 

Ouça Morte & Vida: Spotify | YouTube | Deezer | Apple Music

Siga Paula Cavalciuk: Instagram | Facebook

leia mais
Super Novas

Carnaval Remix (RJ) traz electrobaile para São Paulo

Afoxé Filhos de Gandhi (Foto – Lari Vasco)

Das batidas eletrônicas à música popular, festa promove Carnaval Digital em duas noites no Sesc Pompeia | Foto:  Afoxé Filhos de Gandhi Rio, por Larissa Vasco

Depois de três edições de sucesso no Rio de Janeiro, o Carnaval Remix chega a São Paulo para apresentar, no Sesc Pompeia, duas noites de baile carnavalesco fora de época nos dias 5 e 6 de outubro. Do carnaval de rua para os palcos e pistas de dança, uma festa capaz de arrastar multidões a cantar a saudade dos tempos antigos com os eletrizantes sons da atualidade.

Carnaval Remix é uma série de EPs que está juntando a tradição da cultura do carnaval brasileiro com a pegada moderna dos DJs da música eletrônica e das novas brass bands nacionais, como a paulistana A Espetacular Charanga do França, a carioca Bloco do Afrojazz e outros expoentes do street jazz. Os populares samba, pagode, maracatu, carimbó e outros, agora ganham os beats e graves das pistas de dança, sacudindo na modernidade do trap, moombahton, dancehall e funk carioca sem perder o estilo clássico de um bom baile.

No Sesc Pompeia, na sexta-feira (5), a festa faz o lançamento de “Eu cheguei na Mauá”, original de DJ MAM, que foi remixada pelo paraibano Furmiga Dub com participação da Roda de Samba da Pedra do Sal e Afoxé Filhos de Gandhi Rio. No sábado (6), é a vez do coletivo Manie Gang mandar ao vivo “Ferro Velho”, faixa presente no álbum de estreia da notável fanfarra carioca Orquestra Voadora, de 2013.

Roda de Samba da Pedra do Sal (Foto – Larissa Vasco)

O groove e o quente também estão no repertório autoral dos nomes convidados, garantindo que ninguém vai ficar parado durante a maratona de folia futurista, que ainda tem as pirações do VJ Ratón fazendo light design.

 Orquestra Voadora (Foto – Larissa Vasco)

As duas noites são uma parceria das renomadas festas cariocas Sotaque Carregado e Manie Dansante e uma amostra dos lançamentos realizados até agora da série Carnaval Remix, lançada pelo selo Sotaque Carregado, com curadoria de DJ MAM e distribuída pela Sony Music Brasil.

Serviço:

Carnaval Remix

5 e 6 de outubro

Sesc Pompeia | Comedoria

Rua Clélia, 93 – Água Branca, SP

Das 21h30 às 23h

Ingressos: R$6 (comerciário) | R$10 (meia-entrada) | R$20 (inteira)

Classificação: 18 anos

Capacidade: 800 lugares

 

Programação:

Sexta-feira, 5 de outubro

21h30: Abertura com DJ MAM e cenografia digital por VJ Ratón

22h: Roda de Samba da Pedra do Sal convida Afoxé Filhos de Gandhi do Rio e Furmiga Dub

Venda online: aqui.

Sábado, 6 de outubro

21h30: Abertura com DJ MAM e cenografia digital por VJ Ratón

22h: Orquestra Voadora convida Festa Manie Dansante com Manie Gang

Venda online: aqui.

Sobre Carnaval Remix:

Organizado por DJ MAM, o Carnaval Remix é uma série de EPs de remixes que reúnem a popularidade da cultura de nosso carnaval com o melhor das modernas vertentes da música eletrônica. Hinos carnavalescos, temas de blocos e hits atuais de grupos que animam nosso sagrado Fevereiro ganham nova condução musical, juntando dub, digital cumbia, trap e funk carioca com afrobrasilidades. As releituras chegam com um tanto de ineditismo e surpresa, além de marcarem a imensa heterogeneidade da música popular brasileira, a de ontem e a de hoje.

