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Renan Inquérito apresenta-se na Europa – MC e professor leva novo álbum e projeto literário para viagem por Portugal e Inglaterra entre junho e julho

Renan Inquérito – Inquérito (por Márcio Salata) bx (8)

Renan Inquérito está à frente do grupo Inquérito desde 1999. Com 13 anos, descobriu no rap e no escrever rimas um passatempo que acabou por se tornar sua profissão. Hoje, aos 34, coleciona elogios pelas canetadas que dá nas canções do Inquérito e em trabalhos paralelos, todos voltados à educação e literatura.

Pelo segundo ano consecutivo, Renan embarca para a Europa onde vai mostrar essa afinidade literária e musical em Portugal e Inglaterra, durante junho e julho. Já nesta semana, no sábado (16),  na cidade portuguesa de Coimbra, Renan apresenta-se com show de lançamento do novo álbum do Inquérito, Tungstênio, lançado em março.

O dia será uma oportunidade única de ver alguns dos convidados internacionais do álbum tocando ao vivo ao lado de Renan na casa de show Salão Brazil. A rapper Lawn, da Nova Zelândia, e a portuguesa Mynda Guevara, que emprestam versos e vozes em Tungstênio, participam da apresentação, que também tem os convidados locais A Velha Capital e Ruze, mais o brasileiro radicado em Portugal Mossoró.

Ainda em Portugal, Renan participa de atividades da Escola de Verão Alice, projeto intercultural e multiétnico que reúne professores, ativistas e pensadores de diversas áreas do pensamento humano sobre o futuro de questões como democracia, economia, direitos humanos e artes. Reconhecido por seu trabalho como arte-educador e por utilizar meios artísticos para a transformação social, durante a Escola de Verão, Renan ministrará uma oficina a convite do sociólogo português Boaventura de Souza Santos.

Depois de Portugal, é na Inglaterra que Renan aporta para fazer pocket show com o repertório do disco novo e também apresentar a Parada Poética, sarau realizado desde 2003 no Brasil, em que o público apresenta-se declamando poesias em estilo livre, “para maltratar a gramática e colocar a culpa na licença poética”, como Renan gosta de colocar. Em 2015, a Parada Poética foi premiada pelo Ministério da Cultura na categoria “Circulação e Difusão Literária”.

Renan Inquérito (Foto – Márcio Salata)

De volta ao Brasil em julho, Renan apresenta-se ao lado de banda completa nos shows que  Inquérito faz no Sesc Rio Preto, em 19 de julho, e 19 de agosto, no Sesc Piracicaba.

Agenda:

Portugal:

Sábado, 16 junho, 22h

Inquérito comVIDA

Salão Brazil | Coimbra

Mais informações aqui.


21 a 29 de junho
Escola de Verão Alice 2018
Curia | Portugal
Mais informações aqui.

Inglaterra:

Quarta-feira, 4 de julho, 19h

Parada Poética e Inquérito (pocket show)

Made in Brasil Boteco | Londres

Mais informações aqui.

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A Maioridade de Slim Rimografia – ao completar 18 anos de carreira, rapper se prepara para lançar série com 4 EPs em 2018

Slim Rimografia 18 (Foto – Tiago Rocha) bx 7

Antes do rap, Slim Rimografia, nascido Valter Araújo no bairro de Figueira Grande, extremo sul de São Paulo, já estava por dentro do Hip Hop como B-boy e grafiteiro. Com a virada do século, viu que sua criatividade artística poderia também ser música e foi quando, dos passinhos e latas, passou a dedicar mais tempo a rimar de improviso e experimentar batidas.

Passou três anos frequentando e desenvolvendo o freestyle – com o qual se tornou um dos principais nomes nas batalhas – até que lançou o primeiro álbum, Financeiramente Pobre, em 2003, considerado um dos 10 discos mais importantes do Hip Hop nacional pela revista Rap Brasil e site Bocada Forte. Na época, já se dizia que Slim estava dando um novo sangue pelo rap underground, fato consumado pelo modelo de distribuição que empregou quando o trabalho saiu: vendeu mais de 10 mil cópias de mão em mão, em shows, nas ruas, transporte público e por onde passava.

