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Distúrbio Feminino

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Sammliz convida Dona Onete para cantar a divindade feminina em novo single, “Deusa da Lua (Mulher Perigosa)”

Sammliz e Dona Onete (Foto – Liliane Moreira)

A mulher soberana de si, atenta a seu divino, potência e força é a “Deusa da Lua (Mulher Perigosa)”, protagonista do novo single de Sammliz com Dona Onete, uma parceria que reforça a ancestralidade feminina e seu poder. Criada ocasionalmente durante uma festa, a canção teve seus primeiros versos cantados ali mesmo, numa conversa informal e que mais tarde seria concretizada em estúdio.

“Dona Onete começou ali mesmo, na minha frente, a esboçar letra e melodia, e rápido saquei o celular para gravar”, relembra Sammliz sobre a ocasião. “Falávamos sobre dificuldades nos começos e recomeços na vida, amores, trabalhos e do quanto ser mulher desempenhando posições de liderança é maravilhoso e também intimidador para grande parte da sociedade”, diz ela sobre o tema e a letra que canta a mulher à frente de sua vida e suas escolhas, a mulher mais perigosa dos tempos modernos.

Não fossem as guitarras pesadas, “Deusa da Lua (Mulher Perigosa)” poderia soar como um brega estiloso, um tanto sombrio, grave como as vozes que a interpretam. A magia feminina inata acena para o mundo, poderosa e confiante de si, “sem aplausos para ninguém”, como reforça o refrão.

A nova faixa é o primeiro lançamento inédito de Sammliz desde o debut Mamba, álbum solo lançado em 2016 pela Natura Musical, e chega também com videoclipe. Assinado pela diretora Adrianna Oliveira (também na direção do clipe anterior de Sammliz, “Quando Chegar o Amanhã”, e premiada com o curta-metragem “A Batalha de São Braz”), o clipe foi realizado com fundos do Edital do Prêmio Produção e Difusão Artística 2017 – Programa Seiva da Fundação Cultural do Pará (FCP).

O clipe, com belas paisagens gravadas em Mosqueiro e Belém, traz a história de uma deva (entidade feminina da natureza) aprisionada a um pequeno mundo dentro de um caleidoscópio, metáfora para a caixa de Pandora, aqui representando o olhar julgador, reducionista e de desejo da sociedade. A deusa presa no caleidoscópio é uma arma de punição à opressão (representada pelo homem que a observa como um voyeur/stalker), abordando o aprisionamento imposto à mulher por papeis estabelecidos, padronizados e cobrados pela sociedade. A liberdade da mulher perigosa retratada como luta, busca, conquista.

“Deusa da Lua (Mulher Perigosa)” é uma co-autoria de Sammliz com Dona Onete, produzida por Sammliz e Leo Chermont (Strobo) e teve direção artística de Carlos Eduardo Miranda. O single é lançado pelos selos Doutromundo e Floresta Sonora. O videoclipe, além da direção de Adrianna Oliveira, tem fotografia por Thiago Pelaes e participação de Elida Braz Zahy Tata, atriz, cineasta, produtora e ativista ambiental paraense.

(Foto: Liliane Moreira | Arte: Enio Vital)

Sammliz é atração confirmada no Festival Trêspraum, em São Paulo, no sábado, 25 de novembro, e em São Luís (MA), no Festival BR135, em dezembro.

Ouças nos canais: Spotify | Deezer | iTunes | Youtube  

Ficha técnica:

Música:

Letra e vozes por Sammliz e Dona Onete

Produzida por Sammliz e Leo Chermont

Mixada por Rodrigo Sanches (Rootsans Studio)

Masterizada por Fernando Sanches (Estúdio El Rocha)

Direção artística por Carlos Eduardo Miranda

Lançamento por Doutromundo e Floresta Sonora

Vídeo:

Direção: Adrianna Oliveira

Assistência de direção: Adriana Faria

Direção de fotografia: Thiago Pelaes

Assistência de fotografia: Kemuel Carvalheira e Júlio Cesar

Produção executiva: Sammliz e Luana Klautau

Coordenação de produção: Luana Klautau

Produção: Thamires Veloso e Laís Teixeira

Direção de arte: Tita Padilha

Making of e still: Erik Lopes, Liliane Moreira

Elétrica: Jerri Pamplona

Atriz: Elida Braz Zahi Tata e Kemuel Carvalheira

Catering: Regina

Siga Sammliz: Site oficial | Facebook | Instagram | YouTube

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Grrrl Germs Extra – A Mulher na Música vai ter o que ela merece: vem aí Women’s Music Event Awards by Vevo, primeira premiação à produção feminina no país

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A plataforma Women’s Music Event, criada e lançada em 2016, veio trazer uma nova ferramenta essencial para todas as mulheres da música no Brasil: um banco de dados e trocas de serviços de todos os tipos dentro da cadeia de produção musical e cultural. A ideia bombou e foi prontamente aderida por centenas de mulheres espalhadas pelo país (e até brasileiras no exterior). Esta rede, pensada e idealizada pelas incansáveis Claudia Assef (jornalista e DJ/Musicnonstop) e Monique Dardenne (header da MD/Agency), tem  promovido encontros e negócios desde que entrou no ar, e ainda nos possibilita ficar de olho no trabalho de mulheres fora de nossos círculos.

Após um ano de muito trabalho levando a ideia da WME para várias feiras de música e negócios pelo país – e promovendo ações diversas, como o Plano de Menina e o WME Seda Session – neste segundo semestre, a sacada vai muito além: a WME promove a primeira premiação exclusiva às mulheres do mercado musical no Brasil e está conseguindo movimentar uma quantidade imensa de pessoas do norte ao sul.

Em parceria com a Vevo Brasil, o Women’s Music Event Awards vai premiar mulheres em 13 categorias, além de fazer uma homenagem a uma artista ainda surpresa. A mecânica da premiação foi elaborada pela WME e por Fátima Pissarra, diretora geral da Vevo Brasil, que conseguiram mapear mulheres de todo o país para serem as embaixadoras e responsáveis por indicarem nomes em todas as categorias. Desta seleção das embaixadoras, os nomes mais citados entrarão para a lista final; o público participa votando em 6 categorias, as outras 7 serão votadas por um júri técnico.

A ideia do prêmio veio para ser “um acelerador do reconhecimento [da Mulher na música] e de uma futura mudança no mindset da indústria”, como conta Claudia Assef na entrevista abaixo. Uma iniciativa que demanda organização e muito tempo, a premiação tem tudo para estabelecer definitivamente a importância da Mulher no mercado e mostrar que as previsões de um Futuro Feminino estão em dia.

O prêmio valoriza o trabalho das mulheres no palco e nos bastidores, nas redações, nos estúdios. As categorias elegem melhor álbum, música, cantora, DJ, revelação do ano e videoclipe (por voto popular), e diretora de videoclipe, empreendedora musical, instrumentista, jornalista musical, radialista e melhor show (pelo júri técnico/embaixadoras).

As finalistas serão anunciadas em noite especial, com festa de premiação no dia 28 de novembro, em São Paulo.

A votação está aberta ao público no site da WMEwww.premio.womensmusicevent.com.bre pode ser feita até 3 de novembro.

Leia abaixo o nosso “Perguntas Feitas com Frequência” com Clau Assef sobre o prêmio e tudo mais:

>>> Por que uma premiação assim?

Acreditamos que uma premiação é um grande momento de reconhecer um trabalho e de mobilizar atenções para ele. Estamos passando por um momento muito especial de valorização da mulher, em diversos aspectos. No âmbito da música, que é o nosso metiér, temos visto cada vez uma movimentação em prol do aumento do protagonismo da mulher. Mas ainda estamos anos luz de ter uma equidade de gêneros. Acreditamos que uma premiação seja um fator acelerador desse reconhecimento e de uma futura mudança de mindset da indústria, que é um dos nossos objetivos. Gostaríamos de ver um mercado em que, daqui a 10, 15 anos, nossa batalha por direitos iguais se esvazie. Porém, se não metermos o pé fundo no acelerador, isso só vai sendo adiado pra um futuro cada vez mais distante.

>>> Como surgiu? Em que momento juntaram WME e Vevo? O que motivou/qual foi o gatilho?

WME e VEVO foi uma caso de amor à primeira reunião. Eu, a Mo e a Fátima somos muito sinceronas e eloquentes. A gente fala o que pensa (especialmente a Fátima, rs) e isso nos uniu imediatamente. Ela nos deu uma força imensa pra realização da nossa primeira conferência, que rolou em março deste ano, e logo em seguida já sentamos pra falar da premiação – que era um sonho a médio prazo do WME, mas que, com o peso da VEVO e a determinação e a força da Fátima, nos predispusemos a fazer logo este ano! Já que é pra tombar…

(Claudia Assef, Fátima Pissarra e Monique Dardenne)

>>> Pra que? Quais as motivações? Como acham que esta ação pode impactar o mercado e o feminismo em si?

