close
BlogRádio

Supernova Radio Show #3

13262314_10207854754105848_759073945_o

Número três da Supernova na Rádio FAAP com:

Na sequência tem roteiro e comentários na íntegra:

Supernova #3

Primeiro vamos com Zeca Viana, recifense referência de Lo-Fi. Em fevereiro, Zeca lançou o Bootleg Instância, compilado de quatro faixas que não entraram no álbum Estância, lançado em 2015. Aqui vamos ouvir “Avenida Estância”.

Do Pernambuco vamos lá pro Rio de Janeiro pra ouvir Estranhos Românticos, quarteto de rock espacial tropical. O grupo lançou o primeiro álbum em 2016 e aposta em grooves, muitos teclados e tem uma pegada surrealista, coisa que acontece nessa faixa que vamos ouvir, “Lobo Mau”. A faixa ganhou clipe, lançado agora em março, que mistura a história da Chapeuzinho Vermelho com a lenda do lobisomem. Este trabalho de estreia, também chamado de Estranhos Românticos, tá pra ouvir e baixar gratuito na internet.

FAIXA 1 – Zeca Viana – Avenida Estância || FAIXA 2 – Estranhos Românticos – Lobo Mau

No final de março teve lançamento nº 0177 do selo Sinewave, o novo full do The Tape Disaster, banda gaúcha de post/math-rock. O disco, chamado Oh! Myelin, tem oito faixas e a estreia nos palcos foi no festival da Sinewave no dia 31/março, aqui em SP, no Z Carniceria. Aqui vamos ouvir “Tsuru”.

Na sequência, tem nova faixa do BIKE, um dos headliners da nova transcendência nacional. Bike chegou pedalando, claro, diretamente de um túnel de 1943, ano que deu nome ao primeiro trabalho, de 2015. Dois anos e muitas trips depois, eles lançam o segundo trabalho, com previsão de ser batizado como Em Busca da Viagem Eterna. Até agora foram três singles divulgados deste novo, e aqui a gente ouve “Inigma dos 12 Sapos”. BIKE é um dos nomes brasileiros que tocam este ano no festival espanhol Primavera Sound.

FAIXA 3 – The Tape Disaster – Tsuru | | FAIXA 4 – BIKE – Enigma dos 12 Sapos

Venusianas sulistas hoje com Katze, de Curitiba, e Juna, de São Leopoldo.

Katze é curitibana e metade do duo Cora. A guitarrista e compositora lançou um EP solo agora em março com 4 temas, todos dedicados à Lua e suas 4 fases. O som é um belo stargaze dissonante com incursões eletrônicas experimentais. O trabalho chama Moon Phases of a Relationship e cada faixa é sobre uma das fases da Lua. Lançamento da PWR Records. Vamos ouvir “New Moon”.

Do RS, na cidade de São Leopoldo, as boas novas vêm com Juna, duo que tem Victória Apollo dividindo as composições, vocais e produção. Dreampop do bom, aqui vamos ouvir a faixa que dá título ao primeiro EP, lançado em fevereiro pela Lezma Records, “Marina Goes to the Moon”.

FAIXA 5 – Katze – New Moon || FAIXA 6 – Juna – Marina Goes to the Moon

Fechando esta edição tem lançamento fresquinho que acabou de sair pela Supernova, o EP de estreia de Renato Spinosa.  Este trabalho solo, chamado Beijo Burocrático, é a soma de muitos anos compondo e afinando ideias. Em apenas quatro faixas, este EP mede tudo muito bem, e vai do pop ao cafona, com pegada retrô mas totalmente moderninha. Vamos ouvir a super radiofônica “Gabriela sem cravo e sem canela”.

FAIXA 7 – Spinosa – Gabriela sem cravo e sem canela

Créditos de gravação e direção: Mikael Roiha e Alziro Tonim.

Exibido em 18/4/2017.

leia mais
BlogDistúrbio Feminino

Grrrl Germs – 2/4

IMG_20170115_232134

Por trás da edição #3 do nosso zine. Girl Rock BR pra atualizar a playlist e a agenda. As mulheres submersas e um devaneio sobre Moe Tucker. O Mito de Akhilandeshvari ::: a divindade do “nunca-não-quebrado”, a resiliência e o refazer-se.