Na contramão dos artistas que buscavam um selo ou gravadora na época, apostou numa distribuição guerrilheira que mais tarde se tornou exemplo para outros artistas. Assim, contribuiu para criar o alicerce que, anos depois, ajudaria o rap nacional a conquistar seu lugar de destaque.

Produtor prolífico, Slim Rimografia é nome constante como beatmaker no trabalho de artistas como Síntese, Criolo, Emicida, Lay, Tássia Reis e outros; como videomaker, assina a direção de seus próprios clipes e produz e dirige vídeos para nomes como Rashid.

(Foto – Tiago Rocha)

A música também o levou para projetos sociais como arte-educador na Fundação Casa, Instituto Sou da Paz e Zulu Nation Brasil, e espaços como Casa de Hip Hop Diadema e Fábricas de Cultura. Em 2011, aventurou-se em lançar em livro uma adaptação do poema “O Navio Negreiro”, publicado em 1869 por Castro Alves e marco do romantismo brasileiro. Para a obra, compôs uma versão atual sobre o poema trazendo-o para os dias de hoje. Junto, fez uma música baseada no tema e convidou os grafiteiros do Grupo OPNI para criarem as ilustrações. Hoje, o livro consta na lista de materiais didáticos do Ministério da Educação e é estudado em escolas de todo o Brasil.

Entre tantas músicas e projetos ao longo de sua carreira, agora que completa 18 anos como rapper, Slim dá início a uma nova fase de lançamentos com o material que produziu intensamente entre setembro e dezembro de 2017.

Organizados por estilos, serão lançados quatro EPs que apresentam as tantas expressões de Slim, verborragia na poesia e nas batidas facilmente comprovada em SinGo, o primeiro da série.

SinGo (capa por César Martins)

Voltado para o trap, grimme e experimentações eletrônicas, este EP é uma introdução à versatilidade que seguirá com os outros três compilados, cada um de proposta única. SinGo reúne as 4 faixas lançadas entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018, e ganha mais 3 inéditas para o tracklist ficar completo.

A foto de capa é uma montagem com referências de todos seus trabalhos lançados e entrega a linha do tempo de Slim com humor ao recriar seu avatar de participante do Big Brother Brasil 14 com detalhes simbólicos de seus tantos anos de música. Os vários eus de Slim Rimografia numa imagem sobre a resiliência de permanecer o mesmo não importam os cenários.

O segundo EP, Mr. Dinamite, tem previsão de lançamento para a segunda quinzena de junho.

Ouça agora: Spotify | Deezer | YouTube |  iTunes | Tidal | Napster | Google Play

Clipes de SinGo: Arte do Gueto”, “Game Rap”, “Mei Dei

Ficha técnica SinGo:

Produzido, gravado e mixado por Slim Rimografia

Masterizado por Luís Lopes, no Estúdio C4

Arte de capa por César Martins

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O outro flow de Rashid: rapper conta histórias de suas letras em primeiro livro, Ideias que rimam mais que palavras – Vol. 1

Rashid – Música de Guerra (Foto – Tiago Rocha) 10

Ideias que rimam mais que palavras – Vol. 1 é o primeiro livro de autoria de Rashid, conhecido pelo bom uso das palavras e pela eloquência que dá ao rap nacional há mais de 10 anos. Ser afiado na rima ficou claro desde as primeiras vivências musicais na rua, palco onde desenvolvia sua escrita e flow enquanto passava pelas mudanças do amadurecimento pessoal e avançava em sua carreira como artista.

Como um diário de bordo, o livro conta a história do Rashid sob outro viés, o dele mesmo. Em primeira pessoa, ele revisita as letras de canções de seu repertório enquanto reconta sua trajetória com detalhes até o ano de 2014, pouco depois de conseguir alcançar o primeiro milhão de seguidores nas redes sociais (feito notável para um artista independente naquela época).