A ideia principal, a maior motivação, é reconhecer o trabalho das mulheres da indústria da música para além dos palcos. Por isso pensamos em categorias mais técnicas, como diretora de videoclipe, produtora musical, para que essas profissionais se sintam reconhecidas também. Sentimos que muitas mulheres ainda se intimidam diante de uma mercado tão dominado por homens. Esse será um momento para celebrar as mulheres da indústria e provocar novas artistas e profissionais a não desistirem de seguirem seu caminho na música, seja ele qual for (cantora, rapper, produtora, DJ, VJ…)

>>> Quem pode participar da votação? E como proceder?

Inicialmente, criamos um corpo de embaixadoras de todas as regiões do Brasil para mandarem suas indicadas nas 13 categorias (6 voto popular e 7 técnico), para que  essas indicações não partissem apenas da gente (WME e VEVO) e, por consequência, se tornasse algo muito centrado no eixo SP-RIO. Computamos esses votos e abrimos para votação popular nas categorias melhor álbum, cantora, DJ, videoclipe, revelação do ano e melhor música. A votação das categoria Júri Popular começa no dia 18 de outubro e estará no nosso site. As outras 7 categorias serão escolhidas pelas embaixadoras em votação fechada num sistema online.

>>> Como montaram o time de embaixadoras? Há mulheres do Brasil todo, como chegaram nelas?

Sim são mulheres de todas as regiões do Brasil. Cruzamos nossas agendas (eu, Mo e Fátima) e fizemos de forma que todos os segmentos estivessem representados. Os nomes delas a gente só vai divulgar depois da premiação pra manter a integridade da votação.

>>> Quando? E como vai ser a festa de premiação?

Vai ser dia 28 de novembro, em SP, com transmissão ao vivo pela VEVO e por nossas redes.

>>> Em que/quem se inspiraram para bolar a premiação – referências, motivações de mercado?

Em mulheres que são ícones pra nós, que já tomaram muita porrada, na vida real e na carreira, nomes como dona Helena Meirelles, Tina Turner, Madonna, Inezita Barroso, Björk, Rita Lee, Sonia Abreu, Tassia Reis, Liniker, Alcione, Wendy Carlos… são muitas mulheres fortes que nos inspiraram e nos motivam a dar o nosso melhor pra que mais mulheres se inspirem e busquem ocupar seu papel na música.

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Antes de sair para nova turnê, Paula Cavalciuk apresenta videoclipe em animação. Assista “Morte e Vida Uterina”:

Paula Cavalciuk – Morte e Vida Uterina (Por Daniel Bruson) alta (1)

Embalada pela melodiosa guarânia paraguaia, “Morte e Vida Uterina”, faixa que abre o álbum Morte & Vida (2016), de Paula Cavalciuk, é uma saudosa e dolorida canção sobre a puberdade da mulher e seus tantos questionamentos. Inspirada nesta idiossincrasia dos ciclos da vida, a faixa passa um sentido de pertencimento, um reconhecer que é inerente à mulher e às sucessivas transformações trazidas pela menstruação.

Agora sendo lançada com videoclipe oficial, “Morte e Vida Uterina” ganha mais significado com as cenas protagonizadas por uma menina que vai se tornando mulher e no caminho é destruída e se reconstrói muitas vezes. Assinado pelo diretor Daniel Bruson (premiado com o curta “Pete’s Story”, no Anima Mundi 2016, e diretor de arte da série “Angeli The Killer”), o vídeo é um stop motion feito com objetos cotidianos e animados quadro a quadro. A escolha por materiais como folhas secas, botões, recortes de revistas, jornais, fotografias, lãs e correntes dá às imagens uma textura de vida.

(Por Daniel Bruson)

Bruson, que também dirigiu o clipe anterior de Paula, “O Poderoso Café”, assina agora com ela o argumento, além da produção, animação e montagem, e precisou de seis meses para criar o clipe. Construir e combinar os elementos, escolher texturas, cores, criar personagens e formas a partir do que cada cena pedia foi um processo espontâneo e instintivo, conta Daniel. Ele explica que manteve a forma do clipe aberta apesar do roteiro já definido, uma vez que o próprio processo de animação traz ideias novas: “Por exemplo, quando vi o comportamento da corrente de metal, imaginei aquele momento em que a personagem tem um corpo fluido, de forma indefinida, meio ameba, e isso por consequência sugeriu aqueles seres abissais que a atacam. Ou então, quando vi que recortes de revista tinham uma textura mais interessante se amassados, me ocorreu a ideia para o momento em que a personagem está cercada por uma “floresta de pernas”, que se dobram e se amassam tentando cercá-la”.

Usando uma metáfora sutil sobre resiliência, os óculos vermelhos de aro redondo, já uma característica marcante de Paula Cavalciuk, são o único objeto que se conserva em meio a tantas mudanças, mostrando uma essência que não se abala durante os ciclos.

(Por Daniel Bruson)

O novo vídeo soma ao catálogo de clipes lançados pela cantautora e também anuncia as novidades do segundo semestre, que já começaram com a apresentação de Paula Cavalciuk no Rock in Rio, parte da ação #SKYRocks, que consistia em levar quatro artistas para uma road trip até o Rio de Janeiro e usar o material para a série Na Rota do Rock, produzida pela Sky Brasil. Paula se apresentou na sexta-feira, 15 de setembro, no palco Sky Rock Station e agora segue a agenda de shows com turnê pelo sul e sudeste, entre outubro e novembro. Após essas datas, Paula e banda embarcam para shows no Nordeste e Norte.

A produção do clipe de “Morte e Vida Uterina” foi possível através do Apoio Institucional da Prefeitura Municipal de Sorocaba, através da Secretaria de Cultura – Lei de Incentivo à  Cultura nº 11.066/2015. O projeto inclui uma oficina gratuita de animação, ministrada por Daniel Bruson, marcada para 21 de outubro, em Sorocaba, com inscrições para 30 participantes.

Ficha técnica clipe “Morte e Vida Uterina”:

Direção, animação, roteiro, montagem: Daniel Bruson

Argumento: Paula Cavalciuk e Daniel Bruson

Assistência de Produção: Rafael Bruson Moretti

Produção Executiva: Samantha Alves Silveira

Agenda:

8/outubro: Festival Febre | Sorocaba (SP)

11/outubro: Itapeva (SP)

12/outubro: Curitiba (PR)

13/outubro: Florianópolis (SC)

14/outubro: Pomerode (SC)

15/outubro: Blumenau (SC)

20/outubro: Caxias do Sul (RS)

21/outubro: Passo Fundo (RS)

22/outubro: Porto Alegre (RS)

Ouça o álbum Morte & VidaSite oficial (com download gratuito) | Spotify | TIDAL | Google Play | Napster | Deezer | iTunes | SoundCloud | Youtube

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Distúrbio FemininoProdução CulturalSuper Novas

Distúrbio Feminino reúne música e mídia feminista para terceira edição de festival (22/7)

Arte DF 3 – Por Ana Beatriz Resende – baixa 2

Evento fomenta a cultura do faça-você-mesma com encontro de gerações do punk feminista brasileiro, shows únicos, mídia independente e muita produção artística feminina.

O Riot Grrrl BR tem encontro marcado no dia 22 de julho durante a terceira edição do Distúrbio Feminino Fest!

A velha e a nova Escola do Punk Feminista Nacional vêm muito bem representadas com:

Dominatrix! Em apresentação dos 20 anos do primeiro álbum, Girl Gathering, o quarteto, fundado em 1995 e fundamental para o punk brasileiro, se reúne especialmente para tocar este clássico de 1997 e muitas outras essenciais de seu precioso catálogo. Apenas imperdível!

Charlotte Matou um Cara! Vem pra mandar a real sobre ser Mulher Punk no Underground atual e mostrar ao vivo toda a porrada do álbum de estreia, lançado em abril. Minas cospem fogo: vai ser explosivo.

Teremos as divinas forasteiras para shows únicos em SP:

Soror! O ressoar ancestral ecoa lá de Brasília e chega com densidade através do quarteto. Invocação, rituais. Sonoros. Experimentais. Explorar e extrapolar os instintos. Abstração. No repertório, faixas do primeiro EP (2014) e muitas inéditas.

Katze! De Curitiba, Katze é uma sensação. Trabalho solo de Katherine Zander, integrante do duo Cora, vamos celebrar as fases da Lua com ela e o repertório de Moon Phases of a Relationship, primeiro – e badalado – EP que saiu em março. Minimal jazz com o brilho das guitarras lo-fi e um marcante downbeat para acompanhar o mergulho nas estrelas.

Nas paredes, arte poética e guerrilheira com expo de lambes de Ryane Leão/Onde jazz meu coração.

