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Armando Lôbo apresenta novo álbum, Myopic Serenade, com dois singles de estreia – ouça “Myopic Serenade” e “Vade Retro”

“Eu penso a canção e as peças instrumentais como narrativas visuais ou ideias literárias”, conta o artista Armando Lôbo, que se prepara para lançar seu novo disco, Myopic Serenade, obra que soa como uma trilha sonora para um filme inexistente, um universo entre arquétipos clássicos e alegorias modernas que está pronto para ser desvendado. 

(Foto – Suzanne Heffron | Arte – Renée Melo)

Marcado por um encontro certeiro entre a música pop, a música clássica e os experimentos avant-garde, Armando Lôbo desenvolve uma música policultural, como ele próprio gosta de dizer. Isso pode ser notado em sua biografia: nasceu e começou sua carreira musical em Recife, depois foi atrás de novas trajetórias no Rio de Janeiro e, atualmente vivendo em Edimburgo, (Escócia), Lôbo cria a partir de sua brasilidade e de sua herança nordestina mas sempre mirando o universal.

O cenário onírico, brasileiro e abrangente de Armando pode ser ouvido nos dois primeiros singles que anunciam o álbum completo, “Vade Retro” e a faixa-título “Myopic Serenade”. “Vade Retro”, composta por Guto Brinholi (músico, regente e compositor sorocabano), funciona como um rock-maracatu e esconjura extremismos, ideal para o ambiente polarizado do mundo atual. “Myopic Serenade” tem a participação da soprano escocesa Lavinia Blackwell e possui um arranjo inusitado de eletrônica e cavaquinho, naquilo que Lôbo classifica como “uma seresta contemporânea que atualiza o amor cortês do século XII”. 

Estes primeiros singles são um prelúdio perfeito à narrativa lúdica e fantástica do álbum completo. Entre ecos de Björk, Nick Cave e Vicente Celestino, Myopic Serenade guarda ainda inúmeras surpresas e uma experiência sensorial ao ouvinte.  

Ouça:

Myopic Serenade

Vade Retro

Biografia: Atualmente vivendo na Europa, o recifense Armando Lôbo é músico, cantor e poeta. Possui sólida carreira que passeia entre a música de concerto e a música popular, sempre movido por uma verve experimental e abrangente numa simbiose entre literatura, cinema e até religião para criar suas peças sonoras. Lôbo tem três discos solos lançados, entre eles Vulgar & Sublime (2007) e Técnicas Modernas do Êxtase (2012); coleciona feitos como ter recebido o Prêmio da Música Brasileira, em 2010, pelo disco de estreia da Orquestra Frevo Diabo e o Prêmio Funarte, em 2012 e 2016, por Composição Clássica. Atualmente desenvolve tese de PhD em Composição Musical, na University of Edinburgh, na Escócia.

 

(Foto – Suzanne Heffron)

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Escrito por Supernova

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