Este trabalho é uma nova maneira de Rashid exercitar a caneta, objeto que o acompanha há tanto tempo que dá para dizer que é sua ferramenta mais importante de trabalho. Os cadernos também, companheiros da trajetória e andanças que o garoto Michel Dias Costa protagonizou nos bastidores enquanto trabalhava sem descanso para escrever essa história que o Rashid tem para contar agora.

Com o mesmo tanto de ritmo e poesia das letras, ler Ideias que rimam mais que palavras – Vol.1 é sentir a escrita como se fosse música, leitura tocante sobre uma história de luta verdadeira. Este livro, que dá a deixa de que outros virão, é o triunfo de uma mente que escolheu brilhar não importasse a escuridão.

(Foto – Moysah Conceic)

Com lançamento marcado para 23 de maio, o livro pode ser adquirido desde já em venda online na loja da Foco na Missão e será vendido durante os shows. No sábado, 26 de maio, Rashid participa da 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, onde faz tarde de autógrafos e se junta ao rapper Renan Inquérito para o salão de ideias “Livrando com o Hip Hop”, sobre literatura, cultura Hip Hop e educação.

Capa por Estúdio Miopia

Sinopse:

Ideias que rimam mais que palavras – Vol.1 é o primeiro livro de Rashid, rapper paulistano que cultiva desde a infância o gosto pela leitura e pelo universo literário. Como rimador, é referência de lírica e traz isso, agora, em novo formato, fazendo crônicas de suas músicas enquanto relembra momentos marcantes da carreira. Rashid narra partes de sua trajetória musical, indo dos dias mais precários até os mais expressivos, ao dar detalhes das composições e daquilo que o inspirou a fazer os versos que o tornaram consagrado.

O livro cobre o período de 2008 a 2014, enquanto construía uma base sólida de trabalho e abria caminho para os sonhos que escrevia em forma de poesia nos cadernos, seus diários de bordo que ainda têm muito a dizer.

Autor:

Nascido em São Paulo em 1988, Rashid é uma das vozes mais fortes do rap nacional. Começou rimando em estilo livre nas batalhas de MCs da cidade e, desde lá, mostrava originalidade nas linhas rimadas. Mais de uma década depois, a vocação para a escrita passa a fazer outro tipo de storytelling, desta vez narrando sua própria história enquanto revisita momentos fundamentais de sua carreira musical em Ideias que rimam mais que palavras – Vol.1, primeiro livro de sua autoria.

Capa e contracapa

Ficha técnica:

Rashid, Ideias que rimam mais que palavras – Vol. 1, 2018

Editora: Foco na Missão Produções Ltda ME

Distribuidora: Foco na Missão Artigos de Vestuário e Musicais Ltda

Editor: Ferréz

Correção: Ni Brisant

Projeto gráfico: Paulo Vida de Castro e Thais Vilanova

Capa: Estúdio Miopia

Venda online: www.foconamissao.com.br

ISBN: 978-85-53174-00-3

Agenda:

Sábado, 26 de maio

18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto

Salão de Ideias – “Livrando com o Hip Hop”, com Rashid e Renan Inquérito

16h30 | Auditório Meira Jr, Theatro Pedro II | Rua Álvares Cabral, 370

Atividade gratuita. Retirada de senha com 1h de antecedência.

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Plataformas Digitais: Spotify | Deezer | Apple Music | Google Play | Napster | Tidal

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O Rap e a Literatura na 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto

Renan Inquérito e Rashid (foto – Márcio Salata) (2)

Renan Inquérito e Rashid fazem parte da programação e falam sobre a influência literária no Hip-Hop

Difícil dizer se primeiro veio o Ritmo ou a Poesia, mas a soma de batidas e palavras que faz do rap uma linguagem é também porta de entrada para o mundo literário e da escrita. Exemplo disso é a facilidade com que os rappers Renan Inquérito e Rashid escrevem por linhas a fio em poesia rimada ou articulando pensamentos.

Durante a 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, Renan e Rashid trazem ao público uma nova maneira de se falar sobre literatura e música, usando o rap como conexão e a escrita como arte transformadora.