Ainda na programação: roda e encontro sobre Mídia Feminista no mundo virtual e fora dele ::: como e porquê comunicar é empoderar ::: mulheres produtoras de conteúdo que usam meios variados como ferramenta para o Novo Feminismo. Com participação de:

PapodeMulher – canal no YouTube

Beliza Buzollo/Na Ponta da Língua – quadrinhos

Ryane Leão/Onde Jazz Meu Coração – lambe/poesia

Monique Dardenne Women’s Music Event

Cris Rangel/Lôca do play – livro/poesia

Maria Luísa Lopes/Delirium Nerd – blog cultura pop

Luciana Roedel e Marina Marchesan/PPKdanada – zine

Camila Visentainer/Melão Cólica/Coletivo Cósmico – zine

+ a confirmar

Bazares e comidas também fazem parte:

Expositorxs:

Coletivo Cósmico – bordados, desenhos e outras produções manuais do coletivo artístico de Santo André

PPKdanada Zine (RJ)

Pedra – joias de prata de Luciana Roedel

Bertha Lutz – merchs especiais da banda mineira

L’oiseau Acessórios Vintage – acessórios raros de toda parte do mundo

Empodera Distra – camisetas, moletons, bottons e mais artigos lindos de nossas bandas feministas preferidas!

Camisetas da XXT Power

Pussy Art – bijuterias artesanais de ppks

Atitudiyane – bijux de bucetinha

+ a confirmar

Cozinha:

Fernanda Gamarano, guitarrista/vocalista da Der Baum e fotógrafa talentosa, vem trazer as delícias de seus quitutes da Fefas Massa.

Discotecagem 101% Distúrbio Feminino Hits e Grrrl Germs Essentials!

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Serviço:

3º Distúrbio Feminino Fest

Sábado, 22 de julho

Associação Cultural Cecília | Rua Vitorino Carmilo, 449 | São Paulo

A partir das 15h

Classificação livre

Ingressos: R$15 (antecipado/reserva) | R$20 (no dia)

Vendas apenas em dinheiro

Ingressos limitados

Lote de ingressos antecipados: 100 unidades

Reserve por email (contato@supernova.mus.br) ou telefone/whatsapp (11 94148.2842)

Link do evento no Facebook, aqui.

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Live streaming por Menu da Música.

Realização: Supernova

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O Distúrbio Feminino é uma plataforma de empoderamento feminino através da música e das artes. Tem foco na produção nacional mas está de olho no mundo todo. Produz conteúdo em zine, blog e podcast, além de produção de eventos e artistas. 

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Grrrl Germs Extra ::: Entrevista com Camila Visentainer

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“As artes manuais nos colocam em outra frequência, desligamos dos alarmes, entramos num estado quase meditativo”, diz Camila Visentainer sobre sua produção artística manual. Nascida em São Paulo, a Camila explora diversas mídias para apresentar as inspirações e vontades de criar que surgem no dia-a-dia.

Os trabalhos a mão são seu ponto forte e também um suspiro criativo em tempos de supremacia tecnológica; dedicar-se às artes como bordado e crochê promovem uma volta aos instintos ancestrais e também uma reconexão com o próprio Eu.

A expressão artística também serve como busca pelo empoderamento e descoberta de si. E essa expressão artística é bem poliglota: fala através de zines, desenhos, colagens e até mesmo comidas. O importante é perceber que todos esses idiomas convergem para uma mesma língua: a transformação e realização pessoais. Desta maneira, a Camila vai seguindo por muitos caminhos, experimentando possibilidades e inspirando tantas outras mulheres a também criarem suas realidades.

(Camila Visentainer)

Além de nos conceder esta entrevista, a Camila faz parte do novo zine do Distúrbio Feminino (a edição #4, marcada para sair ainda neste mês), com uma ilustração tão especial que fica difícil não ficar hipnotizadx. Ela é também uma das convidadas do nosso festival (que vai rolar dia 22/julho, em SP) e fará parte da roda de conversa sobre Mídia Feminista Online/Offline ao lado de outras mulheres produtoras de conteúdo.

Leia abaixo:

Distúrbio Feminino: Qual sua relação com o mundo das artes? Algo que vem de família ou foi um interesse próprio?

Camila: Acho que uma mistura das duas coisas. Meu pai sempre gostou de música e desde pequena eu ouvia de tudo com ele. Sempre fui muito criativa, gostava de desenhar, recortar, costurar, de tudo que eu pudesse criar com as mãos. Com o passar dos anos esses interesses só foram evoluindo e se aperfeiçoando, acho que eu não seria feliz fazendo outra coisa da vida que não fosse arte.

DF: Como começou a desenvolver suas habilidades?

Camila: Quando terminei o ensino médio e entrei na faculdade de jornalismo conheci a fotografia, e a partir daí as coisas começaram a fazer mais sentido. Percebi que capturar imagens e torná-las belas e instigantes era o que mais me fazia feliz, saí da faculdade e fui estudar fotografia, depois desenho, música, vídeo… Fui cada vez mais entrando de cabeça em todos os assuntos e linguagens que permitiam me expressar.

DF: Com quais linguagens artísticas você trabalha?

Camila: Fotografia, vídeo, desenho, colagem, bordado e crochê, mas com fortes paqueras com a música e a performance.

DF: Você editava e produzia dois zines impressos, o do Coletivo Clandestino e o Melão Cólica. Um era uma ideia colaborativa e o outro produzido apenas por você. Pretende voltar a fazer zines? O que essa mídia pode transmitir?

Camila: Pretendo, sim. Sempre que vejo que tenho uma quantidade boa de material legal acumulado, eu edito um Melão Cólica, e em breve terá um do Coletivo Cósmico também. Acho que é uma mídia democrática, sem censuras, todo e qualquer assunto pode ser abordado num zine, e esse material pode chegar nas mãos de qualquer pessoa. É uma ótima ferramenta para difundir a arte, ideias, assuntos polêmicos, poesia, enfim, qualquer assunto.

DF: Atualmente, você tem se dedicado mais ao bordado, certo? Muitas mulheres estão aderindo e vários grupos se reúnem para aprender as técnicas e inventar. O que você acha que produziu esse revival de bordar?

Camila: Sim, tenho produzido em todas as linguagens mas, nesses últimos meses, tenho feito vários bordados. Acho que as pessoas estão em busca de coisas mais “verdadeiras”. Viemos de um movimento forte de produção em série, tudo feito à máquina, relações virtuais, falta de tempo, e o resgate do bordado traz de volta essa conexão consigo. É um exercício de paciência difícil de executar em tempos tecnológicos que tudo acontece na velocidade de um click, mas no fundo todxs nós estamos precisando, de alguma forma, dar uma distanciada desse mundo virtual. Sem contar que o bordado deixou de ser algo careta, feito pra decorar enxovais, e passou a ser uma linguagem artística e descolada que está dialogando com assuntos atuais.

DF: Você faz parte do Coletivo Cósmico. O que fazem juntas e o que querem passar?

Camila: Fazemos arte. O coletivo surgiu pra nos manter em movimento constante e pra nos instigar artisticamente. Somos todas muito inquietas e o coletivo é a casa da nossa produção autoral. Queremos que nossa arte faça as pessoas pensarem sobre si e sobre o mundo.

DF: No Coletivo, vocês promovem desafios entre si com temáticas feministas. Como elaboram os desafios e como funcionam?

Camila: Todas são livres para propor o tema que quiserem, anotamos todos num papel e vamos fazendo os temas de forma aleatória. Somos diferentes e cada uma tem a sua busca, então os temas propostos sempre nos tiram da zona de conforto. Às vezes um tema proposto pelas meninas não tem nada a ver com minhas reflexões no momento, e isso que é bacana, ser instigada a produzir coisas que às vezes nem passaram pela minha cabeça, um desafio mesmo!

DF: Como você mantém/busca inspiração?

Camila: Andando de bicicleta, ouvindo música, cuidando das minhas plantas e estudando.

DF: Quais seus temas favoritos? (feminismo, natureza, cosmos, etc)

Camila: Gatos! Brincadeira, rs. Acho que meu tema favorito é o que eu sinto. Sempre produzo baseada em algo que está dentro de mim e preciso colocar pra fora. Às vezes a criação faz parte de um processo de estudo, mas não se limita a algo específico. Quando eu estava estudando sobre o veganismo produzi uma série de fotografias de pratos veganos. Minha vivência com o jardim deu início a uma série de desenhos de observação das plantas usando tinta. Minha vivência como Mulher e meu processo de desconstrução e libertação do machismo me faz bordar temas feministas, e por aí vai.

DF: Qual a importância de nos dedicarmos às artes manuais em tempos de tanta tecnologia?

Camila: As artes manuais nos colocam em outra frequência, desligamos dos alarmes, entramos num estado quase meditativo, e isso é importantíssimo para o auto-conhecimento e auto-controle. Sem contar que algo manual, feito pela sua própria mão, gera um sentimento forte de empoderamento.

DF: O atual movimento empoderador das mulheres frisa que devemos nos expressar como quisermos. Qual liberdade você ainda quer conquistar fazendo sua arte e sendo Mulher?