Distribuído digitalmente pela Sony Music Brasil, cada remix é acompanhado de uma festa de lançamento com shows ao vivo; três edições já foram realizadas na cidade do Rio de Janeiro e agora começam a circular com as primeiras datas em São Paulo, em outubro.

Lançado pelo selo Sotaque Carregado, o catálogo já disponível do Carnaval Remix reúne criações de Manie Gang para a Orquestra Voadora (“Ferro Velho”), DJ Raíz para o Bloco de Afrojazz (“Chegada Negra”), Donatinho e DJ Zedoroque para o bloco Amigos da Onça (“Amigo da Onça e Beija Flor”), Furmiga Dub com Roda de Samba da Pedra do Sal e Afoxé Filhos de Gandhi Rio para “Eu Cheguei na Mauá” do DJ MAM, Telefunksoul com Felipe Pomar do Trap Funk & Alívio em “Toda Magia”, do bloco carioca Agytoe, e  remix da Sinfônica Ambulantes com a sambista Roberta Nistra e o rapper baiano Jef Rodriguez para “Mambo da Cantareira”, co-produção dos DJs Lucio K, MAM e Deeplick.

DJ MAM e Nato Filhos de Gandhi (Foto – Larissa Vasco)

Com direção artística e produção de DJ MAM, Carnaval Remix quer mostrar ao mundo que as linhas do tempo de nossos famosos bailes de Carnaval podem se fundir em uma nova cultura, o electrobaile. MAM já havia provado que essa fusão tinha futuro quando remixou Dona Onete, Alceu Valença e Bixiga 70.   

Para os próximos lançamentos estão confirmados nomes como Alceu Valença, Monobloco, A Charanga do França, João Brasil, Olodum, Preta Gil, Omulu, Marcelinho da Lua e outros.

Bios:

DJ MAM: Na ativa desde 2002, DJ MAM é um consagrado DJ, produtor e artista carioca na vanguarda da nova MPB. O artista mixa o tradicional groove brasileiro com as novidades das pistas de dança mundiais. DJ MAM já se apresentou no Roskilde Festival na Dinamarca, na Atlantic Music Expo, em Cabo Verde, no WOMAD, no Chile, no Cielo Club, em Nova York, e outros, além de tocar para mais de 2 milhões de pessoas no Réveillon de Copacabana, em 2017, 2013, 2011 e 2007. MAM recebeu o Prêmio Noite Rio de melhor DJ MPB / Regional em 2012 e 2014. “Bum Bum vai balançar” (selo Sotaque Carregado/Sony Music) é o novo single em parceria como rapper dinamarquês Pharfar.

VJ Ratón: Luiz Ráton saiu das agências de publicidade para aplicar sua criatividade de designer nas noites cariocas. Diretor de arte, já transitava pela boemia como DJ quando passou a experimentar com cenografia, iluminação, projeções e levou a nova linguagem de light design para compor grandes noitadas, festas particulares, casas noturnas e onde mais precisar de luz.

Roda de Samba da Pedra do Sal: Nascida aos pés do Morro da Conceição, local de vasto simbolismo histórico e religioso, a Roda de Samba da Pedra do Sal se consolidou como uma das rodas de samba mais expressivas do Rio. Há onze anos, desde fevereiro de 2007, definitivamente, as segundas-feiras são mais felizes naquela região. Um samba com grande apelo à cultura de base, respeito pela história e ancestralidade, essa roda de samba já faz parte do roteiro turístico da cidade.

Afoxé Filhos de Gandhi Rio: A prática do grupo é composta por heranças culturais, artísticas, educacionais e religiosas vivas das nações africanas. Além de shows e cortejos realizados ao longo de todo o ano, também realizam ensaios abertos em sua sede no bairro da Saúde – região denominada como “ Pequena ́Africa” – onde oferecem oficinas de dança e de percussão no Largo São Francisco, além de palestras e oficinas em escolas e universidades.