Na sexta-feira (25), Renan Inquérito apresenta a sessão “Clássicos da Minha História” com  imersão em “De MANO para MANO(el)”, sarau que homenageia o legado de Manoel de Barros com a modernidade e informalidade da poesia de rua que Renan domina como ninguém. Autor de três livros, Renan é professor, compositor, poeta e MC. Fundou o grupo Inquérito,  atuante desde 1999 e referência do rap produzido no interior de São Paulo.

Renan, “De MANO para MANO(el)” (Foto: Márcio Salata)

No sábado (26), um salão de ideias reúne Renan e Rashid tratando sobre a influência que os livros têm em suas carreiras musicais e o quanto a literatura é fundamental para o Hip Hop. Em conversa sobre educação, sociedade e cultura, os dois mostram os paralelos e conexões entre escrita, leitura e música.

No mesmo dia, Rashid faz lançamento e tarde de autógrafos de seu primeiro livro, intitulado Ideias que rimam mais que palavras – Vol.1, obra biográfica em que conta a própria história através das letras de suas canções.

Rashid (Foto: Tiago Rocha)

A parceria de Renan e Rashid também pode ser conferida na faixa “Turbulência”, no novo álbum do Inquérito, Tungstênio, lançado em março.   

Serviço:

Sexta-feira, 25 de maio

Renan Inquérito em “Clássicos da Minha História”: “De MANO para MANO(el)”

10h30 | Auditório Meira Jr, Theatro Pedro II | Rua Álvares Cabral, 370

Sábado, 26 de maio

Renan Inquérito e Rashid no Salão de Ideias “Livrando com o Hip-Hop”

Tarde de autógrafos com Rashid

16h30 | Auditório Meira Jr, Theatro Pedro II | Rua Álvares Cabral, 370

Atividades gratuitas. Retirada de senha com 1h de antecedência.

 

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MIMO Market ocupa o Memorial 17 de Julho, no Campo Belo, com mercado multicultural

permita-se (remo)

Projeto mensal quer revitalizar a praça do bairro e oferece programação cultural gratuita

O MIMO Market é uma feira livre e multicultural que está ocupando o Memorial 17 de Julho, no bairro do Campo Belo, em São Paulo. Um projeto mensal, o MIMO é um trabalho contínuo que será realizado até o final do ano e quer revitalizar a praça, cenário do acidente da TAM, em 2007.

Focado em sustentabilidade, artes e pequenos e médios produtores, o mercado propõe uma nova utilização do espaço público e busca trazer a população do bairro e arredores para ocupar e usufruir da estrutura da praça. Pensando em melhorias, a feira já começou a reformar partes do espaço e vai continuar trazendo mais benefícios ao local durante as edições futuras.

Com a proposta de fomentar o comércio local e autoral, o MIMO ocupa os 2000m² da praça com expositores variados (roupas, produtos para pets, decoração, saboaria e outros), oficinas de artesanato, música e grafite ao vivo, espaço para crianças, além de, nesta edição, contar com flash tattoo.

A segunda edição acontece no sábado e domingo, 5 e 6 de maio, e já tem mais de 60 expositores confirmados, entre eles o Vegan Club, que oferece diversos produtos veganos e feira de comidas. A programação ainda tem live painting com o grafiteiro e muralista REMO (foto de capa, grafite “Permita-se”), mostra de arte itinerante da FATCAP Galeria, bandas e DJs.

Serviço:

MIMO Market – Mercado Multicultural

Edição de Dia Das Mães

Sábado e domingo, 5 e 6 de maio

Memorial 17 de Julho | Rua Baronesa de Bela Vista, 203 – Campo Belo | São Paulo

Das 12h às 20h

Gratuito

Classificação livre

 

Atrações:

Expositores: Lista completa dos confirmados na página do evento: aqui.