Camila: Liberdade de ir e vir sem receios, de ser exatamente quem eu quero ser e não me preocupar com julgamentos ou padrões. Quero que minha arte faça outras pessoas também se sentirem poderosas e maravilhosas. Outra coisa que busco sendo Mulher nas artes é igualdade: que existam mais mulheres expondo e menos mulheres expostas nas galerias (e em todo cenário artístico).

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Grrrl Germs é a coluna do Distúrbio Feminino com links, dicas e piras sobre música, feminismo, tendências, cena nacional, comportamento e tudo mais sobre a Mulher, os meios, o som e o Sagrado. Este boletim soma à nossa produção de conteúdo feita em zine impresso, podcast, posts em redes sociais, playlists e demais mídias. Comentários, sugestões, dicas e erratas podem ser enviados por e-mail: contato@supernova.mus.br.

 

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Grrrl Germs – 14/5

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A incrível arte de tentar manter uma coluna versus o curto tempo/espaço para se dedicar a ela ::: Grrrl Germs com crushes, memorabilia cult, meninas comunicadoras e leituras:

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Pode deixar anotado na agenda que dia 22 de julho  tem Distúrbio Feminino Fest! Muita música e arte feminina/feminista pra fortalecer. Teremos shows incendiários 🔥, expo de artes/artesanato, comidas deliciosas e roda de conversa sobre mídia online/offline feita por mulheres. Mais e outros detalhes em breve….

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Crush recentes 💘:

>>> Princess Nokia é o alterego de Destiny Frasqueri, cantora e compositora americana de descendência porto-riquenha. Usando referências do hip hop e do R&B 90/2000 – além dos toques afros, latinos e asiáticos -, Nokia tem o discurso feminista e de equidade na ponta da língua:

Como Princess Nokia, posso projetar os aspectos multi-dimensionais de mim mesma que não podia expressas como Wavy Spice [antigo nome artístico que usava]. Posso me aventurar por qualquer estilo de música ou identidade que eu queira sem confusão. Eu faço música mundial – música que fala com todos os tipos de pessoas. Meninas latinas no Harlem, noivas adolescentes no Oriente Médio, meninos gays na Ásia. Gravadoras não importam mais. Minha música é cósmica e tridimensional e ela fala quem é a Princess Nokia de verdade. Princess Nokia é som. É progressão. É tudo o que sou. (Bullet Magazine)

Todos os singles valem o play e o replay. Visite o canal dela no Youtube pra conhecer mais:

>>> Ryane Leão é a mina. Preta, empoderada, a liberdade em pessoa. Você pode conhecer pedaços da Ry pelas ruas de SP através das poesias e dos lambes que ela espalha pela cidade. Frases feministas, confissões, afirmações e devaneios colaborativos ou devidamente carimbados com sua carinhosa assinatura Onde Jazz Meu Coração. A Ryane é uma das minas confirmadas para a roda de conversa sobre mídia feminista no nosso fest. 💖

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Memorabilia:

>>> Alice Bag & Darby Crash (The Germs):

Alice Bag postou essa foto de seu arquivo pessoal há poucos dias. No post, a história de como ela e Darby passavam horas conversando sobre como mudar o mundo e levar a liberdade do punk rock para todxs. Alice conta sobre seu livro, Violence Girl (2011), cuja proposta era dar voz às mulheres punks da época – já que as matérias/reportagens geralmente citavam apenas os homens. Isso me lembrou da entrevista que ela deu ao zine do Distúrbio Feminino:

Um dos motivos pelo qual o punk era tão atraente é que, na metade dos 70, o rock não tinha muitas representantes femininas. As mulheres sentiam falta de referências e não tinham muita oportunidade para crescer. O punk abriu a porta para mulheres pq favorecia a inovação e não a técnica. Muitas pessoas que nunca se sentiram incluídas ou representadas puderam se sentir assim com o punk. Através dos anos, as cenas punks pelo mundo mudaram e os velhos modos voltaram. Mulheres foram deixadas de lado, escritorxs não incluíram mulheres punks em seus livros e nossa história corria o risco de ser perdida. As mulheres sempre estiveram lá mas é como se tivéssemos que nos afastar um pouco e voltar depois ainda mais fortes.

Leia a entrevista e nosso zine #2 aqui.

>>> Art Chantry, artista plástico e figura carimbada nos bastidores da explosão do pré-grunge (((e verdadeira enciclopédia do rock))), postou sobre Frances Farmer, a protagonista da faixa “Frances Farmer will have her revenge on Seattle”, do Nirvana:

A bela e famosa estrela do cinema, Frances Farmer, pouco antes de seus pais a levarem para um hospício. Aparentemente, eles não compreendiam porque ela usava o cabelo daquela maneira, porque fumava, porque se vestia como um homem ou porque tinha atitudes políticas “comunistas”. Eles decidiram que ela estava louca. Quando internada, foi objeto das técnicas mais recentes do mundo da psicologia: terapia de choque aquática (onde você fica imerso numa piscina de gelo) e terapia com eletrochoque. Nada resolvia e ela continuava com uma atitude “desafiadoramente individualista”. Então, fizeram a infame lobotomia com ela – basicamente enfiar uma agulha enorme em seu lóbulo frontal através da cavidade ocular. Depois disso ela estava “bem”. Um pouco “preguiçosa” e “sem reflexos”, mas “bem”. Frances viveu o resto de sua vida usando roupas femininas e sem falar muito. Ela também teve incontinência e teve que usar fraldas pelo resto de sua vida. É um preço “baixo” para se “encaixar”, não é?

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Produção de conteúdo 5 estrelas pra seguir e amar:

>>> 365 Girls in a band: coluna da Maria Caram no Altnewspaper sobre mulheres incríveis da música. Muita história e dicas legais.

>>> Meninas pra Frente: podcast empoderado das minas de Santa Maria (RS). A cada edição, o programa traz seleção caprichada de bandas e artistas com comentários e bom humor. Ao vivo, toda sexta-feira, às 19h, na Rádio Armazém.

>>> Queens of Noise é outro podcast massa sobre a produção musical feminina. O programa é feito pela galera do blog Bul in the Heather e traz, a cada semana, novidades, lançamentos, clássicos e muito rock de garotas. Toda quinta-feira, às 18h, na Mutante Radio.


>>> Delirium Nerd é um achado pra quem procura bom conteúdo e muita informação. Música, artes, filmes, livros, quadrinhos y mucho más sob um viés feminista.

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Leituras:

>>> “Meet the lesbians punks who’ve been written out of London’s history“, na TimeOut inglesa. Reportagem sobre as Rebel Dykes, grupo feminino da Inglaterra que ajudou a emancipar os direitos das mulheres gays e fundou uma base de ação/ativismo em Londres, nos anos 80. A frente escolhida por elas foi promover os primeiros squats (ocupações) femininos na cidade e criar pontos de conexão para/com mulheres que procuravam se encontrar, encontrar outrxs e criar uma comunidade protegida. Com depoimentos de várias ativistas da época, a matéria é uma bela aula de história sobre subcultura feminista/dyke/queer/punk. Um documentário está sendo produzido sobre esta cena e suas protagonistas.

>>> “The best documentaries about growing up as girl“, na Dazed.

>>> “Sub Pop imprint Hardly Art celebrates 10 years as a tastemaker all its own“, no blog do Bandcamp. A história do sub-selo Hardly Art, braço da Sub Pop, e um catálogo que redefiniu o indie rock nos anos 2000. O destaque mesmo é para a Mulher por trás de todo o sucesso, Sarah Moody, diretora e fundadora do selo.

>>> “The Legend of Pamela des Barres, Rock’n’Roll Most Iconic Groupie“, na Vice gringa. Entrevista encorpada com Pamela des Barres, escritora e seguramente uma das maiores ativista da liberdade sexual. Des Barres colecionou affairs e algumas das histórias mais inacreditáveis com os rockstars mais famosos da história. As experiências e memórias viraram livros célebres, como o “I’m with the band: Confessions of a Groupie”, bestseller de sua carreira e que completa 30 anos de lançamento em 2017, e o mais recente, “Let it Bleed: How to write a rockin’ memoir”.

Pamela Des Barres.

>>> “Dez cantoras que você deveria conhecer“, da Revista Bula. Lista com novas cantautoras brasileiras que estão dando o que falar.

>>> “Assinava os e-mails com o nome dela e me tratavam pior: um experimento sobre o machismo no trabalho“, no El País. Chocada mas não surpresa.

Martin se apresentou como Nicole aos seus clientes: “Vivi um inferno. Todas as minhas sugestões eram questionadas”.

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Cada um de nós trazemos, em essência, a divindade que somos, independente do sexo, religião, orientação sexual, status social. Somos divinos e parte de tudo, e o movimento de negar a isso traz grandes conflitos entre a nossa alma e mente.

No artigo “União dos Sagrados Feminino e Masculino“, no blog Curandeiras de Si.

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Grrrl Germs é a coluna do Distúrbio Feminino com links, dicas e piras sobre música, feminismo, tendências, cena nacional, comportamento e tudo mais sobre a Mulher, os meios, o som e o Sagrado. Este boletim soma à nossa produção de conteúdo feita em zine impresso, podcast, posts em redes sociais, playlists e demais mídias. Comentários, sugestões, dicas e erratas podem ser enviados por e-mail: contato@supernova.mus.br.