Furmiga Dub: Furmiga Dub é músico, DJ e produtor musical. Influenciado pela cultura nordestina, passeia pelas manifestações do cancioneiro popular e ritmos de danças circulares como o coco de roda, ciranda e Toré, unindo todos esses elementos ao bass culture, dub, dubstep, ragga e intervenções live com rabeca e guitarras. Todas as produções que leva para as cabines de DJ pelo Brasil adentro é fruto de pesquisas e produções de próprio punho.

Orquestra Voadora: Há aproximadamente dez anos, um grupo de músicos que se encontrava no carnaval de rua da cidade do Rio de Janeiro decidiu se juntar para tocar um repertório diferente ao longo do ano inteiro. Formava-se então a Orquestra Voadora, uma fanfarra que revolucionou o cenário cultural carioca. A brassband surpreendeu ao apresentar inspiradas releituras de clássicos da música brasileira e mundial, fazendo de suas performances verdadeiras catarses sensoriais, com releituras de clássicos da música nacional e internacional, bem como autorais, como “Ferro Velho”, que dá nome ao primeiro álbum, lançado em 2013, e que ganhou um super remix do trio Manie Gang, criadores da Festa Manie Dansante.

Manie Dansante: Manie Dansante é uma festa que, desde dezembro de 2012, vem trazendo todo o conceito, glamour e o freaky do universo vintage com as mais recentes releituras em variadas expressões: moda, dança, fotografia, vídeo e música. Sob o comando do Manie Gang, DJ Crew residente, a festa é embalada pelo electro swing, swing, electro blues, new jazz e outros retrobeats; beats dos anos 20, 30, 40 e 50 misturam-se com os beats de amanhã.

Ouça Carnaval Remix: Carnaval Remix 1 | Carnaval Remix 2 | Carnaval Remix 3

Siga as novidades nos canais do Sotaque Carregado: Site Oficial | Facebook | Instagram |

leia mais
Distúrbio FemininoSuper Novas

Lil Ci$$a traz renovação ao rap infantil – 10 anos e muitas rimas no bolso

Lil Ci$$a – Slime Azul (Foto reprodução) (4)

TrapStar de primeira, Lil Ci$$a estreia na música com o clipe de “Slime Azul”, versão escrita por ela, de 10 anos, em cima da base de “Bodak Yellow”, da norte americana Cardi B.

Lil Ci$$a rima brincando. Essa estreia, mesmo que uma versão, já mostra que rimar com boas ideias é ponto forte de Ciça, que juntou vivências de seu universo para cantar os costumes das crianças de sua idade, como a gosma Slime, sensação nas escolas, até personagens que atravessam gerações, como o Chris, de Todo Mundo Odeia o Chris.

Letra lúdica, jogos de palavras. O clipe, divertido como brincadeira de criança, tem como cenário a periferia da Zona Sul de São Paulo. Um rolezinho no shopping, encontrar as amigas, ostentar uns pacotes de salgadinhos e doces amarram um roteiro que é a cara das tardes de sábado entre os pré-adolescentes.  

Gosto de brincar, gosto de estudar, não posso só assistir cartoon. Levanta a cabeça, princesa, nem todo castelo é do Rá-Tim-Bum” é apenas uma das punchlines redondas que Ciça faz, talento que desenrola com o pai, Slim Rimografia, que, desde antes de seu primeiro álbum, o clássico Financeiramente Pobre (2003), já trazia referências da cultura pop e rimas incomparáveis.

“Rima é meu be-a-bá” 🎶 🔑

Com “Slime Azul”, Lil Ci$$a dá uma amostra do que vem pela frente, como lançar músicas autorais nos próximos meses e tirar muitos outros versos estilosos da cartola.

“Miga! A Lil Ci$$a, sua trapper favorita!”  🎶 🔑

Ficha técnica:

Música:

Original: Cardi B, “Bodak Yellow”

Letra por Lil Ci$$a e Slim Rimografia

Gravado e mixado por Slim Rimografia no Studio Mokado Records (SP)

Vídeo:

Imagens: Júnior Sá e Slim Rimografia

Direção e edição: Slim Rimografia

Hairstyling: Thais Rafael

Elenco: Rayssa Santos da Silva, Thais Rafael e Thaissa Santos da Silva

 

Siga Lil Ci$$a: Instagram

leia mais
Super Novas

A festinha underground em “Chapo Mano”, novo clipe de Slim Rimografia

Screen Shot 2018-09-02 at 16.10.44_2

Baseado e(m) drinks invisíveis e pouca luz, “Chapo Mano” é o novo clipe de Slim Rimografia.