Arte: Live painting com REMO | @remoemfrente

Mostra de arte itinerante com curadoria da FATCAP Galeria

Oficinas: Sábado (5) – Oficina de acessórios em Macramê ministrada por MAKRA (7 vagas)

Domingo (6) – Oficina de Mosaico ministrada pela Cristina do Espaço Viver com Arte (7 vagas)

(atividades gratuitas para maiores de 14 anos. o cadastro deve ser feito com antecedência pelo e-mail oficina@mimomarket.com.br)

ShowsSábado (5) – Sintia Piccin Trio (jazz), às 17h

Domingo (6) – Baile dos Ratos (festa de forró com discotecagem 100% vinil), às 17h

Flash Tattoo: Com XapaTattoo – tatuagens com valores entre R$50 e R$100

 

Siga MIMO Market: Facebook | Instagram

Contatos: Daniela Laça | (11) 95714.1714 | expositor@mimomarket.com.br

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Diomedes Chinaski chega para primeiro show em São Paulo – revelação pernambucana se apresenta na festa Rap Clandestino ao lado de outras atrações e segue com turnê pelo Sudeste

Diomedes Chinaski (Foto – Rostand Costa) bx

Rap ou trap, Diomedes Chinaski ganhou os holofotes pela pegada moderna das colagens que começou a usar quando decidiu caminhar solo. Pernambucano natural de Paulista, está na dianteira de uma cena que agora desponta mirando o sul para mostrar a diversidade das produções atuais do Nordeste.

Chinaski começou a escrever em 2009, quando formou o grupo Chave Mestra, e desde lá dava indícios das boas rimas e sacadas que fazem um letrista do gênero se diferenciar. Além do uso bem feito da caneta, também se destaca pelas combinações de jazz, soul, mangue beat e recortes que vão do gangsta ao R&B.

Esta é a primeira vez que Diomedes se apresenta em São Paulo mas a boa relação com a capital paulista já rendeu parcerias com Emicida, Coruja BC1 e Marcela Maita (em Insomnia2, de Rodrigo Ogi), Rincon Sapiência e diversas criações com DJ Caique, que assina produções com Rashid, MV Bill, Dnasty e outros.

O repertório deste show cobre a discografia com 5 títulos de Diomedes e tem quase todo o tracklist do último EP, Ressentimentos (2017). Alguns dos mais recentes singles, como “Carta para Tyler, The Creator”, “Alma Perdida” e algumas da mixtape Young Baby também devem entrar para a lista.

Diomedes é uma das atrações da festa Rap Clandestino, que junto apresenta Rancho Mont Gomer, coletivo de produções artísticas que tem a mixtape A Procura da Batida Rancheira, e DJ sets com Drop D Bone e Dettona.

Na sequência, ele parte para mais 5 datas confirmadas, incluindo 6/4, ao lado de Mano Brown e convidados na festa Loyalty, no Carioca Club.

Serviço:

Rap Clandestino IV na Casa da Luz

Com: Diomedes Chinaski (PE), Rancho Mont Gomer, Drop D Bone e Dettona

Sexta-feira, 23 de março

Casa da Luz | Rua Mauá, 512 – Centro | São Paulo

A partir das 23h

Ingressos: R$20 (lote 1) | R$30 (lote 2) | R$35 (lote 3)

Nome na lista: R$35 | Porta: R$40     

Vendas online via Sympla: aqui.            

Evento no Facebook: aqui.

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Inquérito apresenta sexto álbum: Tungstênio – novo trabalho reúne Zeca Baleiro, Rashid, Tulipa Ruiz e muitos outros

Inquérito (Diogo Zacarias) bx2

Tungstênio é o sexto e mais afiado álbum da carreira do Inquérito, grupo de rap do interior de São Paulo na estrada desde 1999. O lançamento de 2018 comemora quase duas décadas de dedicação ao Hip Hop e tem 12 faixas, muitas delas com participações nacionais e internacionais. Dentre as parcerias constam Zeca Baleiro, Mato Seco, Tulipa Ruiz, @s rappers Rashid, Diomedes Chinaski e Nicole; Luís Travassos, cantor de fado português, o rapper angolano MCK e a cantora neozelandesa LAWN incrementam a lista com outros sotaques e batidas.

Renan Inquérito, fundador do grupo, conta que no processo de escrita das músicas sempre se deparava com a imagem da caneta, e de forma literal ou figurada, o objeto sempre estava presente nas composições deste álbum. De tanto escrever, se deu conta que a peça principal do seu instrumento de trabalho era a bolinha que fica na ponta da Bic. Ao investigar do que é feito o material esférico que dá forma aos versos, chegou ao título do disco: Tungstênio, nome de um metal resistente, duro, versátil e brilhante, como um bom rap.