***

Na última quarta-feira (29), nosso zine novo saiu do forno! Esta edição de verão (os zines são sazonais) chegou no começo do outono mas ficou maturando as ideias por mais de dois meses. São seis páginas de Distúrbio Feminino puro com editorial, colagem, ilustração da Carol Ito/Salsicha em Conserva e entrevista com Elisa Gargiulo, guitarra/vocal e única integrante original do Dominatrix. Abaixo tem as páginas comentadas e pra ler na na íntegra, acesse aqui. O lançamento do nº 3 também foi feito com as zinesters da Drunken Butterfly.

Capa: uma arte de paciência feita com tiras de papel trançadas. No original é muito mais bonito. 😉

No Editorial, a ideia era falar de música mas também da Era dos Sentidos, ideia que permeia todo o Sagrado. Como já dito nesta Grrrl Germs, o segundo álbum do Manequinn Pussy é tudo que o Divino propõe: uma catarse das nossas emoções que nos leva a olhar de maneira diferente para nós mesmos – a desconstrução, o auto-empoderamento, a reconexão. Perguntei à Marisa Dabice, voz/guitarra/composições, como era “sentir tudo ao mesmo tempo“. A resposta dela tá lá pra quem quiser ler.

Essa colagem estratosférica foi um trabalho de surrealismo para falar sobre Vênus, a força feminina planetária que vem do cosmos. Vênus não é roxa, mas na foto usada, tirada dos arquivos da Nasa, ela está sob luz Ultra Violeta e não poderia ser mais bonita para compor essa imagem. O parágrafo não faz sentido e foi feito depois da colagem. Em chinês provavelmente daria um belo haikai.

A Carol Ito é uma florzinha. 🌸 Nos conhecemos virtualmente no final do ano passado e já deixamos combinado que ela faria uma ilustra pro zine. E ela não poderia ter captado melhor o que é o Distúrbio Feminino usando a Salsicha em Conserva, esta inverossímil personagem feminista. Pra conhecer mais sobre os trabalhos e tudo que a Carol faz, tem entrevista com ela nesta Grrrl Germs Extra.

Nas páginas 5 e 6 tem entrevista com a Elisa Gargiulo, fundadora do Dominatrix. A ideia deste papo era olhar pra trás e ver como/oque era a cena e o feminismo de 20 anos atrás. Em 2017, o seminal Girl Gathering, primeiro álbum da banda, completa duas décadas e é um marco sem igual para o punk nacional. Não deixe de ler.

***

Muitas e muitas novidades na música, mas pouco é o tempo pra assimilar e ouvir todas. Separei os 4 nacionais mais ouvidos das últimas semanas:

>>> Bloodbuzz estava com o primeiro álbum guardado há tempos. Silence in the City é pra quem gosta de rock, pura e simplesmente. Mas não dá pra negar que eles têm um lado pop radiofônico também, canções bem assimiláveis que ganham qualidade melodiosa extra com o vocal da Júlia Abrão.

 

>>> No último dia 20, Ostra Brains colocou um novo EP no ar, Sirihorse. Diferente do primeiro lançado, Gelato Luv, este novo tá com bem mais pressão e >>> pungência <<<. A tosquice de ser lo-fi tá lá mas a o punk sujão merece mais volume.

 

>>> Já o Futuro liberou A Torre da Derrota também naquela segunda-feira.

 

>>> Juna é um duo de São Leopoldo (RS) com Victória Apollo dividindo as composições, vocais e produção. Spacepop/stargaze ultra fino. Marina Goes to the Moon é o EP de estreia:

 

***

Dois crushes recentes:

>>> Esta versão KimGordoniana para “Moist Vagina”, do Nirvana:

Kurt Cobain escreveu essa letra explícita e poética, porém, ela não é sobre a vagina em si mas uma metáfora para maconha. Tanto é que nas pontes, os gritos são de “Marijuana”. Perguntado sobre essa composição, Cobain respondeu que a maconha é a única parceira que ele precisava “comer”.

>>> Esta foto de Alisson Wolfe, 💘:

***

Por aí nós próximos dias:

>>> 24/junho tá marcado para acontecer o Dia da Música, evento com a ideia de celebrar a música por todo o país. A proposta agrega bandas/artistas e palcos/produtores a fim de promover shows negociados através de uma plataforma de relacionamento.

Em parceria com a aliança SÊLA (conheça mais aqui), a Supernova está produzindo um palco exclusivo de cantautoras. Serão seis mulheres incríveis se apresentando na Associação Cultural Cecília. Um line-up pra quem tem peito. Em breve sai a programação completa.