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Sammliz lança clipe de “Quando Chegar o Amanhã” e abre temporada de shows 2017

Sammliz – Quando Chegar o Amanha (Foto Liliane Moreira)

“Quando chegar o amanhã”, um brega romântico da música espanhola, ganhou versão brasileira por Leonardo Sullivan na década de 80 e é um clássico da música paraense. Reinterpretada por Sammliz em seu debut solo Mamba (2016), esta é a única faixa não assinada pela compositora, que compensa imprimindo uma feminilidade marcante à melodia e versos sentimentais de maneira bem mais sombria e melancólica que a original.

Mas o amanhã nunca chega para corações que partem antes da hora. A separação prematura de corpos e almas que deviam seguir outros destinos serve de roteiro para o clipe de “Quando chegar o amanhã”, filmado em Belém (PA). Entre o sonho e o pesadelo, a trama usa a questão do feminicídio e da intolerância à diversidade para comunicar sobre a violência ao feminino e mulheres mortas em silêncio todos os dias.

O clima de “Cidade dos Sonhos” (David Lynch, 2001) é proposital e quer dar o ar onírico e surrealista que é pensar na persistente coerção às mulheres binárias e não-binárias em plena época de emancipação feminina e transgênero. Outra referência utilizada para concepção do clipe foi o elogiado episódio “San Junipero”, da série Black Mirror, na ambientação que conta a história de amor que atravessa o tempo entre duas mulheres, na cartela de cores utilizada, e também na fotografia que flerta com o kitsch e o sombrio.

A produção foi feita em Belém por uma equipe composta em sua maioria por mulheres. O clipe foi dirigido por Adrianna Oliveira (do curta “A Batalha de São Braz”) e tem direção de fotografia de Thiago Pelaes e direção de arte de Tita Padilha.

No show de lançamento, Sammliz vem acompanhada de banda composta por Leo Chermont (guitarra), João Lemos (guitarrra), Inês Fernandes (baixo), Dan Bordallo (teclado) e Júnior Feitosa (bateria).

A noite tem abertura especial do Coletivo Empodera, poderoso combo de cantoras, compositoras e musicistas da cidade (Ana Clara, Amanda Coelho, Natália Matos, Nathália Lobato, Nathalia Petta, Lari Xavier, Livia Mendes, Melly Rosas); Companhia Mirai de Dança e Movimentosete8 com performances, e os DJs Bambata Brothers, Tita Padilha e Jonathan Camelo.

(Foto: Liliane Moreira)

Em 2017, a cantora prepara mais três lançamentos de clipes, single especial em parceria com Dona Onete, e lançamento de um EP e turnê pelo sudeste no segundo semestre.

Serviço:

Sammliz – Show lançamento do clipe “Quando chegar o amanhã”

Sexta-feira, 12 de maio

Local: Baron Club | Av. Nazaré, 579 | Belém (PA)

Horário: 22h

Ingressos: R$10 | R$20 (promo: ingresso + CD Mamba)

Abertura e participações: Coletivo Empodera, Companhia Mirai e Movimentosete8, DJs Bambata Brothers, Tita Padilha e Jonathan Camelo

Fica técnica “Quando chegar o amanhã”:

Direção: Adrianna Oliveira

Ass. Direção: Alexandre Nogueira

Direção de Fotografia: Thiago Pelaes

Direção de Arte: Tita Padilha

Ass. de Câmera: Igor Amaral/Kemuel Carvalheira/Lucas Domires

Produção Executiva: Sammliz/Luana Klautau

Coordenação de Produção: Luana Klautau/Thamires Veloso

Produção de Alimentação: Davi Fleury

Preparador de Elenco: Dario Jaime Sousa

Coreografia: Bel Lobato

Make up/Cabelo : Amanda Pris

Assistentes Make/Cabelo: Bianca Imbeloni/Laís Teixeira

Figurino Sammliz, Bel e Caroline: Jonathan Camelo

Figurino elenco: Babi Santos/ Ketlen Suzy

Elétrica: Jerri Pamplona

Iluminação: Igor Duarte

Making of: Lilian Moreira – Foto/Bruno Gouvêa – Vídeo/Adriana Faria – entrevistas

Elenco: Sammliz, Bel Lobato, Caroline Torres, Leoci Medeiros, Zilma Lages, Bina Jares, Shirlena Marabilis, Lariza Xavier, Kezia Yamaki, Kemuel Carvalheira

Realização: Marahu Filmes

Agradecimentos: Mônica Souza, Seu Carlo, Casarão Baron, Patrícia Gondim e Oriana Bitar, Zê Charone, Maralux

Siga Sammliz: Site oficial | Facebook | Instagram | YouTube

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Grrrl Germs – 30/4

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+++ Apanhado de lançamentos, artes, dicas 101% grrrl germs pra quem também não viu Abril passar +++

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O mês mais corrido do ano teve tanto lançamento e som novo que fica difícil organizar e falar de todos. Segue lista com alguns dos últimos lançamentos pescados entre março/abril:

>>> Luiza Lian lançou disco novo em março. Oyá Tempo é um álbum virtual, conceito que junta música e imagem. É som para ver. O trabalho foi lançado em áudio e vídeo e tem a assinatura particular de Luiza com muita poesia feminista e empoderada. Recomendado pra quem está à procura de diversos idiomas musicais num disco só. Visite o site oficial também pra experiência sensorial completa, uma brisa: www.luizalian.com.br

>>> Outra cantautora de destaque com disco novo é a sergipana Marcelle, a Equivocada, que lançou o segundo álbum em março. A pegada é retrô, romântica e minimalista. Ponto alto justamente pela produção recatada mas marcante dela com Dustan Gallas (Cidadão Instigado).

>>> Black Cold Bottles é um quarteto de São Bernardo do Campo e lançou Percept, um full bem agradável pra quem gosta do punch das guitar bandas seminais mas sabe apreciar o existencialismo soturno de figuras como Nick Cave. A figura feminina do grupo é Larissa Lobo, que traz o diferencial tocando ukulele. Ela também assina linhas de guitarra e divide os vocais com Bruno Carnovale.

 

>>> Pra quem gosta de eletrônico e lo-fi e não vê problema nenhum nessa soma, Melies é um duo composto por Danna (que mora no Rio Grande do Sul) e Giovanni (SP). O debut Ephemeris (Nap Nap Records) foi feito à distância e é de atmosfera escura, minimal, às vezes tensa, às vezes calma, trip que merece ouvir de fone.

 

>>> Ainda na pegada eletrônica, destaque pro primeiro EP da banda OZU, formada em SP, em 2015. The Downbeat Sessions nº1 junta o orgânico da guitarra/baixo/bateria com o sintético e as levadas eletrônicas de um trip hop jazz no melhor estilo inglês. Juliana Valle  tem os vocais e interpretação mais que propícios pra este estilo:

>>> Cada vez mais sujo, o trio Letty and The Goos liberou dois singles inéditos em abril. “From the Cold” e “Ugly Demons” estão para ouvir/baixar no Bandcamp e foram lançadas pela Dinamite Records.

 

>>> Também teve lançamento do primeiro clipe do In Venus, quarteto noise/post-punk de SP. “Mother Nature” foi o primeiro single do EP de estreia (que não vai demorar pra chegar) e agora sai também com vídeo criado a partir de imagens compartilhadas via Creative Commons.

 

>>> Estreia aguardada, o primeiro álbum de Charlotte Matou um Cara veio com a explosão que os primeiros singles prometiam. O quarteto paulistano tem toda a garra e sonoridade pra ser a nova banda punk/HC feminista de visibilidade nacional que estávamos esperando desde o começo do milênio. Espalhem esse disco, horrorizem xs vizinhxs:

 

>>> Miss Corin Tucker não descansa. Este mês teve lançamento do Filthy Friends, a nova superbanda da qual ela faz parte. Já haviam dois singles lançados (ambos especiais à projetos beneficentes) e a banda acaba de lançar mais duas músicas para o Record Store Day (na sexta-feira, 21/abril). O single foi prensado em 7″ pela Kill Rock Stars e é o carro-chefe dos primeiros shows, que acontecem pelo Noroeste dos States nos próximos dias. Filthy Friends é Corin Tucker (Sleater-Kinney) ao lado de Peter Buck (REM), Scott McCaughey (The Young Fresh Fellows/The Minus 5), Bill Rieflin (REM/King Crimson), Kurt Bloch (Fastbacks) e, ocasionalmente, Krist Novoselic.

Enquanto isso, o Sleater-Kinney anunciou que está com música inédita na nova compilação de apoio ao Planned Parenthood. Os lançamentos serão em 7″ e trazem artistas como St. Vincent, Björk, Sharon Van Etten, Chvrches e muitxs outrxs. Veja aqui a lista completa. Adendo para os 20 anos do transgressor/intransponível/esmagador Dig Me Out, álbum que eternizou a importância e legado do trio de Portland, e que completou duas décadas honrando o melhor do espírito Garotas Fazem O Que Querem.