“Fui caneta sem tinta tentando escrever

ferindo o papel, machucando, até que…

aprendi quando vi a folha rasgada, não existe vida sem carga.”

(Coração de Camarim)

Reconhecido por utilizar a música para transformação e interferência social, Inquérito traz na canção “Anônimos” o coral Somos Iguais, formado por crianças refugiadas que vivem em São Paulo. Como diz o verso de “Histórias Reais”:

“Numa quebrada do Brasil bem perto de você, só muda o sotaque, o CEP e o RG.”

Universidades, presídios e bibliotecas são territórios comuns quando se trata de Inquérito. As letras já foram temas de vestibulares da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), provando a afinidade do rap com a poesia e a literatura. Dessa atenção e dedicação aos temas sociais surgem os versos de Tungstênio, a rima cada vez mais sagaz que declama com sentimento as duras verdades de nosso tempo. Entre algumas músicas do disco, ouve-se a voz de Renan declamando a poesia “Tungstênio”:

“A gente é que nem os metais, tá ligado?

Uns são suave, outros pesa, uns são comuns, outros raros

Mas… tem um que é zika: TUNGS-TÊ-NIO

Duro e pesado, como a realidade.”

Renan, que também é educador, enxerga a arte como ensino e percorre escolas e unidades da Fundação Casa realizando saraus, shows, debates e oficinas. A vivência e troca dão ainda mais realismo à poética do Inquérito, encabeçada por Renan e endossada pela parceria de mais de 15 anos com o backing vocal Pop Black, que também contribui com as letras. As batidas quem comanda é o DJ Duh, que já trabalhou com o Inquérito no álbum Corpo e Alma (2014) e assina produções com Emicida, Kamau, Rashid e outros.

Tungstênio começa a ser espalhado na íntegra na sexta-feira, 9 de março. A partir de 16 de março, Inquérito começa a turnê de divulgação que mostra ao vivo a fórmula imbatível de MC, backing vocal e toca-discos acompanhada do groove do baixista Marcelo Cruz e do peso das guitarras de Gabriel Adorno. As apresentações têm performances poéticas no estilo spoken word, em que poesias são declamadas entre as músicas mostrando a força da oralidade do rap.

Texto por Toni C., escritor, produtor cultural e membro-fundador da Nação Hip Hop Brasil.

Tungstênio (Foto: Márcio Salata | Capa: Pepê Ferreira/Black Magenta)

Disponível nas plataformas digitais. Escolha o player em: https://ONErpm.lnk.to/Inquerito.

Clipes de Tungstênio:

Artesanato Eletrônico

Lição de Casa

Eaê

Agenda:

16/03 –  Sesc Birigui

21/04 – Sesc Campinas

28/04 –  Caieiras

11/05 – Sesc Ribeirão Preto

Tracklist Tungstênio:

  1. Eaê (com Pop Black)                                              
  2. Turbulência (com Rashid)
  3. Vitrines (com Zeca Baleiro)
  4. Barras de Ouro (com Dadona)
  5. Lição de Casa (com Tulipa Ruiz)
  6. Histórias Reais (com Pop Black, Diomedes e Nicole)
  7. Artesanato Eletrônico 2.0
  8. Perfume da Colônia (com Daniel Yorubá, Mynda Guevara e MCK)
  9. Pega a Visão (com Mato Seco)
  10. Anônimos (com Pop Black e Coral Somos Iguais)
  11. Coração de Camarim (com Luís Travassos)
  12. Cafuné com Caneta (com Pop Black e Lawn)

Ficha técnica:

   Produzido, Gravado e Mixado por DJ Duh no estúdio Groove Arts, exceto* **

   *Faixas 1, 4 e 10 Produzidas por Marcelo Guerche no estúdio FoxP2

   **Faixa 7 Produzida por Pop Black e Dj Duh nos estúdios Black Beats e Groove Arts

   Masterização: Maurício Gargel

   Direção Musical: Dj Duh e Renan Inquérito

   Arte Capa: Pepê Ferreira | Black Magenta

   Foto Capa: Marcio Salata

   Apoio: Saxsofunny

   Produção Executiva e Comunicação: Priscila Prado

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Rashid apresenta CRISE ao vivo no Auditório Ibirapuera – 30/3