 

>>> No próximo sábado (8), tem o primeiro festival das minas do Hérnia de Discos, selo feminino/feminista. A festa é no Breve (SP) com duelo das monobandas Bloody Mary Una Chica Band e Harmônicos do Universo, show da dupla Winteryard e uma reunião extra-ordinária da Academia Brasileira de Tretas, a banda Hangovers (RS). Saiba tudo na página do evento, aqui.

 

>>> Já no dia 23/abril, Charlotte Matou Um Cara faz lançamento do disco de estreia na Trackers, também em SP. No mesmo dia, e pra festa ser ainda maior, tem shows de Lâmina, Sapataria, MOITA e Ratas Rabiosas. Discotecagem, poke tattoo e quitutes também fazem parte das atrações. Saiba mais aqui.

***

Arte aquática 💦 :

Conheci recentemente a série Dones d’aigua, trabalho da ilustradora espanhola Sonia Alins. Bem sublime, os desenhos mostram mulheres quase imersas usando papel translúcido para dar o efeito turvo da água. As obras estão numa linha tênue entre a tranquilidade de estar mergulhando e o desespero de se afogar.

Quando vi este trabalho de Sonia, imediatamente o relacionei à sensação de degustar os álbuns solos de Maureen Tucker, que são a trilha perfeita para passar horas numa banheira cheia. E ouvir esses solos de Tucker, com toda a força de sua sensibilidade, é estar ora sentindo a calmaria da água em repouso ora a inquietude de suas ondas. Life in Exile After Abdication (1989) pode traduzir isso tudo. Devaneios…

***

Akhilandeshvari é uma divindade hinduísta conhecida como a Deusa do “never-not-broken”, do “nunca-não-quebrado/machucado”. Sua força está na resiliência de se transformar a cada vez que se machuca. Akhilandeshvari é também conhecida como Parvati, segunda Mulher de Shiva, e personifica a energia total do Universo.

Consegue refazer-se quando quebra deixando-se aberta às mudanças que não pode controlar ou resistir, uma vez que isso gera medo e nos impossibilita de aprender lições. Assim demonstra que nada está sob nosso controle e apenas as adversidades nos levarão aos nossos verdadeiros sentimentos porque nos pegam desprepradxs e imunes. Ela nos ensina que entregar-se é encontrar uma maneira para solucionar tudo e, melhor, triunfar. É a divindade que representa a vicissitude (sequência de mudanças em curso) mas sem o apego do controle – ela deixa fluir pois é o natural. Poder quebrar e rejuntar-se é sua melhor qualidade pois é infinita e abundante, uma habilidade que sempre traz a renovação.

Akhilandeshvari

O mito de Akhilandeshvari está regendo nosso presente momento do Sagrado Feminino e se relaciona diretamente à era de transição pela qual Gaia, a Mãe Terra, acaba de passar [entenda mais aqui sobre o fim da transição e o começo da Nova Terra].

A Terra, assim como a Deusa, acaba de renascer em si mesma com essa ascendência vibracional. Ela também esteve quebrada por um tempo (mas o tempo para a Terra não se compara ao dos humanos e, nesta situação, quer dizer milênios) tentando se recalibrar para chegar a a uma nova versão de si mesma.

Nesta nova dimensão adentrada por Gaia (que elevou-se da 3ª para a 5ª Dimensão) não é mais possível viver no velho paradigma das emoções racionais – as que o nosso ego nos faz ter – então acharemos soluções para nos refazer apenas com as emoções da alma/do coração anímico (protagonistas do Divino Feminino). O coletivo agora está mais desperto para consumir/buscar alimentos que possam saciar seus sentimentos verdadeiros, não suas paixões/dependências/desejos terrenos pois eles não satisfazem mais os pedidos do nosso Eu Interior/Mãe Terra, não estão em alinhamento com as necessidades desta nova fase planetária.

Aquelxs que conseguirem se quebrar – & mantiverem-se quebradxs para que o Novo possa entrar – estarão na frequência da recém-ascendida Terra e poderão experimentar todo o potencial de ser resiliente e mutável, assim como ensinam Akhilandeshvari e as boas mães.

***

Grrrl Germs é a coluna semanal do Distúrbio Feminino com links, dicas e piras sobre música, feminismo, tendências, cena nacional, comportamento e tudo mais sobre a Mulher, os meios, o som e o Sagrado. Este boletim soma à nossa produção de conteúdo feita em zine impresso, podcast, posts em redes sociais, playlists e demais mídias. Comentários, sugestões, dicas e erratas podem ser enviados por e-mail: contato@supernova.mus.br.

leia mais
1 2 3 12
Page 1 of 12