>>> Pra terminar, agora na última sexta (28), Leslie Feist, 💘, soltou o novíssimo Pleasure. Como sempre uma audição fácil e agradável, as primeiras impressões são as melhores, um saudoso pop. Ouça aqui.

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Por aí:

>>> PapodeMulher é um novo meio independente produzindo conteúdo feminista. A aposta é fazer entrevistas em vídeo com mulheres que têm muito a dizer. Acompanhe o canal no Youtube e assista as edições já lançadas, todas uma lição.

>>> Tenho seguido e adorado o Feminaria, proposta de rede multidisciplinar para falar sobre tudo acerca de Feminismo, representatividade de gêneros, consciência coletiva, direitos e expansão feminina em todos os meios visando o empreendedorismo e crescimento da mão-de-obra/intelecto das mulheres na sociedade. Favorite e siga: www.feminaria.com.br .

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Artes:

>>> Coletivo Cósmico é a proposta de um grupo de mulheres artistas fazendo desenhos, fotografias e bordados para tratar de assuntos pertinentes ao empoderamento e liberdade sobre nossos corpos/emoções/fantasias. Os trabalhos são delicados mas não deixam de expressar toda a tormenta que passamos/força que buscamos quando se trata de conquistar equidade, respeito e pertencimento. Passe no Iluria pra conhecer e comprar peças do catálogo.

(“Mãe Universo”, de Daniella Salamão)

(“Correnteza”, bordados de Camila Visentainer)

>>> Ao ler este artigo sobre culinária emocional, conheci a série “Women and Food” de Lee Price, artista americana que coloca a Mulher no centro de seus trabalhos. As imagens poderiam facilmente passar por fotografia, mas são ilustrações hiper-realistas feitas em óleo. Abaixo uma das peças desta série e outra da série “Surfacing”. Impressionante. Veja mais no site: www.leepricestudio.com .

(“Women & Food”)

(Surfacing)

>>> Lady Guedes é Fernanda Guedes, ilustradora de SP. O trabalho da Lady é bem contestador e fala através de desenhos que exploram o comportamento feminino, a sexualidade e a diversidade de gêneros. Ela já teve trabalhos expostos nos EUA, Inglaterra, Espanha, Austrália e Japão, além de estar sempre pelas ruas de SP com intervenções como lambes e murais.

***

Dando continuidade às ideias do Sagrado/Futuro Feminino e à atual percepção de que apenas partindo do coração/poder anímico mudaremos o mundo (((e fortaleceremos o salto quântico em transição pelo qual nossa querida Mãe Terra está passando))), deixo partes de um artigo muito esclarecedor e de fácil assimilação sobre a importância de nos reconectarmos ao nosso próprio centro (onde reside tudo aquilo que precisamos) para expandir as transformadoras forças geradas pelo Divino Feminino/Era do Coração equilibrando o Feminino e Masculino que habitam em todxs nós.

(Arte de Burgandy Viscosi)

Deus, Fonte, Consciência Divina, ou qualquer forma que vocês escolham para denominá-La, é inteira e completa, um equilíbrio de energia masculina e feminina. O Divino feminino é o aspecto Deus/Mãe do UM, enquanto o Divino masculino é o aspecto Deus/Pai do UM. Grande parte do mundo continua a reconhecer e venerar somente o aspecto Deus/Pai, relegando a outra metade de Deus como sendo irrelevante ou mesmo não existente. Muitas religiões continuam, ainda nos dias de hoje, a promover essa interpretação grosseiramente falsa da verdade.

As energias do Divino feminino estão centralizadas no coração, fluem como amor incondicional e são absolutamente necessárias para o todo. Sem o aspecto feminino de Deus, vocês têm um mundo guiado predominantemente pelo lado esquerdo do cérebro, de um paternalismo desprovido de amor, que é exatamente o que vocês estão testemunhando em tantos lugares.

Corações fechados não permitem que fluam as energias receptivas, intuitivas e criativas do Divino Feminino, resultando num desequilíbrio e sobrecarga de energias masculinas – as energias ativas daquele que deve ser, fazer e ter a lei e poder.

Esse desequilíbrio pode facilmente ser observado ao redor do mundo e particularmente se manifesta no oriente médio, onde maior parte as mulheres ainda vivem sujeitas ao domínio e caprichos do masculino.

Num certo ponto da evolução espiritual de todos, vem uma conscientização acerca desses desequilíbrios e eles começam a questionar intuitiva e silenciosamente muitos conceitos e crenças antes aceitos como normais.

Homens e mulheres que viveram suas vidas com os corações fechados, bloqueando a completa expressão das energias do Divino Feminino, acharão que o processo do despertar é um momento confuso e doloroso porque eles construíram suas identidades e seu valor próprio sobre o mito de ser o masculino mais importante do que o feminino.

Entretanto, o processo de abrir o coração só pode começar quando a pessoa se dá conta de que ele está fechado.

(…)

Aceitar o feminino como sendo exatamente tão importante quanto o masculino pode ser um processo esmagador para aqueles que foram criados em sociedade que promovem os machos como sendo mais valiosos do que as fêmeas.

No entanto, muitos estão agora prontos para compreender e aceitar a vital importância da energia da Mãe Divina – as energias receptivas, intuitivas, criativas e de amor incondicional manifestando-se em todos os níveis: físico, emocional, mental e espiritual.

Da mesma forma, de igual valor e importância são as energias do Divino masculino – o ativo, aquele que é, aquele que faz, o pensador. Essas facetas da energia do Divino Pai são igualmente necessárias para a completa e inteira expressão de Deus. Elas estão destinadas a trabalhar paralelamente com a energia feminina, de forma que todas as ações são equilibradas com amor incondicional.

Uma mulher equilibrada parece e age de forma feminina, mas respeita a si própria, está apta a dizer não, reconhece seu próprio poder inato e não tem medo de assumir o controle quando necessário com ações que refletem as necessidades, não os desejos, de todos os envolvidos.

Um homem equilibrado é aquele que toma decisões e aprecia as atividades do masculino, mas não tem medo de amar e ser amado, respeita os outros e não sente a necessidade de dominar para vivenciar seu valor próprio.

Nós não estamos falando de mulheres que tentam ser homens ou de homens que tentam ser mulheres. Falamos da evolução da humanidade para uma inteireza espiritual, através da aceitação e expressão de ambas as “metades” da Unidade Divina.

Uma mulher equilibrada continuará a parecer e se comportar de modo feminino, da mesma maneira que um homem equilibrado continuará a agir e parecer masculino, mas uma vez que ambos os centros estejam abertos (lado esquerdo do cérebro e coração), mulher e homem serão capazes de viver e expressar ambos os aspectos em cada situação.

A consciência tridimensional continua a difundir, através de filmes, TV, jornais e revistas, jogos e publicidade, conceitos de “homem de verdade” como sendo somente aqueles que são duros, dominantes e poderosos sem levar em consideração quem pode ser ferido no processo. Muitos ainda aceitam esses mitos, os quais, em sua maioria, são difundidos por aqueles que se beneficiam de alguma forma pela sua continuação.

(…)

A mídia continua a divulgar conceitos da mulher ideal como aquela que é fisicamente perfeita e bela, mas um tanto sem cérebro, e que precisa de um homem para ter algum valor. O homem ideal é divulgado como sendo fisicamente forte e poderoso, incumbindo-se de cada situação a “seu” modo, bem como sendo rico e bonitão, e, junto com a mulher ideal, vive feliz para sempre.

Esses conceitos estão desaparecendo rapidamente para a maioria, mas ainda existem muitos, até mesmo em meio aos evoluídos, que pensam sobre si mesmos como sendo a metade de um casal e necessitando da “pessoa certa” para que se sintam inteiros.

(…)

É preciso chegar para cada alma em evolução um tempo de equilíbrio entre as energias masculina e feminina que já estão presentes inteiramente dentro de cada indivíduo: as características do masculino de autoproteção e apoio ao ser feminino, e as características do feminino de amor-próprio e receptividade às ideias do ser masculino, nenhum deles subserviente ao outro.

Através de vidas de experiências baseadas em dualidade e separação, os indivíduos aprenderam que a vida era menos dolorosa se eles fechassem seus corações, o que resultou na criação do desequilíbrio que vocês testemunham no mundo hoje.

(…)

Estas não são apenas palavras bonitas porque o coração é o lugar onde o Divino Feminino permanece até ser reconhecido. Um coração aberto e equilibrado com o masculino permite à alma viver em sua plenitude ao invés de apenas sobreviver como uma metade.

(por Amanda Cordeiro e Suzel Mendonça)

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Grrrl Germs é a coluna semanal do Distúrbio Feminino com links, dicas e piras sobre música, feminismo, tendências, cena nacional, comportamento e tudo mais sobre a Mulher, os meios, o som e o Sagrado. Este boletim soma à nossa produção de conteúdo feita em zine impresso, podcast, posts em redes sociais, playlists e demais mídias. Comentários, sugestões, dicas e erratas podem ser enviados por e-mail: contato@supernova.mus.br.