Rashid, CRISE (Foto – Elias Mast) bx

Em janeiro, Rashid lançou CRISE, sétimo trabalho de sua discografia e segundo álbum de estúdio. Aguardado pelos fãs, o novo repertório ganha os palcos e será apresentado no Auditório Ibirapuera, em 30 de março.

Experimentadas ao vivo no ano passado, algumas faixas do CRISE já são garantia de uníssono, como “Estereótipo”, “Bilhete 2.0” e “Primeira Diss”. As demais, como “Sem Sorte”, “Música de Guerra”, “Se Tudo Der Errado Amanhã”, “Pés na Areia (Promessas)” e outras, devem apresentar novos arranjos dirigidos por Julio Mossil e Rashid.

CRISE foi lançado como experimento para o mercado musical e sua estratégia elaborada rendeu, até o momento, 18 milhões de plays apenas no Spotify e quase 15 milhões de visualizações dos clipes no YouTube. Os números refletem na quantidade de ouvintes no digital desde que Rashid iniciou o projeto Em Construção, a primeira etapa do novo trabalho, como ter triplicado os ouvintes mensais em players como o Spotify.

Recentemente, a força deste lançamento foi comprovada com a pré-indicação de Rashid ao prêmio britânico UMA Music, na categoria Melhor Música Internacional, em que concorre com “Bilhete 2.0”, regravação de “Bilhete” (EP Hora de Acordar, 2010) que tem participação do cantor carioca Luccas Carlos. A canção é um dos pontos altos do show e a que conta mais acessos nas plataformas (no Spotify, chega a quase 10 milhões de plays).

Luccas é um dos convidados de Rashid para a apresentação, e também Ellen Oléria, que empresta a potência de sua voz em “Se Tudo Der Errado Amanhã”. Rashid vem acompanhado de DJ Mr. Brown, Godô (backing vocals), Jhow Produz (bateria), Renato Taimes (guitarra) e Weslei Rodrigo (baixo). Além do repertório de CRISE, a apresentação tem sucessos como “Ruaterapia”, “Gratidão”, “Patrão”, “Virando a Mesa” e “Homem do Mundo”.

Rashid se prepara para lançar seu primeiro livro ainda no primeiro semestre. O trabalho traz histórias que inspiraram rimas do início de sua carreira, detalhes das letras e memórias que o acompanham.  

Serviço:

Rashid apresenta CRISE

Sexta-feira, 30 de março

Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer | Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Parque Ibirapuera

Horário: 21h

Ingressos: R$30 (inteira) | R$15 (meia)

Venda online via www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do Auditório a partir de 16/3.

A apresentação conta com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Evento no Facebook: aqui.

Ouça CRISE: Spotify | Deezer | Apple Music | Google Play | Napster | Tidal

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Macaco Bong dá sequência aos shows do álbum Deixa Quieto – trio se apresenta no Sesc Consolação, dia 5 de fevereiro

Macaco Bong (foto – Jairo Lavia)

Quando o Macaco Bong começou a se aventurar em refazer algumas do Nevermind durante os ensaios, a ideia era mais uma brincadeira e passatempo durante as horas de estrada. Álbum citado como discografia básica nas influências da banda, o lançamento de 1991 do Nirvana sempre rondou a criação do próprio Macaco Bong, a exemplo da epifania de distorções e ondas criadas por pedais e microfonias.

Já experimentado ao vivo em diversas ocasiões e palcos no ano passado, o álbum Deixa Quieto, em que Macaco Bong refaz o repertório de Nevermind a seu estilo peculiar, mostrou que a força e importância do disco do Nirvana são imperecíveis.