A música, parte do repertório do EP SinGo, lançado em maio, reflete os 18 anos de carreira do rapper e produtor, que continua festando a vida, mirando o futuro, vivendo o rap por dentro. “Chapo mano” é para dizer que antes de tocar nas rádios, nas maiores playlists, o mais importante ainda é tocar (n)as pessoas.

O vídeo, filmado na garagem, lembra o sempre infalível inferninho, berço de tendências que costumam alçar o underground ao consumo das massas, como o que aconteceu com o trap, estilo moderno de rap com o qual Slim experimenta nesta nova fase.

“Chapo Mano” foi filmado por Elio Angelo e tem animações de Luc Souza.

Ficha técnica:

Música: Letra e composição: Slim Rimografia

Vídeo: Images: Elio Angelo | Ilustração e animação: Luc Souza | Edição e montagem: Slim Rimografia

Elenco: Cabelo, Cezar Braga, DJ Gio Marx, Genuíno, Guilherme, Kimani, Lay

Ouça/Siga Slim Rimografia: Spotify | Facebook | Instagram | Twitter | YouTube

leia mais
Super Novas

Rashid participa da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo com Ideias que rimam mais que palavras – Vol. 1

Rashid – Música de Guerra (Foto – Tiago Rocha) 9

Em 2018, após completar uma década de história no rap, Rashid trouxe a oralidade de suas letras e a facilidade na escrita para Ideias que rimam mais que palavras – Vol. 1, primeiro livro com sua assinatura, lançado em maio. Com o título, o rapper agora entra para o mundo da literatura como autor, depois de tantos anos sendo inspirado pelos benefícios da leitura.

Ideias que rimam é descomplicado. Rashid conta sua história enquanto visita algumas letras do começo de sua carreira e faz isso com a mesma levada das poesias, a instiga de um bom storytelling. No livro, no entanto, nem tudo é beleza ou só freestyle: Rashid divide técnicas de rimar, como escreveu (e superou) algumas de suas barras e como passou todos os dias dos últimos 15 anos com o foco na missão de quem quer transformar realidades.

Com o trabalho, ele chega ainda mais perto de seu público, estreitando laços e abrindo novas portas. Em agosto, Rashid é um dos convidados na 25ª Bienal Internacional do Livro, no Salão de Ideias “Música Pop Brasileira”.

O encontro discute a influência da música pop internacional na cultura musical do Brasil e traça perspectivas diferentes sobre o assunto com autores, pesquisadores e artistas. Junto a Rashid, a mesa reúne Larissa Ibúmi Ferreira, historiadora e escritora feminista, autora do livro Vozes Transcendentes (2018), Julio Ludemir, escritor, jornalista, roteirista e um dos idealizadores do filme “Batalha do Passinho”, e Antônio Maurício, professor e estudioso da música e tradições culturais do Pará.

(Capa – Estúdio Miopia)

Ideias que rimam mais que palavras – Vol. 1 está à venda online na loja da Foco na Missão, e nas lojas físicas Literarua e Beatz Shop, em São Paulo.

 

Serviço:

Rashid na Bienal do Livro de São Paulo

Salão de Ideias “Música Pop Brasileira”

Segunda-feira, 6 de agosto

Das 15h às 16h

Pavilhão do Anhembi | Av. Olavo Fontoura, 1209 – São Paulo

Ingressos: R$10 (meia) | R$20 (inteira) – o ingresso garante circulação por toda Bienal

À venda pelo link: https://www.totalacesso.com/Shopping/Cart/1667

Classificação livre

 

Siga Rashid: Facebook | Instagram | Twitter | YouTube

Plataformas Digitais: Spotify | Deezer | Apple Music | Google Play | Napster | Tidal

leia mais
1 2 3 14
Page 1 of 14