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Grrrl Germs – 2/4

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Por trás da edição #3 do nosso zine. Girl Rock BR pra atualizar a playlist e a agenda. As mulheres submersas e um devaneio sobre Moe Tucker. O Mito de Akhilandeshvari ::: a divindade do “nunca-não-quebrado”, a resiliência e o refazer-se.

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Na última quarta-feira (29), nosso zine novo saiu do forno! Esta edição de verão (os zines são sazonais) chegou no começo do outono mas ficou maturando as ideias por mais de dois meses. São seis páginas de Distúrbio Feminino puro com editorial, colagem, ilustração da Carol Ito/Salsicha em Conserva e entrevista com Elisa Gargiulo, guitarra/vocal e única integrante original do Dominatrix. Abaixo tem as páginas comentadas e pra ler na na íntegra, acesse aqui. O lançamento do nº 3 também foi feito com as zinesters da Drunken Butterfly.

Capa: uma arte de paciência feita com tiras de papel trançadas. No original é muito mais bonito. 😉

No Editorial, a ideia era falar de música mas também da Era dos Sentidos, ideia que permeia todo o Sagrado. Como já dito nesta Grrrl Germs, o segundo álbum do Manequinn Pussy é tudo que o Divino propõe: uma catarse das nossas emoções que nos leva a olhar de maneira diferente para nós mesmos – a desconstrução, o auto-empoderamento, a reconexão. Perguntei à Marisa Dabice, voz/guitarra/composições, como era “sentir tudo ao mesmo tempo“. A resposta dela tá lá pra quem quiser ler.

Essa colagem estratosférica foi um trabalho de surrealismo para falar sobre Vênus, a força feminina planetária que vem do cosmos. Vênus não é roxa, mas na foto usada, tirada dos arquivos da Nasa, ela está sob luz Ultra Violeta e não poderia ser mais bonita para compor essa imagem. O parágrafo não faz sentido e foi feito depois da colagem. Em chinês provavelmente daria um belo haikai.

A Carol Ito é uma florzinha. 🌸 Nos conhecemos virtualmente no final do ano passado e já deixamos combinado que ela faria uma ilustra pro zine. E ela não poderia ter captado melhor o que é o Distúrbio Feminino usando a Salsicha em Conserva, esta inverossímil personagem feminista. Pra conhecer mais sobre os trabalhos e tudo que a Carol faz, tem entrevista com ela nesta Grrrl Germs Extra.

Nas páginas 5 e 6 tem entrevista com a Elisa Gargiulo, fundadora do Dominatrix. A ideia deste papo era olhar pra trás e ver como/oque era a cena e o feminismo de 20 anos atrás. Em 2017, o seminal Girl Gathering, primeiro álbum da banda, completa duas décadas e é um marco sem igual para o punk nacional. Não deixe de ler.

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Muitas e muitas novidades na música, mas pouco é o tempo pra assimilar e ouvir todas. Separei os 4 nacionais mais ouvidos das últimas semanas:

>>> Bloodbuzz estava com o primeiro álbum guardado há tempos. Silence in the City é pra quem gosta de rock, pura e simplesmente. Mas não dá pra negar que eles têm um lado pop radiofônico também, canções bem assimiláveis que ganham qualidade melodiosa extra com o vocal da Júlia Abrão.

 

>>> No último dia 20, Ostra Brains colocou um novo EP no ar, Sirihorse. Diferente do primeiro lançado, Gelato Luv, este novo tá com bem mais pressão e >>> pungência <<<. A tosquice de ser lo-fi tá lá mas a o punk sujão merece mais volume.

 

>>> Já o Futuro liberou A Torre da Derrota também naquela segunda-feira.

 

>>> Juna é um duo de São Leopoldo (RS) com Victória Apollo dividindo as composições, vocais e produção. Spacepop/stargaze ultra fino. Marina Goes to the Moon é o EP de estreia:

 

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Dois crushes recentes:

>>> Esta versão KimGordoniana para “Moist Vagina”, do Nirvana:

Kurt Cobain escreveu essa letra explícita e poética, porém, ela não é sobre a vagina em si mas uma metáfora para maconha. Tanto é que nas pontes, os gritos são de “Marijuana”. Perguntado sobre essa composição, Cobain respondeu que a maconha é a única parceira que ele precisava “comer”.

>>> Esta foto de Alisson Wolfe, 💘:

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Por aí nós próximos dias:

>>> 24/junho tá marcado para acontecer o Dia da Música, evento com a ideia de celebrar a música por todo o país. A proposta agrega bandas/artistas e palcos/produtores a fim de promover shows negociados através de uma plataforma de relacionamento.

Em parceria com a aliança SÊLA (conheça mais aqui), a Supernova está produzindo um palco exclusivo de cantautoras. Serão seis mulheres incríveis se apresentando na Associação Cultural Cecília. Um line-up pra quem tem peito. Em breve sai a programação completa.

 

>>> No próximo sábado (8), tem o primeiro festival das minas do Hérnia de Discos, selo feminino/feminista. A festa é no Breve (SP) com duelo das monobandas Bloody Mary Una Chica Band e Harmônicos do Universo, show da dupla Winteryard e uma reunião extra-ordinária da Academia Brasileira de Tretas, a banda Hangovers (RS). Saiba tudo na página do evento, aqui.

 

>>> Já no dia 23/abril, Charlotte Matou Um Cara faz lançamento do disco de estreia na Trackers, também em SP. No mesmo dia, e pra festa ser ainda maior, tem shows de Lâmina, Sapataria, MOITA e Ratas Rabiosas. Discotecagem, poke tattoo e quitutes também fazem parte das atrações. Saiba mais aqui.

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Arte aquática 💦 :

Conheci recentemente a série Dones d’aigua, trabalho da ilustradora espanhola Sonia Alins. Bem sublime, os desenhos mostram mulheres quase imersas usando papel translúcido para dar o efeito turvo da água. As obras estão numa linha tênue entre a tranquilidade de estar mergulhando e o desespero de se afogar.

Quando vi este trabalho de Sonia, imediatamente o relacionei à sensação de degustar os álbuns solos de Maureen Tucker, que são a trilha perfeita para passar horas numa banheira cheia. E ouvir esses solos de Tucker, com toda a força de sua sensibilidade, é estar ora sentindo a calmaria da água em repouso ora a inquietude de suas ondas. Life in Exile After Abdication (1989) pode traduzir isso tudo. Devaneios…

***

Akhilandeshvari é uma divindade hinduísta conhecida como a Deusa do “never-not-broken”, do “nunca-não-quebrado/machucado”. Sua força está na resiliência de se transformar a cada vez que se machuca. Akhilandeshvari é também conhecida como Parvati, segunda Mulher de Shiva, e personifica a energia total do Universo.

Consegue refazer-se quando quebra deixando-se aberta às mudanças que não pode controlar ou resistir, uma vez que isso gera medo e nos impossibilita de aprender lições. Assim demonstra que nada está sob nosso controle e apenas as adversidades nos levarão aos nossos verdadeiros sentimentos porque nos pegam desprepradxs e imunes. Ela nos ensina que entregar-se é encontrar uma maneira para solucionar tudo e, melhor, triunfar. É a divindade que representa a vicissitude (sequência de mudanças em curso) mas sem o apego do controle – ela deixa fluir pois é o natural. Poder quebrar e rejuntar-se é sua melhor qualidade pois é infinita e abundante, uma habilidade que sempre traz a renovação.

Akhilandeshvari

O mito de Akhilandeshvari está regendo nosso presente momento do Sagrado Feminino e se relaciona diretamente à era de transição pela qual Gaia, a Mãe Terra, acaba de passar [entenda mais aqui sobre o fim da transição e o começo da Nova Terra].

A Terra, assim como a Deusa, acaba de renascer em si mesma com essa ascendência vibracional. Ela também esteve quebrada por um tempo (mas o tempo para a Terra não se compara ao dos humanos e, nesta situação, quer dizer milênios) tentando se recalibrar para chegar a a uma nova versão de si mesma.

Nesta nova dimensão adentrada por Gaia (que elevou-se da 3ª para a 5ª Dimensão) não é mais possível viver no velho paradigma das emoções racionais – as que o nosso ego nos faz ter – então acharemos soluções para nos refazer apenas com as emoções da alma/do coração anímico (protagonistas do Divino Feminino). O coletivo agora está mais desperto para consumir/buscar alimentos que possam saciar seus sentimentos verdadeiros, não suas paixões/dependências/desejos terrenos pois eles não satisfazem mais os pedidos do nosso Eu Interior/Mãe Terra, não estão em alinhamento com as necessidades desta nova fase planetária.