Além de figurar com destaque nas listas de melhores álbuns de 2017, Deixa Quieto faz bonito também diante dos fãs – os do Macaco Bong e os do Nirvana. Os shows com este repertório estão saciando os nostálgicos com um novo gás: a assinatura afropsicodélica  cravada como traço da personalidade Bongiana.

Macaco Bong já perdeu as contas de quantos shows fez de Deixa Quieto até agora e cada apresentação é como se fosse a primeira. Para 2018, a banda (que voltou ao formato trio) deve pegar estrada para divulgá-lo e abre a agenda do ano com apresentação no Sesc Consolação, dia 5 de fevereiro, dentro da programação Instrumental Sesc Brasil.

Serviço:

Macaco Bong no Instrumental Sesc Brasil

Segunda-feira, 5 de fevereiro

Sesc Consolação | Teatro Anchieta | Rua Dr. Vila Nova, 245 – São Paulo

Às 19h

Gratuito

Retirada de ingressos 1h antes na bilheteria do Sesc

Confirme presença: aqui.

Ouça Deixa Quieto: Spotify | YouTube | Deezer | iTunes | Napster  

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Herod e Jupiterian vão estremecer as paredes do CCSP

Herod + Jupiterian @ CCSP (FB)

No domingo, 4 de fevereiro, é dia de ver Herod e Jupiterian tirando altos barulhos de seus instrumentos no CCSP. A data marca o lançamento dos álbuns que ambos finalizaram no ano passado e que continuam a ser trabalhados 2018 afora.

Primeiro show produzido pelo selo Sinewave este ano, a escolha por Herod e Jupiterian para a apresentação teve um fundamento peculiar: apesar de fazerem “música para gente estranha”, ou catalogada como “música torta”, os fãs e seguidores dessas extremidades da música são muito fiéis e costumam acompanhar os trabalhos bem de perto, principalmente nos shows.

Foi o que aconteceu com o Jupiterian durante o Dia da Música 2017, por exemplo, quando tocou no palco da Sinewave, no Largo da Batata. Era esperado que os shows apresentados pelo selo seriam de Música Absurda, mas o que se diz no geral das 14 apresentações daquela tarde (que foram divididas com a Howlin’ Records) é que o Jupiterian causou várias reações adversas. Talvez por não se haver muito doom metal tocado à luz do sol, como foi naquele dia? O que vale é dizer que nos extremos também há vida, e que lá é onde a música se mantém sempre autêntica.

Jupiterian divulga atualmente Terraforming, álbum lançado em novembro pelo selo indiano Transcending Obscurity Records e que no Brasil teve parceria da Sinewave. Talvez um disco cuja proposta de doom metal extremo com black/sludge não seja noticiado pela mídia da maneira como poderia, mas sabe-se que para o público deste segmento grandes são as obras produzidas em pequena escala nos confins da Finlândia, Noruega, Suécia e Brasil. Terraforming arrancou elogios daqueles que se deram à experiência de escutá-lo.

A Herod, por sua vez, já deixou claro que o repertório do último álbum, o ousado tributo ao Kraftwerk, chamado simplesmente Herod Plays Kraftwerk, sempre pode ser tocado no máximo que o sistema de som aguentar. Ouvir a sinfonia de guitarras + baixo, verdadeira orquestração noise de medida exata, é um deleite. Acompanhar a bateria e os mínimos detalhes recriados para cumprir a tarefa de mexer em músicas tão clássicas é outro vislumbre. Para esta apresentação, a Herod agrega Azeite de Leos (Testemolde) na segunda guitarra e deve chegar ao nível mais alto de decibéis permitidos.

 

Serviço:

Herod e Jupiterian

Domingo, 4 de fevereiro

Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso (SP)

Das 18h às 19h30

Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia)

À venda na bilheteria do CCSP ou online, via Ingresso Rápido, aqui.

Ouça:

Herod, Herod Plays Kraftwerk

Jupiterian, Terraforming

Sinewave: Produtora e selo, a Sinewave tem um extenso catálogo de lançamentos construído desde 2008. Apostando nas linguagens instrumentais, experimentais e barulhentas, quase 90 bandas e artistas somam mais de 200 álbuns lançados por eles.

Contato: sinewave@sinewave.com.br

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