Aquelxs que conseguirem se quebrar – & mantiverem-se quebradxs para que o Novo possa entrar – estarão na frequência da recém-ascendida Terra e poderão experimentar todo o potencial de ser resiliente e mutável, assim como ensinam Akhilandeshvari e as boas mães.

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Grrrl Germs é a coluna semanal do Distúrbio Feminino com links, dicas e piras sobre música, feminismo, tendências, cena nacional, comportamento e tudo mais sobre a Mulher, os meios, o som e o Sagrado. Este boletim soma à nossa produção de conteúdo feita em zine impresso, podcast, posts em redes sociais, playlists e demais mídias. Comentários, sugestões, dicas e erratas podem ser enviados por e-mail: contato@supernova.mus.br.

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Grrrl Germs Extra ::: Entrevista Carolina Ito (Salsicha em Conserva)

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A Carol Ito é novinha, mas sua experiência e vivência nos meios artísticos e acadêmicos é longa. Começou a rabiscar desenhos ainda na infância, inspirada nas revistas de mangá e na própria imaginação. Escolheu cursar Jornalismo como graduação mas está nos finalmentes de um mestrado em Ciência da Informação pela ECA-USP com pesquisa sobre a produção feminina de quadrinhos nos meios online.

Carol participa de feiras, debates e já fez colaboração para veículos como Revista Trip, Caros Amigos e jornais impressos. Em todos os lugares que vai, leva consigo o auto-empoderamento de ser Mulher nas Artes. Seu trabalho mais conhecido é a Salsicha em Conversa, personagem incomum, rebelde e contestador das normas.

A seguir tem entrevista com a Carol e, na próxima edição de nosso zine impresso, tem ilustração exclusiva e badass da Salsicha mais feminista de que se tem notícia!

Distúrbio Feminino: Qual a primeira memória que você tem de querer desenhar? Em qual momento percebeu que gostava disso?

Carol: Lembro que minha mãe comprou umas revistinhas de mangá e eu comecei a copiar algumas figuras. Ela elogiou (um milagre!), então, eu fiquei meio viciada em desenhar.

DF: Como desenvolveu seu estilo?

Carol: Não sei se desenvolvi um estilo homogêneo, mas sempre tento fazer coisas que eu acho que têm a ver comigo, com a minha personalidade. Em termos de técnica, acho que ainda estou buscando algo mais uniforme, mas sem pressa.

DF: Fale sobre seu currículo acadêmico.

Carol: Minha graduação foi em Jornalismo, na Unesp de Bauru. Agora, estou cursando Mestrado na área de Ciência da Informação, na ECA-USP, e minha pesquisa é sobre produção feminina de quadrinhos publicados na internet. É uma tentativa de mapear as mulheres que estão publicando no Brasil, porque acho importante ter esse registro, também em nível acadêmico.

DF: E seu currículo de trabalhos.

Carol: Eu faço freelas de reportagem e para a Batuq, empresa de design da informação. Tento me especializar na área do Jornalismo em quadrinhos e já publiquei reportagens nesse formato no site da Revista Trip e revista Caros Amigos. Aliás, fiz um livro em formato de reportagem em HQ chamado “Estilhaço: uma jornada pelo Vale do Jequitinhonha”, que foi meu TCC em jornalismo. É uma reportagem baseada em uma viagem que fiz para a região, conhecida pela pobreza e seca.

DF: Conta sobre o Salsicha em Conserva. De onde surgiu, qual foi a ideia, pq uma salsicha? rs

Carol: Bem agora com essa polêmica da carne de papelão, da salsicha… rs Eu queria fazer um livro em quadrinhos como TCC, então, sabia que precisava desenhar mais do que o habitual para aperfeiçoar o trampo. Então, em 2014, eu criei um blog para postar meus quadrinhos, o Salsicha em Conserva. Eu queria falar de coisas que eu gosto e, obviamente, o boteco foi a primeira coisa que me veio à cabeça. No interior de SP, todo boteco de respeito tem os potes de salsicha em conserva no balcão e eu sou uma apreciadora dessa iguaria tóxica e cancerígena. Depois de pensar no nome do blog veio a ideia de desenhar personagens salsichas. Acho que todo mundo é um pouco salsicha na vida, tem aquele lado tóxico e artificial. Claro que eu tento exacerbar isso com meus personagens e acabo fazendo críticas políticas e de comportamento.

DF: Você participa de várias feiras e bate papos pelo país e na gringa sobre quadrinhos e a Mulher nos quadrinhos. O que você poderia dizer sobre esses encontros?

Carol: É sempre bom estar dividindo esses espaços com outras mulheres que vivem situações parecidas, sempre aprendo muito sobre o trabalho na área de quadrinhos e sobre mim mesma, no final das contas. Sinto que muitas mulheres, mesmo tendo trampos fodas e se dedicando pra caramba, além de serem menosprezadas, têm que enfrentar diariamente uma infinidade de inseguranças por ocuparem espaços tradicionalmente masculinos. No último Encontro Lady’s Comics (evento organizado por um coletivo incrível, que surgiu para dar visibilidade ao trabalho das minas), que aconteceu em Belo Horizonte, no meio de 2016, ficou claro que temos o hábito de “pedir desculpas” por conquistarmos coisas com nossos trabalhos, ficamos naquele ciclo da “Síndrome da Impostora” e isso acaba desmotivando e até paralisando as mulheres quadrinistas.

(Carol participando da Lady’s Comics 2016)

DF: O mundo dos quadrinhos ainda é sexista? Em que momentos isso acontece?

Carol: Sim, dos mais sexistas dentro da cultura pop, eu diria. Poucas minas são convidadas a trampar em editoras de quadrinhos, poucas têm seus trabalhos publicados, poucas publicam tiras, cartuns e charges nos grandes jornais… Tem muita mina produzindo e publicando de forma independente, mas isso não chega ao mercado editorial e ao mainstream. Cito o episódio mais recente, do concurso de ilustração e quadrinhos da Folha de São Paulo: mais de 800 inscritos de todo Brasil, entre eles, mais de 200 minas. Resultado: nenhuma mulher entre os dez selecionados e trabalhos vencedores de qualidade duvidosa.

DF: Você acha que homens ilustradores e, principalmente chargistas, ainda usam piadas e conceitos sexistas ou percebe alguma mudança?

Carol: Acho que o movimento feminista tem feito muita pressão e divulgado seu posicionamento, o que acaba incomodando muitos desses profissionais. Alguns caras nos procuram para perguntar a opinião sobre algum trampo, mas ainda têm os que só repetem aquela frase mimada “hoje em dia não dá pra falar mais nada” ou reclamam que o mundo “tá politicamente correto demais”, esse velho mimimi.

DF: Como é a articulação em debates e conversas que reúnem homens e mulheres nas feiras e encontros?

Carol: Eu sou mais convidada e participo mais de eventos exclusivos para mulheres, parando agora para pensar. Existem iniciativas de minas que se juntam para vender fanzines nas feiras, para fortalecer o movimento, como é o caso da Venus Press. A gente articula muita coisa pelas redes sociais e é incrível porque minas de vários estados participam e depois a gente acaba se conhecendo pessoalmente.

DF: O que vc acha que mais promove a integração feminina nos meios artísticos hoje em dia?

Carol: Primeiro, é a vontade que as mulheres têm de se juntarem e de buscarem seus caminhos (mesmo que esbarrando em todo mundo) dentro de universos hostis e machistas. Rola um sentimento parecido com o do manifesto Riot Grrrl de que, se não nos juntarmos, continuaremos invisíveis. Além do que, é muito mais difícil e doloroso enfrentar tudo sozinha. Uma ferramenta que facilita essas articulações é a internet e as redes sociais, sem dúvida. Grupos nas redes sociais, como Zine XXX e Lady‘s Comics, mostram a importância da representatividade, porque você vê outra mina publicando suas histórias e pensa: eu também tenho vontade e posso fazer isso.

DF: A Mulher está em ascensão nas artes, mas casos como aquele da seleção de ilustradores da Folha de SP, sem nenhuma Mulher colocada, foi inacreditável. Ao mesmo tempo, os canais alternativos estão em alta e dando muito destaque pras mulheres. Como fugir dessas armadilhas da grande mídia?

Carol: Eu não sei quando a grande mídia será iluminada com o pensamento de que não é possível que só homens publiquem seus trabalhos (sobretudo, brancos e heteros) ou que eles sejam sempre a maioria. Enquanto isso não acontece, a gente segue lutando no campo político, profissional, acadêmico e artístico para garantirmos nosso espaço e representatividade. Estamos por toda parte, uma hora a coisa vai mudar e seremos donas da porra toda. rs

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Grrrl Germs é a coluna semanal do Distúrbio Feminino com links, dicas e piras sobre música, feminismo, tendências, cena nacional, comportamento e tudo mais sobre a Mulher, os meios, o som e o Sagrado. Este boletim soma à nossa produção de conteúdo feita em zine impresso, podcast, posts em redes sociais, playlists e demais mídias. Comentários, sugestões, dicas e erratas podem ser enviados por e-mail: contato@supernova.mus.br.

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